cinemaemcena

James Bond ou Jason Voorhees

postado em by Pablo Villaça em Cinema, cinemaemcena, Vídeos | Comente  

Supercut: 39 minutos com todas as pessoas que James Bond matou ao longo de cinco décadas.

Linhas Cruzadas

postado em by Pablo Villaça em Cinema, cinemaemcena, Vídeos | 1 comente

Outro supercut que adorei.

Teoria, Linguagem e Crítica – 56a. Edição – Curitiba

postado em by Pablo Villaça em cinemaemcena, Curso, Sem categoria | 2 comentários

Logo no primeiro dia de aula, ganhei vinho e bombons. E a coisa só melhorou a partir daí.

Então, como podem imaginar, a semana com a turma em Curitiba foi excepcional: não apenas eram pessoas calorosas (e, sim, sei que esta não é a fama do curitibano, mas é o que aconteceu comigo) e divertidas, mas também extremamente participativas. Insights instigantes foram oferecidos pelos alunos, correções foram feitas sem o menor pudor (quando comentei “O Superman me incomoda por ser indestrutível. Quem pode vencê-lo?”, recebi imediatamente várias respostas apontando meu erro) e, de quebra, vivenciei algumas surpresas agradáveis nesta cidade que acho tão maravilhosa.

(Aliás, foi uma viagem tão produtiva que acabei publicando críticas todos os dias – e atribuirei parte da febre produtiva à turma.)

Como de hábito, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,38 (quinquagésima-quinta); 4,40 (quinquagésima-quarta);  4,45 (quinquagésima-terceira);  4,43 (quinquagésima-segunda); 4,29 (quinquagésima-primeira); 4,44 (quinquagésima); 4,66 (quadragésima nona); 4,33 (quadragésima oitava); 4,48 (quadragésima sétima); 4,50 (quadragésima sexta); 4,56 (quadragésima quinta), 4,62 (quadragésima quarta), 4,51 (quadragésima terceira), 4,37 (quadragésima segunda), 4,39 (quadragésima primeira), 4,75 (quadragésima), 4,67 (Trigésima nona), 4,61 (Trigésima oitava), 4,62 (Trigésima sétima), 4,7 (Trigésima sexta), 4,53 (Trigésima quinta), 4,44 (Trigésima quarta), 4,58 (Trigésima terceira), 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,67 
Conteúdo: 4,80
Didática: 4,85
Estrutura do curso: 4,61

Média geral: 4,48

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,75.

Para concluir, a foto tradicional de formatura:

 002

Hell’s Club – O Lugar Onde os Personages do Cinema se Encontram

postado em by Pablo Villaça em Cinema em seu máximo, cinemaemcena, Vídeos | 3 comentários

A palavra “genial” é usada de maneira excessiva e normalmente incorreta.

Mas este vídeo é genial.

Os Olhos de Hitchcock

postado em by Pablo Villaça em Cinema em seu máximo, cinemaemcena, Vídeos | Comente  

Supercut que expõe a obsessão de Hitchcock pelo olhar de seus atores:

Projeto Breaking Bad – Trechos dos Capítulos 2 e 3

postado em by Pablo Villaça em Cenas em detalhe, cinemaemcena, Séries de tevê | 1 comente

Abaixo, você confere breves trechos dos capítulos 2 e 3 do projeto Breaking Bad (para ter acesso aos textos completos, é só se tornar colaborador(a) do Cinema em Cena. Como? Clicando aqui!):

Capítulo 2:

(…)Num episódio marcado pelo humor – uma abordagem inteligente, já que suaviza a natureza sombria dos acontecimentos retratados -, a dinâmica entre Walt e Jesse começa se tornar cada vez mais clara, envolvendo as tentativas do primeiro de controlar a situação e a impaciência crescente do segundo ao ser tratado como subalterno (e é divertido notar a expressão de orgulho de Pinkman ao encontrar uma forma de prender Krazy-8 no porão). Da mesma maneira, o próprio vocabulário dos personagens ressalta as diferenças entre eles, sendo particularmente curioso como Walter procura diminuir a gravidade do que propõe ao sugerir “desincorporação química” para lidar com o corpo de Emilio, enquanto Jesse, numa postura quase infantil, tenta se livrar da tarefa ao dizer um comovente (mesmo que engraçado) “Sr. White, eu não sou bom com gente morta”. (E em uma discreta piada envolvendo odesign de produção e a cenografia, no início do episódio é possível perceber um cartaz na parede lateral da sala de aula que basicamente adianta o destino do ex-parceiro de Jesse ao trazer um esqueleto em um fundo roxo que exibe a palavra “decompose”.)

s01e02-08

 Não é coincidência, aliás, que Jesse apareça assistindo a um episódio de Os Três Patetas em certo momento, já que o roteiro de Gilligan inclui, nesteCat’s in the Bag…, piadas envolvendo humor físico (Jesse carregando o corpo de Emilio), humor de situação (o mal entendido inicial na conversa entre Skyler e Pinkman) e, claro, humor negro (o resultado da teimosia de Jesse ao lidar com o ácido). E mais: os realizadores também extraem graça do amadorismo de sua dupla central (como o pânico de Walt ao ver Krazy-8 na rua e o de Pinkman ao dizer “Por que diabos não o amarramos?”) e até mesmo da escolha das canções incidentais: quando Krazy-8 (Arciniega) vê seu captor e corre, sendo nocauteado ao trombar em uma árvore, ouvimos os seguintes versos de “You’re Movin’ Me”, de Clyde McPhatter, enquanto o rapaz é colocado, inconsciente, no carro do protagonista:

Baby, you knock me out

You know you’re movin me” 

Para completar, Gilligan claramente se diverte ao estabelecer como Walter não compreende o universo no qual está se metendo, já que acredita ser possível argumentar com um narcotraficante e assassino – um padrão de comportamento que se tornará recorrente, já que, ao longo das cinco temporadas, ele (sempre se julgando intelectualmente superior a todos) frequentemente agirá como se os que o cercam fossem estúpidos e susceptíveis aos seus poderes de persuasão (e muitas vezes estará certo).

s01e02-06

s01e02-07

 

-=================================================================================

Capítulo 3:

Ainda assim, questões morais à parte, Walter já demonstra o pragmatismo marcante de sua personalidade ao finalmente concluir não ter mais opções – e, portanto, quando surge na porta que leva ao porão, já é retratado por Villalobos como um vilão mergulhado em sombras (e é interessante notar como, ao chegar no andar de baixo, ele se afasta da escada ainda oculto pela escuridão, como um monstro, embora mais cedo no episódio ali houvesse luz suficiente para iluminá-lo, como é possível perceber nas imagens abaixo).

E se o episódio não facilita o julgamento do espectador ao humanizar Krazy-8, a situação se torna ainda mais difícil graças à forma chocante com que sua morte é encenada: mesmo com cortes rápidos enquanto o rapaz e Walt giram em torno da coluna que mantinha o sujeito preso, a direção de Bernstein nos mantém próximos ao rosto do jovem enquanto a vida desaparece de seus olhos, tornando seu assassinato pessoal, quase intimista – e, com isso, a natureza cruel do ato do protagonista se torna inegável mesmo que este chore diante do que fez.

s01e03-26

s01e03-27

s01e03-28

s01e03-29

s01e03-30

O que nos traz ao desfecho do episódio e que poderia – para a sorte da família White (mas não para a nossa) – ter servido como encerramento da própria série ao mostrar Jesse chegando em casa e descobrindo que Walter havia limpado todos os vestígios de sua experiência com o mundo do crime. Assim, quando vemos o professor parado sobre uma ponte (representando, claro, a ligação entre seus dois mundos), percebemos que está refletindo justamente sobre que caminho seguir – uma ideia reforçada pelo belo plano que o traz contemplando duas pistas nas quais carros viajam em direções opostas.

Hollywood, Terra de Maiorias

postado em by Pablo Villaça em Cinema, cinemaemcena, Discussões | 12 comentários

Nesta quarta-feira, a USC divulgou um estudo preocupante sobre a falta de diversidade na representação dos filmes hollywoodianos – ou seja: aqueles com maior alcance em todo o planeta. Para tornar tudo ainda mais desesperador, o estudo restringiu-se a analisar os 700 filmes mais vistos entre 2007 e 2014 (ou seja: as 100 maiores bilheterias de cada ano).

Os achados não surpreendem, mas entristecem. Alguns dos que listei no twitter mais cedo:

Nesta significativa amostragem…

* 73,1% dos personagens com falas ou nomes eram brancos;

* apenas 30,2% das personagens com falas ou nomes eram mulheres;

* apenas DEZENOVE PERSONAGENS eram homossexuais. NENHUM trans.

Entre as cem maiores bilheterias de 2014…

* apenas 1,9% foram dirigidas por mulheres.

* apenas 4,9% traziam personagens latinos com nomes ou falas.

* NENHUMA foi protagonizada por uma mulher com mais de 45 anos.

Se isto já não fosse o bastante para me entristecer, logo comecei a receber mensagens de usários procurando JUSTIFICAR a predominância de homens brancos cis hetero diante (ao menos como personagens) e atrás das câmeras.

“Ah, mas as mulheres não vão tanto ao cinema!” (Errado: elas correspondem a cerca de METADE do público pagante:http://www.mpaa.org/…/MPAA-Theatrical-Market-Statistics-201…)

“Ah, mas os latinos não vão tanto ao cinema!” (Errado: eles correspondem a UM QUARTO do que Hollywood considera como “espectadores frequentes”: http://www.mpaa.org/…/MPAA-Theatrical-Market-Statistics-201…)

E o meu favorito: gente que atribuiu a ausência de produções estreladas por mulheres mais velhas entre as maiores bilheterias à FALTA DE QUALIDADE deste “tipo de filme”.

Oh, boy. Vamos ver alguns dos “excelentes” filmes estrelados por homens que ficaram entre as maiores bilheterias de 2014?

6.O Hobbit 3
7.Transformers 4
13.Godzilla
15.Tartarugas Ninja
21.Policial em Apuros
28.Uma Noite no Museu 3
30.300 2
35.O Céu é de Verdade
38.Busca Implacável 3
46.Tiras, Só que Não
47.Caçadores de Obras-Primas
49.Hércules
50: The Purge 2
52.Pense Como Eles Também
55.Deus não Está Morto
56.O Filho de Deus
57.Aviões 2
60.Drácula: A História Nunca Contada
61.Quero Matar Meu Chefe 2
71.Sobre Ontem à Noite
72.No Olho do Tornado
73.O Juiz
80.Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola
82. Winter, o Golfinho 2
83.Os Mercenários 3
85.Sex Tape
91.Atividade Paranormal 72
95.Três Dias para Matar
96.Livrai-nos do Mal

Ou seja: dizer que a falta de filmes estrelados por mulheres mais velhas se deve à “falta de qualidade” é estupidez e preconceito. É ÓBVIO que há um problema de falta de diversidade na produção mainstream. Uma falta de diversidade que não reflete a diversidade do público – como atestam as estatísticas de bilheteria que listei acima.

Isto é fato, não é “vitimismo” – uma expressão que, quando usada, 99,9% surge da boca ou do teclado de alguém privilegiado que NUNCA teve que enfrentar barreiras sérias na vida.

Não é difícil se colocar no lugar do outro. Aliás, fazer este exercício de empatia é algo fundamental e profundamente humano sobre o qual falei ao discutir a primeira temporada de Sense8, cuja diversidade na representação é mais um motivo para apreciá-la (meu texto está emhttp://diariodebordo.cinemaemcena.com.br//?p=4905).

Enfim. Para quem quiser conferir o estudo completo, o link é http://annenberg.usc.edu/…/Inequality%20in%20700%20Popular%….

« Anterior  1 2