Clássicos

O primeiro Sherlock Holmes do cinema

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Dirigido por Arthur Marvin e protagonizado pelo senhor Anônimo (taí um mistério para o detetive de Conan Doyle solucionar), confira abaixo o primeiro filme estrelado pelo personagem Sherlock Holmes: Sherlock Holmes Baffled, de 1900. Duração: 30 segundos.

Todas as criaturas do mestre Ray Harryhausen

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A História está à venda

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(Ver também este post.)

Durante décadas, a atriz Debbie Reynolds (mãe de Carrie “Princesa Léia” Fisher e par de Gene Kelly em Cantando na Chuva) colecionou itens da história de Hollywood – especialmente figurinos. Agora, colocou tudo à venda em leilões que ocorrerão em junho e dezembro (baixe o catálogo aqui), incluindo os seguintes lotes que despertaram meu desejo irrestrito:

11) O chapéu de palha e o terno de Harold Lloyd (3 mil dólares)

 

19) O chapéu-coco usado por Chaplin em várias produções (30 mil dólares)

 

 

 

Para ver o restante dos meus itens favoritos, clique em “leia mais”. [more]

21) Figurinos usados por Stan Laurel e Oliver Hardy (20 mil dólares)

 

 

 

 

34) Vestido usado por Garbo em Anna Karenina (15 mil dólares)

 

 

 

 

35) Chapéu e peruca de Harpo Marx (30 mil dólares)

 

 

 

 

 

37 e 38) Os figurinos de Clark Gable e Charles Laughton em O Grande Motim (12 mil e 20 dólares, respectivamente)

110) O vestido azul de Judy Garland em O Mágico de Oz (80 mil dólares)

 

111) Seus sapatinhos de rubi (115 mil dólares)

 

114) O sobretudo de Sherlock Holmes usado por Basil Rathbone em O Cão dos Baskervilles (30 mil dólares)

147) Figurino de Claude Rains em Casablanca (15 mil dólares)

 

173 e 174) Figurinos de Frank Sinatra e Gene Kelly em Marujos do Amor (15 mil e 12 mil dólares)

181) Figurino de Joan Crawford em Almas em Suplício (30 mil dólares)

188) Figurino de Papai Noel usado por Edmund Gwenn em Milagre na Rua 34 (30 mil dólares)

198) Armadura de Ingrid Bergman em Joana D’Arc (30 mil dólares)

 

257) Vestido de Vivien Leigh em Uma Rua Chamada Pecado (6 mil dólares)

264 e 265) Figurinos de Donald O’Connor e Gene Kelly em Cantando na Chuva (12 mil e 15 mil dólares)

 

298) Figurino de Marlon Brando em Julio Cesar (600 dólares)

330) Figurino de Brando em Desirée (80 mil dólares)

 

338) Pintura a óleo de Brando como Napoleão em Desirée (6 mil dólares)

354) O icônico vestido de Marilyn Monroe em O Pecado Mora ao Lado (2 milhões de dólares)

 

408) Figurino de Brando em Os Deuses Vencidos (8 mil dólares)

419) Figurino de Charlton Heston em Ben-Hur (30 mil dólares)

446) Figurino de Brando em O Grande Motim (3 mil dólares)

452) Outro figurino de Brando em O Grande Motim (8 mil dólares)

 

473) Peça do figurino de Elizabeth Taylor em Cleópatra (50 mil dólares)

 

506) Figurino de Audrey Hepburn em My Fair Lady (300 mil dólares)

 

508) Violão de Julie Andrews em A Noviça Rebelde (30 mil dólares)

510) E também seu figurino (60 mil dólares)

 

521) Figurino de Charlton Heston em O Planeta dos Macacos (12 mil dólares)

548) Uniforme de Robert Duvall em Apocalypse Now (8 mil dólares)

 

 

565) Figurino de Mike Myers em Austin Powers 2 (8 mil dólares)

Há, ainda, contratos assinados por Mae West e W.C. Fields; vestido usado em Cleópatra por Claudette Colbert; vestidos usado por Katharine Hepburn em Mary Stuart, Rainha da Escócia e Norma Shearer em Maria Antonieta; e mais figurinos usados por Laurence Olivier, Peter Lorre, Vivien Leigh, Gary Cooper (seu uniforme de Sargento York!!!), Spencer Tracy, James Cagney, Orson Welles, Rita Hayworth, Elizabeth Taylor, Vincent Price, Errol Flynn, Lana Turner, Janet Leigh, Bogart, Bette Davis, Grace Kelly, Yul BrynnerAva Gardner, Deborah Kerr, Joanne Woodward, Lee Marvin, Roger Moore, Dean Martin, Natalie Wood, Shirley MacLaine, James Stewart, Gregory Peck, etc, etc, etc.

 

 

 

Sidney Lumet (1924-2011)

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Quem fez meu curso sabe o quanto admiro Sidney Lumet, que discuto com paixão na aula de direção. Assim, mesmo sabendo que 86 anos bem vividos não são algo a se lamentar, fiquei profundamente entristecido com a notícia de sua morte. Afinal, o que dizer de um cineasta cujo filme de estréia foi uma obra-prima como 12 Homens e uma Sentença? Especialmente quando pensamos que, praticamente ambientada em um único cenário, ela certamente apresentou desafios únicos ao seu realizador?

Pouco depois, ele reuniu Brando e Magnani no belo (e igualmente difícil) Vidas em Fuga (que “homenageei” há cerca de um ano aqui) e continuou com sua carreira magnífica em obras como Longa Jornada Noite Adentro, Limite de Segurança, Serpico (não à toa, meu primeiro Jovem Clássico), Um Dia de Cão, Rede de Intrigas, Equus e O Veredicto – e quantos diretores podem esnobar tantos longas magníficos em sua obra?

E, no entanto, apesar do Oscar Honorário recebido em 2005, jamais venceu um prêmio competitivo da Academia – ou do Bafta, ou em Cannes ou do DGA (embora indicado sete vezes). Berlim o premiou por 12 Homens e uma Sentença (além de uma menção honrosa por O Homem do Prego) e Veneza honrou seu O Príncipe da Cidade, mas só. Poucos diretores com uma carreira tão fantástica foram tão ignorados ao longo dos anos.

O motivo? Em vez de exibir um estilo único, marcante, repleto de toques inconfundíveis, Lumet mudava de filme para filme, criando uma lógica visual particular de acordo com as necessidades de cada narrativa. Mas, como poucos, ele jamais ignorou o poder da câmera ao contar suas histórias, seja manipulando o tamanho dos quadros e o ângulo ao longo dos atos de 12 Homens e uma Sentença ou ao ressaltar visualmente o isolamento emocional de Frank Serpico.

E ainda bem que ao menos ele se despediu do Cinema com uma obra que fazia jus à sua cinematografia.

Dia triste para a Sétima Arte.

Psicose

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Confiram, abaixo, a matéria do Agenda da Rede Minas/TV Cultura no qual falo sobre Psicose (caso o vídeo abaixo não funcione, o link para a página original está aqui):

Críticas – 30/07/2010

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Salt.

E uma marca pessoal que me deixa feliz: minha milésima crítica publicada no Cinema em Cena. O filme: Jovens Clássicos #06: Contato.

Cinema em seu máximo #02: Amadeus

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Um dos momentos mais brilhantes de toda a fantástica carreira de Milos Forman, o clímax de Amadeus representa não só a culminância do conflito provocado por toda a doentia inveja de Antonio Salieri diante do talento avassalador de Mozart (F. Murray Abraham e Tom Hulce, soberbos), mas também uma síntese perfeita do complexo sentimento nutrido pelo primeiro em relação ao segundo: sem conseguir lidar com a frustração por reconhecer no outro um talento que lhe falta, Salieri ao mesmo tempo não consegue deixar de amar a manifestação quase divina na música de Mozart, somente percebendo completamente a extensão deste dom ao tentar colocar no papel as notas e orquestrações ditadas pelo inimigo febril.

Em crítica que publiquei em janeiro de 1997 (há mais de 13 anos – caramba!), escrevi:

"Enquanto o jovem músico literalmente dita as
notas, o compasso, a letra para um incrédulo Salieri, este percebe o
quão incapaz é de acompanhar o ritmo do gênio. Ele não consegue sequer
compreender o que lhe está sendo dito. Mas em vez de ficar ainda mais
rancoroso, fica maravilhado com o talento de Amadeus. Só então se dá conta da verdadeira extensão do `dom` que Deus concedeu ao outro. É
uma cena maravilhosamente orquestrada pelo diretor Forman, associada a
duas estupendas atuações. A cena resume, em si, o filme inteiro."
 

Cinema em seu máximo #01: Três Homens em Conflito

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Sou fascinado por Sergio Leone (um fato que os alunos de meu curso certamente perceberam), mas, de tudo que o cineasta realizou, a cena abaixo (começando em 1:51 e terminando em 7:57) é certamente a minha favorita absoluta. Aliás, vou além: o "truelo" que ocorre no clímax de Três Homens em Conflito (ou O Bom, O Mau e o Feio) representa um dos melhores momentos que o Cinema já produziu e ponto.

Conversa de críticos

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Estava conversando agora há pouco com o Kas pelo MSN e de repente me dei conta de que vocês talvez gostassem de saber que tipo de papo cinéfilo rola entre dois críticos de cinema numa quarta-feira pela manhã. É uma conversa franca e recheada de referências obscuras a clássicos da Sétima Arte, refletindo não apenas o bom gosto e a inteligência dos dois profissionais (modéstia às favas), como também uma profunda cultura cinematográfica. Espero que apreciem (e obrigado ao Kas por permitir que eu compartilhasse este diálogo com vocês).
 
Pablo diz:
Estou mantendo uma boa média esse ano. Um filme por dia.
 
Kas diz:
Opa! Muito bom.

Pablo diz:
Claro que conto aí os vídeos pornôs que vejo no Youporn, mesmo que tenham 30 segundos e mostrem apenas um fistfuck.
Mas todos fazem isso.
 
Kas diz:
Não deixa de ser filme
 
Pablo diz:
Quando digo "todos fazem isso", falo de contar vídeos pornôs, não de fistfucking.
 
Kas diz:
Não tenho preconceito com relação a esses curtas de arte. São todos filmes pra mim.
 
Pablo diz:
Claro.
Assisti a um ontem muito bonito. O título era "Housewife gets rammed in the ass".
Não sei o título em português.
Deve ser algo como Luar de Outono.
Ou Uma Bunda do Barulho.
 
Kas diz:
Ou "O Salame e a Melancia".
Se for este, eu já vi.
 
Pablo diz:
Não, esse é o título brasileiro de "My girlfriend swallows cum 2".
 
Kas diz:
Hmmm…
 
Pablo diz:
Exato.  "Hmmm…" é a tagline do filme.
 
Kas diz:
Exato.
 
Pablo diz:
Uau. 9h46 da manhã e já gastei todo o meu repertório de baixarias.
Não sei como farei no resto do dia.
 
Kas diz:
Desconecta e vai dormir.
Ou vá assistir a "My girlfriend swallows cum 3".

10 Anos de Matrix

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Do lunático xkcd: