Curso

Curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográficas em Salvador

postado em by Pablo Villaça em Curso | 9 comentários

Está confirmado: o curso acontecerá em Salvador entre os dias 5 e 9 de janeiro (segunda a sexta), de 19 às 22 horas. Fechei uma parceria com o circuito Sala de Arte e com o Instituto Cervantes. Interessados, favor enviar email e divulgar para os amigos (matrículas em grupo têm desconto).

Curso – Dia 2

postado em by Pablo Villaça em Curso | 15 comentários

O segundo dia do curso (quando ele acontece aos sábados, juntando duas aulas em uma de quatro horas de duração) é sempre o mais exigente por conter uma imensa carga teórica, já que abrange conceitos importantes de Narração e Montagem (na versão "duas horas e quinze minutos por aula" do curso, isto equivale aos dias 3 e 4). Mas foi uma boa manhã e os alunos pareceram interessados e envolvidos.

Tirei duas fotos: uma da turma, que tem 43 pessoas (abri 40 vagas, mas 3 pessoas foram se matricular no último dia de inscrições, antes de lerem o aviso de "vagas esgotadas", e não achei certo dispensá-las), e outra da sala no momento em que uma cena de O Silêncio dos Inocentes era exibida para ilustrar um determinado ponto teórico. Infelizmente, o flash impediu que o filme projetado aparecesse na tela, na foto em questão, e a impossibilidade de recuar mais (e o fato de minha máquina fotográfica não funcionar em CinemaScope) fez com que alguns alunos que estavam nas extremidades da sala não saíssem na foto do grupo.

(Update: Como bem observado pelo Jaime nos comentários, estas fotos foram tiradas no Paragem, não no Belas. A segunda aula aconteceu ali, excepcionalmente – e aproveitei para apresentar a sala, que considero a melhor de Belo Horizonte, para os alunos que não a conheciam. Na semana que vem, voltamos para o Belas.)

Clique para ampliá-las: 

  

Curso em Salvador?

postado em by Pablo Villaça em Curso | 23 comentários

Ok, é só uma idéia: como passarei alguns dias em Salvador, no início de 2009, pensei na possibilidade de aproveitar minha passagem pela cidade para dar o curso por lá. É uma época muito ruim para esse tipo de iniciativa (ficarei lá só nos 10 primeiros dias do ano), mas se houver interesse, viabilizo a idéia.

Há algum leitor de Salvador que teria interesse em passar os primeiros dias de 2009 num "intensivão" do curso de Teoria, Linguagem e Crítica? (Envie email para pablo@cinemaemcena.com.br).

Mostra do Cinema Japonês – Dia 05 (e Curso)

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Ontem assisti a apenas dois filmes: Gonin (Japão, 1995, ****) e Filme Pirata (Japão, 1999, *). Hoje vejo o novo de Takeshi Kitano, Aquiles e a Tartaruga, e volto para casa para escrever sobre o decepcionante As Duas Faces da Lei.

Com relação ao curso, acabei abrindo quatro exceções para pessoas que foram ao Cinema em Cena ontem, para fazer matrícula, antes de serem informadas de que não havia mais vagas – e, assim, a turma fechou com 44 alunos. E nenhuma outra exceção será feita a partir de agora. Provavelmente abrirei outra turma em fevereiro de 2009, quando, então, notificarei os interessados que ficaram sem vagas desta vez.

Uma coisa que sempre me encanta no curso (e no Cinema, de modo geral) é a diversidade das pessoas que se interessam pelo assunto: a turma inclui alunos que vão de 19 a 60 anos e que passam por profissões tão distintas quanto recepcionistas, auxilares de ultrassonografia, analistas de sistema, atores, bancários, advogados, professores, arquitetos, publicitários, médicos e, claro, estudantes. Só isto já basta para tornar o curso interessante, já que os diferentes pontos de vista sempre enriquecem as aulas.

E confesso que também estou ansioso para usar o telão do cinema durante as aulas. Isto, salvo engano, é algo inédito (ou, no mínimo, muito raro) em Belo Horizonte.

Ah, e voltando à Mostra, publico, abaixo, foto da equipe do evento (clique para ampliar): 


Da E. pra D: Maurílio Martins, Adilson Marcelino, Adriana do Carmo, Carlos Quintão, Sebastião Pedro,
Warley, Masahiro Kobayashi, eu, Pedro Olivotto e Lívia de Souza.

Mostra do Cinema Japonês – Dia 04

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Clássicos, Curso, Novos filmes | 5 comentários

Acabo de chegar do Belas, onde assisti a mais quatro filmes. Foram eles:

A Enguia (Japão, 1997) – ****
Homem Andando na Neve (Japão, 2001) – ***
Tampopo – Os Brutos Também Comem Spaghetti – ****

e o magnífico Castelo de Areia (Japão, 1974) – *****

Aliás, para quem está acompanhando a Mostra, uma excelente notícia: na quinta-feira, último dia do evento, iremos fazer três sessões seguidas de Aquiles e a Tartaruga, mais recente filme de Takeshi Kitano e ainda inédito no Brasil. Será uma maneira de encerrar a Mostra em grande estilo, com um dos principais cineastas japoneses contemporâneos.

Para encerrar este post antes de ir dormir, uma observação: amanhã é o último dia para que a matrícula com preço promocional em meu curso seja feita. E estou felicíssimo: faltando um mês para o início das aulas e usando apenas o Cinema em Cena e este blog como divulgação, a turma está praticamente fechada. Decidi abrir apenas 40 vagas, já que, apesar da sala de cinema comportar bem mais do que isso, senti que um número exagerado de alunos poderia atrapalhar o andamento das aulas. E já são 35 matriculados! Eu havia dado preferência no preenchimento destas vagas àqueles que se manifestassem através do blog e do site e cumpri minha palavra. Iríamos começar a distribuição de flyers e a fixação de cartazes na próxima semana, bem como uma campanha dentro do próprio Belas Artes, mas creio que isto será desnecessário.

É óbvio que há uma imensa tentação de abrir vagas para 50, 60 pessoas, mas, como falei, prefiro manter a turma menor e, com isso, tornar o curso mais produtivo e, conseqüentemente, melhor – e torcer para que o boca-a-boca garanta novas turmas no futuro.

Ah, uma última coisinha: a partir de sexta-feira, concentro-me na Mostra Indie, aqui de BH, e viajo para São Paulo na noite de quarta-feira, dia 14 (aniversário de 11 anos do Cinema em Cena) para a Mostra Internacional, permanecendo na cidade até o dia 31.

Semaninha danada

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Curso, Variados | 6 comentários

Esta foi uma semana particularmente cansativa (ainda está sendo). Além das entrevistas com os candidatos ao estágio, tive que me dedicar à formatação de duas propostas comerciais (coisa que detesto fazer), à organização de detalhes do curso de crítica (estou impressionado com o número de matrículas) e, claro, à Mostra do Cinema Japonês. Esta última, por sinal, revelou-se uma experiência infinitamente mais desgastante do que eu poderia imaginar – e igualmente prazerosa. Além da preparação do catálogo, que envolve redação de pequenos textos e sinopses, revisão e muita tradução para o inglês (o catálogo é bilíngüe), há os detalhes que envolvem lista de convidados, definição de mesas-redondas, organização da oficina de animação, grade de programação, definição de convidados da abertura, envio de convites e muito mais.

É claro que não estou diretamente envolvido em todos estes preparativos (embora todas as decisões sejam discutidas em conjunto pela equipe) e, na realidade, é reconfortante saber que faço parte de um grupo que conta com tantos profissionais competentes, já que todo esse processo tem representado um imenso aprendizado, já que envolve pensar em detalhes tão diferentes quanto datas de envio/recebimento das latas de filmes, definição de pautas do catálogo e pesquisa de imagens para ilustrá-lo.

Uma semana de filmes, 40 longas exibidos, um convidado internacional de peso (Masahiro Kobayashi) e vários convidados – igualmente importantes – de outros Estados. Por mais extenuante que seja o processo, é um prazer saber que, no fim das contas, Belo Horizonte ganhará um evento que contornará um pouco o esquecimento ao qual é relegada no que diz respeito ao calendário nacional de eventos cinematográficos. E o bacana é que, logo na semana seguinte, a Mostra Indie chega para completar a festa.

Depois disso, São Paulo. Já estou com as passagens compradas e o hotel reservado (aliás, reservado desde o início do mês, já que todo ano é uma luta para conseguir hotel, em função da Fórmula 1). E, depois disso, o curso de Teoria, Linguagem e Crítica

Eu disse "semaninha danada"? Corrijo: fim-de-ano danado.

A função do crítico – parte 2

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Críticas, Curso | 29 comentários

Nos comentários do post anterior, o leitor Oz (um dos mais antigos do site e do blog, creio) contestou algumas das idéias publicadas ali – e, ao respondê-lo, percebi que estava praticamente escrevendo um novo post. Por esta razão, transfiro-o para cá, por achar que isto pode estimular a discussão.

Escreveu Oz: "Eu acredito que nenhuma (crítica) é capaz de explicar com exatidão alguma coisa;
desvendar uma obra por completo. Mas (…) eu
gosto da mágica. E se houvesse como fazer uma análise sem erros… a
crítica seria uma ciência exata. Fria. Dessa forma, a crítica pra mim é
a mesma coisa que um filme: pode ser boa ou ruim, cara-de-pau,
maquineísta, honesta, corajosa, marketeira… no final das contas os
leitores são os críticos da crítica, né?"

Na realidade, ele está propondo duas questões: em primeiro lugar, contrapõe a crítica de cinema à magia da experiência sensorial, sem o filtro da razão, como se, ao tentarmos entender como algo funciona, a magia se quebrasse. O fogo era mágico para os selvagens porque estes não compreendiam o mecanismo da geração de calor pelo atrito. De certo modo, Oz tem razão: podemos chorar copiosamente com o encontro de um casal ao fim de uma comédia romântica, mas se percebermos que esta emoção foi provocada por uma combinação da trilha sonora carregada de violinos, a fotografia quente e aconchegante e, claro, por uma lágrima estrategicamente libertada pela atriz, talvez o impacto fosse diminuído pelo registro racional de todo aquele mecanismo.

Não é à toa que, como digo sempre em meu curso de crítica (olha o jabá!), compreender melhor a linguagem do Cinema inevitavelmente fará com que o espectador "goste" de menos filmes. Este é o aspecto negativo. O positivo – e que, ao meu ver, faz tudo valer a pena – é que, quando gostamos de um filme, a intensidade e a natureza deste "gostar" se tornam exponencialmente maiores e mais agradáveis. Eu acho impossível apenas "gostar" de obras como O Poderoso Chefão ou Ônibus 174 – eu as amo intensamente. Em contrapartida, quando não gosto de um longa, tenho a capacidade e os instrumentos para realmente detestá-lo – e, acreditem, há uma paradoxal satisfação neste sentimento.

Mas é claro que há pessoas que não querem compreender este mecanismo, que preferem experimentar o Cinema como algo puramente sensorial. Elas são, como Ebert descreveu, "depósitos de estímulos". Há algum "mal" nesta passividade? Não. Porém, não é algo que me atraia ou pareça minimamente satisfatório. Eu aprecio o desafio intelectual de tentar decifrar o mecanismo usado pelo diretor para me emocionar, fazer rir ou sentir medo. E isto não impede que eu me emocione, ria ou me apavore – apenas torna estas reações mais difíceis, já que o maniqueísmo deixa de funcionar a partir do instante em que o reconhecemos como tal. Se alguém quer realmente se manter aberto a qualquer estímulo, por mais simplista que este seja, a leitura contínua da crítica cinematográfica não é, de fato, algo recomendado. A (boa) crítica é dirigida para quem quer pensar a respeito da Arte. Ninguém, em sã consciência, lê uma crítica para simplesmente voltar a sentir aquilo que experimentou durante o filme.

Já a segunda questão levantada por Oz relaciona-se à crítica como exercício intelectual falho por natureza. Na impossibilidade da análise encontrar respostas definitivas para o objeto de estudo, qual seria o sentido de se tentar defender a crítica como um processo válido?

Ora, o objetivo do post anterior não foi o de defender a crítica (e os críticos) como algo infalível. Ao contrário, o próposito da crítica não é oferecer respostas exatas, mas (como eu já disse tantas vezes) simplesmente estimular a discussão. Volto a Ebert: "Não há respostas corretas, apenas o processo correto". E que processo seria esse? Fazer perguntas e buscar respondê-las de maneira intelectualmente honesta, na esperança de que estas respostas gerem outras perguntas e o debate se inicie.

Sei que muitos me consideram um crítico arrogante (recentemente, um amigo querido disse que, como crítico, eu exibia uma arrogância que ele não via em mim como pessoa – ou algo no gênero), mas esta "arrogância" é puro reflexo da natureza combativa da crítica: quando apresento meus argumentos sobre um filme, exibo a certeza de quem pensou muito sobre aquilo e tem a convicção de ter encontrado uma resposta satisfatória. No entanto (e é isso que muitos leitores talvez não percebam), isto não implica que desconsidero automaticamente as demais respostas possíveis. O que é tomado como "arrogância" talvez seja uma simples resposta, por parte do leitor, diante de uma opinião contraditória à sua própria. "Eu gostei do filme! Quem é esse imbecil para dizer que estou errado? Ele está sugerindo que sou estúpido por ter opinião diferente?".

De forma alguma. Porém, não posso iniciar cada frase de meus textos com a expressão "Posso estar errado, mas eu acho que…". Escrevo com a confiança de que o leitor compreenderá que, subentendido no texto, reside o fato de que aquela é minha visão sobre o filme. A sua é divergente? Maravilha; agora explique por quê. Se minha crítica fizer com que você se sinta tentado a confrontá-la ou absorvê-la como bagagem para que possa discutir outros longas no futuro, ela já terá cumprido sua função, mesmo que não seja definitiva ou "exata".

E estamos, afinal de contas, discutindo a função do crítico, não sua (inexistente) aspiração à infabilidade.

Ainda o curso

postado em by Pablo Villaça em Curso | 7 comentários

Vejam que bacana: além dos filmes do curso serem exibidos no telão do cinema onde as aulas acontecerão, os alunos ganharão cinco ingressos de cortesia do Usiminas Belas Artes!

Estou cada vez mais empolgado com este curso.

Sobre o curso

postado em by Pablo Villaça em Curso | 26 comentários

Criei uma página detalhada sobre o curso aqui.

Update: Só para frisar: sim, as aulas serão ilustradas com trechos exibidos diretamente na tela do cinema! (Primeira vez que faço isso, já que normalmente usava uma tevê 14 polegadas – nas quatro primeiras edições do curso original – ou 34 polegadas (em SP).

Curso de Teoria, Linguagem e Crítica em BH (e Cidadão Kane)

postado em by Pablo Villaça em Clássicos, Curso | 22 comentários

Os leitores que enviaram email manifestando interesse no curso em BH já foram notificados de que este ocorrerá em novembro, aos sábados de manhã. (Os leitores do Rio, SP, Brasília e Santos – e fiquei impressionado com a quantidade de interessados! – serão notificados à medida que as datas em suas praças forem fechadas.)

Se você mora em BH e quer fazer o curso, envie um email rapidamente para pablo@cinemaemcena.com.br (ainda não comecei a divulgá-lo "oficialmente", já que prometi prioridade no preenchimento das vagas aos leitores que enviaram email e que já são em número maior do que o de vagas disponíveis).


 Mudando de assunto: confiram, abaixo, minha participação no programa Agenda (TV Cultura/Rede Minas), em matéria sobre Cidadão Kane. Obrigado, como sempre, ao inestimável xlucas por disponibilizar o vídeo.

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