Curso

Decifrando o Padrinho – 3a. Edição – Rio de Janeiro

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Por pura desorganização, esqueci de publicar a avaliação deste curso, que ocorreu no fim do ano passado, e também a foto da turma, que foi muito carinhosa e marcou a estreia de um local novo de aula depois de vários anos alugando outra sala.

Como de hábito, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores foram: 4,48 (Segunda); 4,81 (Primeira).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,93
Conteúdo: 4,87
Didática: 4,96
Estrutura do curso: 4,72

Média geral: 4,62.

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,85.

Para concluir, a foto tradicional de formatura:

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Decifrando o Padrinho – 2a. Edição – Belo Horizonte

postado em by Pablo Villaça em Curso | Comente  

Na semana em que completei 40 anos, experimentei a curiosa e inédita (e, espero, única) sensação de dar aula logo após sofrer um acidente de carro – e justamente no dia de meu aniversário. Só isso já seria o bastante para tornar esta segunda edição do Decifrando o Padrinho memorável, mas o carinho dos alunos, que levaram presentes e palavras de afeto, acabou me marcando muito mais do que a batida. Embora ainda aprendendo a dar este novo curso, experimentei a mesma sensação de empolgação da semana anterior, quando o estreei em São Paulo, ao perceber o brilho nos olhos da turma a cada plano do filme analisado.

Se eu temia enjoar do filme após este curso, o oposto vem ocorrendo: nas duas últimas semanas, vi meu amor por O Poderoso Chefão aumentar exponencialmente. Se seguir neste ritmo, acabarei me casando com a trilogia e mudando meu sobrenome para Corleone.

Lamento apenas que, ao contrário do que ocorreu em São Paulo, o auditório não tenha agradado tanto, o que diminuiu a nota da edição. Vou ter que mandar Luca Brasi conversar com os responsáveis pelo espaço.

Como de hábito, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores foram: 4,81 (Primeira).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,49
Conteúdo: 4,92
Didática: 4,95
Estrutura do curso: 4,57

Média geral: 4,48.

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,81.

Para concluir, a foto tradicional de formatura:

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Decifrando o Padrinho – 1a. Edição – São Paulo

postado em by Pablo Villaça em Curso | 1 comente

Uma semana. 15 horas. 55 pessoas discutindo e analisando cada plano de O Poderoso Chefão. Foi assim a estreia do novo curso em São Paulo.

Confesso que fiquei temeroso de que a ideia não funcionasse. Uma semana inteira dedicada a um único filme? Não poderia dar certo, poderia?

Aparentemente, deu. Tanto que esta primeira edição de Decifrando o Padrinho alcançou a maior nota entre todas as edições de todos os cursos que ministrei até hoje (um total de 57 edições em todas as regiões do país). Além disso, admito que a confiança dos alunos me tocou: afinal, lotaram a primeira turma sem que tivessem referência alguma de outras experiências similares a não ser aquelas dos “módulos” anteriores. Felizmente, tudo correu bem – e não poderia ser diferente, considerando que estávamos mergulhados naquela que considero a obra máxima do Cinema. E o mais bacana foi perceber, ao longo da semana, como o filme de Coppola ainda reserva surpresas mesmo depois de tantas horas que passei ao seu lado.

Como de hábito, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 4,55
Conteúdo: 4,98
Didática: 4,98
Estrutura do curso: 4,72

Média geral: 4,81.

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,89 (a maior entre todas as edições de todos os cursos que ministrei até hoje).

Para concluir, a foto tradicional de formatura:

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Forma e Estilo – 16a. Edição – Porto Alegre

postado em by Pablo Villaça em Curso | Comente  

A semana que passei em Porto Alegre para a 16a. edição do Forma e Estilo foi uma das mais estressantes da minha vida: não só anunciamos o encerramento das atividades do Cinema em Cena no meio da minha passagem pela cidade como ainda havia a tensão dos preparativos finais do novo curso sobre O Poderoso Chefão. O estresse foi tamanho, vale dizer, que tive um novo derrame na retina do olho direito. E, no entanto, aqueles dias poderiam ter sido infinitamente piores.

Se não foram, devo isso aos alunos daquela turma.

Como cheguei a mencionar numa entrevista a O Tempo concedida naquela sexta-feira, a energia que os alunos me emprestaram foi fundamental para que eu “sobrevivesse” a dias tão tristes – o que só serviu para reforçar meu amor por estes cursos e pela oportunidade que me oferecem de encontrar tantas pessoas fabulosas.

Obrigado mesmo aos gaúchos: vocês não têm ideia da importância que tiveram.

Como de hábito, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,66 (Décima-quinta); 4,55 (Décima-quarta); 4,59 (Décima-terceira); 4,35 (Décima-segunda);  4,76 (Décima-primeira); 4,22 (Décima); 4,42 (Nona); 4,64 (Oitava);  4,66 (Sétima); 4,49 (Sexta); 4,53 (Quinta); 4,42 (Quarta); 4,41 (Terceira); 4,38 (Segunda); 4,54 (Primeira).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 4,22
Conteúdo: 4,91
Didática: 4,91
Estrutura do curso: 4,51

Média geral: 4,64.

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,78 (uma das melhores até hoje).

Para concluir, a foto tradicional de formatura:

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E mais o Leonel, que estava lanchando na hora da foto:005

Legado

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Curso | 9 comentários

Este ano completarei 40 anos de idade. É bastante provável que esteja próximo da metade do meu tempo na Terra – para mais ou para menos. É inevitável, neste contexto, não começar a pensar na palavra “legado”, especialmente considerando que meu pai morreu exatamente aos 40 anos em um acidente de carro e, portanto, esta é uma data que já me aterroriza há um longo tempo. Há uma certa morbidez neste tipo de pensamento, reconheço, mas também um benefício lógico: a cada dia que passa, tento ser alguém melhor do que era no dia anterior. Nem sempre consigo: explodo em redes sociais, ofendo pessoas (não interessa se provocado ou não) e ajo impulsivamente quando já deveria ter idade suficiente para ter aprendido que tudo – tudo! – exige reflexão. Mas sigo tentando. Falhando muito, ainda, mas tentando.

Tenho aprendido que, se antes acreditava saber tudo, hoje sei pouco. Ou desaprendi ou nunca soube e só agora percebo isso. Vejo figuras que admiro e me percebo distante delas em conteúdo, maturidade e sensibilidade.

Mas – de novo – sigo tentando melhorar.

Ao refletir sobre este “legado”, há alguns dias, me ocorreu que, além de Luca e Nina, produzi alguns outros “filhotes” dos quais me orgulho imensamente – mesmo reconhecendo que minha participação naquilo que produzem é mínima: contribuí com algumas horas de experiências compartilhadas e só. O que veio a seguir é mérito total e absoluto deles. Ainda assim, por saber que desempenhei um diminuto papel no crescimento destas pessoas no que diz respeito ao amor que compartilhamos (o Cinema), já me sinto… feliz.

Estou falando, claro, sobre os alunos que acumulei ao longo destes cinco anos de viagens com os cursos pelo Brasil. Alunos que produzem seus próprios conteúdos em seus espaços pessoais e profissionais que compartilho com vocês abaixo, esperando que prestigiem a riqueza de ideias e discussões que certamente encontrarão nesta lista. Foram mais de 2 mil alunos de 2009 pra cá e, portanto, a relação a seguir é uma pequena parcela deste número, mas não menos representativa.

Mesmo sabendo que é presunção minha, considero cada um deles como parte do meu legado.

Adriano Cardoso: http://cinemacomadrianocardoso.blogspot.com.br

Adriano Garrett: www.cinefestivais.com.br

Aline Fernanda: www.cinemascope.com.br

Aline Guevara: www.experimento42.com.br

Aline Monteiro, Daniel Bessa, Fabrício Carlos, João Golin, Larissa Padron e Tullio Dias: www.cinemadebuteco.com.br

Amanda Aouad Almeida e Ari Cabral: www.cinepipocacult.com.br

Angelo Costa: www.falacinefilo.com.br

Attilio Gorini: http://www.planocritico.com/

Barbara Soares: Www.daiblog.com.br

Bruno Carvalho: www.ligadoemserie.com.br

Bruno Cesar e Daniel Pelegrini: http://olharleigo.com/

Caio Guilherme Muniz: www.porqueassistir.com

Caio Pimenta: http://blogs.d24am.com/cineset/

Carlos Carvalho: www.setimacena.com

Cristine Tellier: www.luzescameracafe.com.br

Dalton Marques: http://www.daltonmarques.blogspot.com.br/

Daniel Guilarducci e Maurício Costa: Razaodeaspecto.blogspot.com

Daniel Oliveira: www.cinefiloemserie.blogspot.com.br

Diego Domingos: http://www.cinemanews2.com.br

Fabrício Veloso: http://8super8.blogspot.com.br/

Felipe Fonseca: http://www.planosequencia.com.br/

Felipe Teixeira: www.blogserinema.blogspot.com

Flávio Junio: www.cineprise.com.br

Gabriel Escudero: http://escrevendosobrecinema.com.br

Gilberto Bruno: http://www.intoleravel.com.br/

Giordano Gio: www.filak.com.br

Guilherme Jorge Huyer: http://fakeline.wordpress.com/

Ivan Pereira: http://cinemavirgula.blogspot.com/

Ivanildo Pereira: http://www.artecompipoca.net/oblogquenaoestavala/

Jacker Marini: www.figurama.com.br

Jaime Junior: http://ocinefilo.net

Jason Almeida: www.cineprosa.com.br

José Guilherme: http://www.loggado.com/

Karina Cassare Martins: www.central42.com.br

Lucas Nascimento: http://lucasfilmes.wordpress.com/

Luiz Fernando Riesemberg: http://riesemberg.blogspot.com.br

Marcelo Seabra: pipoqueiro.wordpress.com

Marcio L. Santos: http://callmemisterglass.wordpress.com

Márcio M Andrade: www.zonacritica.com.br

Marcio Sallem: Http://blogsoestado.com/EmCartaz

Marden Machado: http://www.cinemarden.com.br

Mariana González: http://bitfairytale.wordpress.com

Maurício Costa: www.razaodeaspecto.blogspot.com

Mauricio Lammardo: http://cineclubedoscinco.com/

Michael Guima: http://universoe.wordpress.com

Pedro Ivo Maximino: http://mentesemfio.com/

Rafael Carvalho: http://movioladigital.blogspot.com.br e http://coisasdecinema.com.br/2013/críticas

Raphael Carrozzo: http://janelacinematografica.wordpress.com

Rebecca Albino: www.cineopinativo.com

Rick Monteiro: www.zonacritica.com.br

Roberto Siqueira: http://cinemaedebate.com

Rodrigo Baldin: www.central42.com.br

Rodrigo Cunha: www.cineplayers.com

Rodrigo Mutuca: http://rodrigomutuca.com/

Stéfanie Stefaisk Medeiros: Www.quemcontaumcontoblog.wordpress.com

Thomás R. Boeira: http://brazilianmovieguy.blogspot.com.br/

Tiago Paes de Lira: http://umtigrenocinema.com

Ulisses Da Motta Costa: http://www.jornalnh.com.br/…/entreteni…/setima_das_artes

Victor Rodrigues: http://sayhellotomylittleblog.wordpress.com/

Victor Ruiz: http://www.cinema7.com.br/

Vinicius Carlos Vieira: http://www.cinemaqui.com.br/

Vinícius Colares: http://diariodebordo.cinemaemcena.com.br/doutorcaligari

Wallace Andrioli: www.novascronicas.blogspot.com

Wanderlei Souza: http://diretodocinema.com.br/

Yuri Correa: http://classedecinema.blogspot.com.br/ e http://www.papodecinema.com.br/

Olhando para Você

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Curso, Vídeos | 12 comentários

O olhar para a câmera nem sempre tem um só significado no Cinema. Basicamente, podemos dividir estes olhares em três grupos principais:

1) Câmera subjetiva: a câmera assume a posição de um personagem; seu olhar é o olhar de alguém. Assim, quando um indivíduo em cena a encara, está, na realidade, encarando um personagem que se encontra no mesmo espaço que ele. Há tipos de subjetividade diferentes (algo que discuto no A Arte do Filme), mas esta é a mais simples do ponto de vista de linguagem: a perceptual.

2) O olhar para fora de campo: embora o personagem esteja encarando a câmera, esta não representa ninguém. Assim, a pessoa que olha na nossa direção está enxergando algo que se encontra em seu próprio universo diegético e que não podemos ver naquele momento. Algo, não alguém. (Se fosse alguém, claro, voltaríamos ao item 1.)

3) A quebra da quarta parede: o personagem que está olhando para a câmera não a enxerga; ele está, na realidade, encarando o espectador. Está vendo além de seu próprio universo diegético e se comunicando diretamente com o nosso mundo.

O supercut abaixo traz exemplos destes três tipos de olhares para a câmera.

 

(vídeo via Caio Berns)

Meu Pequeno Cinéfilo (Não Mais Tão Pequeno)

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Cinema em seu máximo, Curso, Luca & Nina | 17 comentários

Neste sábado, gravei um videocast ao vivo com o objetivo de responder a perguntas dos leitores. (Para ver como foi, clique aqui: falo sobre distinção entre montagem e edição, recomendo livros sobre Cinema e falo de uma antiga promessa.) Depois de concluído o papo, repassei as várias perguntas enviadas através do Twitter e do próprio YouTube a fim de ver quais não haviam sido respondidas – e, entre estas, alguém indavaga qual era o filme favorito de Luca, meu filho de 11 anos de idade.

Esta era uma questão que eu não fazia ao pequeno há muito tempo. Porque as crianças, de modo geral, tendem a eleger como favoritos os filmes que acabaram de ver – ou quase. Nina, por exemplo, já elegeu Alice no País das Maravilhas, O Estranho Mundo de Jack, Como Treinar Seu Dragão, Frozen, A Bela Adormecida, Cinderela e diversos outros – e seu irmão, por sua vez, já se apaixonou por obras que vão de Os IncríveisAlien – O Oitavo Passageiro, passando por De Volta para o Futuro, A Casa MonstroTubarãoPredador (não necessariamente nesta ordem cronológica). Porém, aos 11 anos de idade, ele já assistiu a um número suficiente de filmes para começar a formar seu próprio gosto e, portanto, era hora de repetir a pergunta – cuja resposta me surpreendeu. Sem hesitar, ele disse:

– Cães de Aluguel.

Eu havia apresentado a ele a estreia de Tarantino na direção há meses. E não fazia ideia de que o longa havia provocado uma impressão tão forte no pequeno. Depois de conversarmos um pouco sobre sua escolha, ele perguntou se eu não podia apresentar a ele um novo trabalho do cineasta (eu vinha evitando por considerá-los todos violentos demais; Cães de Aluguel era, de certa forma, o mais contido, e ele também já havia conferido Kill Bill). Assim, como eu estava interessado em rever Bastardos Inglórios há algum tempo, saquei o blu-ray do filme e fomos conferi-lo.

E Luca, mais uma vez, adorou.

– Acho que o Tarantino é meu diretor favorito.

– Ele é um bom diretor para se ter como favorito, meu filho. – comentei. – Mas você descobrirá outros que vão tornar a disputa mais apertada.

A partir daí, fiz o que sempre faço quando assistimos juntos a algum filme: discuti a obra com ele. Falamos sobre os temas, sobre as liberdades históricas (e o que Tarantino queria dizer com estas) e, claro, sobre sua linguagem. E foi então que meu filho fez uma pergunta que me pegou completamente (e mais uma vez) de surpresa:

– Tem um grito no filme que o Tarantino sempre usa. Ele é estranho. Você já notou?

Ele estava falando, claro, do Wilhelm Scream, que em Bastardos Inglórios surge quando, no filme-dentro-do-filme, o personagem de Daniel Brühl mata um soldado aliado.

– Você… reparou o grito?

– Reparei. É porque em Cães de Aluguel, quando o Sr. Pink está correndo na rua, eu tinha ouvido esse grito e achado muito exagerado. E aí, quando vi Kill Bill, no final do primeiro volume a Noiva mata um cara que grita do mesmo jeito. E hoje eu ouvi de novo.

Como pai, confesso, senti meu coração disparar de orgulho. E expliquei a ele a história daquele grito específico e mostrei a ele um clipe que costumo exibir nas aulas do A Arte do Filme: Forma e Estilo Cinematográficos, quando ilustro este efeito sonoro para os alunos. No entanto, Luca ainda tinha perguntas:

– Tá, mas por que o Tarantino usa em todo filme?

Isto nunca havia me ocorrido – e, de fato, nem sei se Tarantino usou o Wilhelm Scream em algum outro trabalho além destes três. Porém, a questão levantada por Luca me deixou feliz por denotar sua compreensão acerca de um princípio que tende a ser ignorado por boa parte dos espectadores: cada decisão tomada por um diretor, por menor que seja, tem um motivo. E ao perguntar por que Tarantino insistia em usar os gritos, Luca buscava uma explicação narrativa, mesmo sem ter consciência da natureza exata de sua inquietação.

Assim que pensei naquilo, porém, a resposta veio instantaneamente. Mas se há algo que aprendi como professor é que, muitas vezes, é melhor permitir que o aluno encontre a resposta sozinho do que entregá-la de bandeja. Com isso, perguntei:

– Lembra que papai já te explicou que todos os filmes do Tarantino são basicamente sobre uma coisa só?

– Lembro. Cinema.

– Hum-hum. E aí?

Ele me olhou por alguns segundos e sorriu.

– E aí que ele usa o grito porque acaba sendo uma brincadeira com Cinema e com a História do Cinema?

– That’s a bingo!

E lhe dei um beijo que certamente vai deixar sua bochecha com um roxo imenso.

Teoria, Linguagem e Crítica – 51a. Edição – João Pessoa

postado em by Pablo Villaça em Curso | 3 comentários

Este ano, visitei duas capitais pela primeira vez com os cursos: Aracaju e João Pessoa. Por um lado, é sempre um prazer conhecer alunos de novas cidades; por outro, produzir um curso pela primeira vez em um local inédito é sempre complicado – algo que ficou patente em função do local que abrigou as aulas e que deixou muito a desejar. Aliás, não foi à toa que resultou na menor nota já dada ao local usado para o curso, numa avaliação com a qual concordo plenamente com a turma, já que era um lugar realmente apertado e com um ar condicionado excessivamente barulhento.

Em contrapartida, foi uma imensa felicidade ver a sala lotada de cinéfilos empolgados e participativos (participativos até demais, diga-se de passagem, já que tive que me esforçar para controlar o tempo em função de tantas perguntas e insights). Da próxima vez em que for a João Pessoa, encontrarei uma sala que faça jus aos alunos.

Como de hábito, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,44 (quinquagésima); 4,66 (quadragésima nona); 4,33 (quadragésima oitava); 4,48 (quadragésima sétima); 4,50 (quadragésima sexta); 4,56 (quadragésima quinta), 4,62 (quadragésima quarta), 4,51 (quadragésima terceira), 4,37 (quadragésima segunda), 4,39 (quadragésima primeira), 4,75 (quadragésima), 4,67 (Trigésima nona), 4,61 (Trigésima oitava), 4,62 (Trigésima sétima), 4,7 (Trigésima sexta), 4,53 (Trigésima quinta), 4,44 (Trigésima quarta), 4,58 (Trigésima terceira), 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 2,62 (a menor até hoje; terei que encontrar uma nova sala de aula em João Pessoa mesmo)
Conteúdo: 4,86
Didática: 4,95
Estrutura do curso: 4,73

Média geral: 4,29.

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,85.

Para concluir, a foto tradicional de formatura:

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Teoria, Linguagem e Crítica – 50a. Edição – Rio de Janeiro

postado em by Pablo Villaça em Curso | 3 comentários

A edição que ocorreu no Rio de Janeiro em maio atingiu dois números redondos que fazem qualquer vítima de Transtorno Obsessivo-Compulsivo celebrar: não só foi a 50a. vez que o Teoria, Linguagem e Crítica ocorreu como alcancei nada menos do que 1.800 alunos do “módulo 1” desde 2009, quando comecei a viajar com o curso (o “módulo 2”, ou Forma e Estilo Cinematográficos, já soma 672 alunos em apenas um ano de existência). Foi também uma edição animada, repleta de alunos participativos que ofereceram vários insights sobre as cenas exibidas que me surpreenderam mesmo depois de seis anos de estrada. Além disso, a dedicação da turma foi tamanha que, mesmo com o Rio enfrentando uma greve de ônibus por dois dias, praticamente ninguém faltou às aulas, o que me deixou extremamente feliz.

Foi uma semana memorável, enfim.

Como de hábito, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,66 (quadragésima nona); 4,33 (quadragésima oitava); 4,48 (quadragésima sétima); 4,50 (quadragésima sexta); 4,56 (quadragésima quinta), 4,62 (quadragésima quarta), 4,51 (quadragésima terceira), 4,37 (quadragésima segunda), 4,39 (quadragésima primeira), 4,75 (quadragésima), 4,67 (Trigésima nona), 4,61 (Trigésima oitava), 4,62 (Trigésima sétima), 4,7 (Trigésima sexta), 4,53 (Trigésima quinta), 4,44 (Trigésima quarta), 4,58 (Trigésima terceira), 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,52
Conteúdo: 4,72
Didática: 4,89
Estrutura do curso: 4,65

Média geral: 4,44.

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,75.

Para concluir, a foto tradicional de formatura:

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Teoria, Linguagem e Crítica – 49a. Edição – São Paulo

postado em by Pablo Villaça em Curso | Comente  

Os últimos meses foram complicados para o curso: cansado após cinco anos produzindo todas as edições sozinho em todas as regiões do Brasil, comecei a cometer erros básicos, como esquecer de reservar hotel ou mesmo comprar passagens – o que me obrigava a fazer isso na última hora, aumentando meus gastos. Tentei, então, trazer pessoas para me ajudarem na produção do curso, mas não foi uma experiência bem-sucedida e, em consequência disso, vi algumas turmas com número reduzido de alunos (e bastou que eu voltasse a cuidar de tudo sozinho para que as edições anunciadas no Rio e em São Paulo praticamente esgotassem – e mesmo João Pessoa, que visitarei pela primeira vez e, portanto, não tinha base de divulgação construída, já conta com uma turma de bom tamanho). Não culpo as profissionais que vieram me ajudar – eu é quem não soube explicar direito o funcionamento dos cursos, provavelmente, e a lógica de divulgação e inscrição.

Seja como for, acabei ficando desnecessariamente estressado nos últimos meses e, por esta razão, falhei em atualizar estas avaliações das turmas – algo que corrijo agora (e copiarei esta mesma explicação na introdução dos posts das últimas sete turmas para explicar para os alunos por que demorei tanto a publicar suas fotos de conclusão de curso e suas avaliações).

Vamos lá?

Como de hábito, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,33 (quadragésima oitava); 4,48 (quadragésima sétima); 4,50 (quadragésima sexta); 4,56 (quadragésima quinta), 4,62 (quadragésima quarta), 4,51 (quadragésima terceira), 4,37 (quadragésima segunda), 4,39 (quadragésima primeira), 4,75 (quadragésima), 4,67 (Trigésima nona), 4,61 (Trigésima oitava), 4,62 (Trigésima sétima), 4,7 (Trigésima sexta), 4,53 (Trigésima quinta), 4,44 (Trigésima quarta), 4,58 (Trigésima terceira), 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 4,28
Conteúdo: 4,93
Didática: 4,83
Estrutura do curso: 4,62

Média geral: 4,66.

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,79.

Para concluir, a foto tradicional de formatura:

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