Curso

Teoria, Linguagem e Crítica – 46a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 3 comentários

Em agosto, fiz uma edição extra do Teoria, Linguagem e Crítica em São Paulo, embora o curso tenha sido oficialmente “aposentado” no ano passado para ceder lugar ao Forma e Estilo. Confesso que eu estava com saudade do “texto” do curso e foi bom poder introduzir aqueles tópicos para um grupo novo de alunos depois de 8 edições do “módulo 2”. Além disso, foi bacana receber aqueles que voltaram a fazer o TL&C pela segunda ou terceira vez.

Bom, como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,56 (quadragésima quinta), 4,62 (quadragésima quarta), 4,51 (quadragésima terceira), 4,37 (quadragésima segunda), 4,39 (quadragésima primeira), 4,75 (quadragésima), 4,67 (Trigésima nona), 4,61 (Trigésima oitava), 4,62 (Trigésima sétima), 4,7 (Trigésima sexta), 4,53 (Trigésima quinta), 4,44 (Trigésima quarta), 4,58 (Trigésima terceira), 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,64
Conteúdo: 4,88
Didática: 4,88
Estrutura do curso: 4,61

Média geral: 4,50

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,79.

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clique para ampliar).

Forma e Estilo – 8a. Edição – Rio de Janeiro

postado em by Pablo Villaça em Curso | 3 comentários

Por alguma razão, deixei de publicar as avaliações dos últimos cursos. Parte disso ocorreu por pura procrastinação, parte por exaustão, parte por ter viajado bastante nos últimos meses e parte por sei-lá-qual-motivo. Hora de aproveitar a decisão de publicar todos os dias no blog para colocar o trabalho em dia.

A edição de julho, no Rio, aconteceu em meio às manifestações, o que levou uma das aulas a ser adiada em função de um pedido dos donos do auditório, que temiam a violência no centro do Rio, onde as aulas ocorrem. Foi uma medida exagerada, mas compreensível. De todo modo, os alunos cariocas se mostraram compreensivos, embora vários tenham acabado faltando à última aula, transferida para o sábado. Isto, claro, me chateou – embora agora seja minha vez de dizer que era compreensível.

Bom, mas como já fazia antes, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,66 (Sétima); 4,49 (Sexta); 4,53 (Quinta); 4,42 (Quarta); 4,41 (Terceira); 4,38 (Segunda); 4,54 (Primeira).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 4,03
Conteúdo: 4,89
Didática: 4,93
Estrutura do curso: 4,7

Média geral: 4,64.

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,84.

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clique para ampliar).

O Cinema é uma Árvore de Natal

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Curso, Discussões | 77 comentários

O Cinema é uma das formas de expressão artística menos respeitadas como tal. Ir ao cinema é um passatempo trivial; uma forma de esperar enquanto alguém faz compras no shopping ou, no máximo, uma distração projetada numa tela enquanto amigos conversam sobre outras coisas, enviam mensagens de texto e riem das próprias piadas. Claro que nem todos enxergam os filmes desta forma, mas, considerando que em todas as últimas dez vezes em que fui ao cinema enfrentei espectadores como estes, há indícios de que hoje sejam a maioria. Não é à toa que a dublagem tornou-se padrão: de que importa o fato de um grupo de artistas ter passado vários meses pensando cada segundo da mixagem de um longa se este trabalho será refeito em questão de horas por um técnico normalmente sobrecarregado de trabalho? Que diferença fará a composição de um ator que passou um tempo infindável pesquisando, construindo e ensaiando cada variação vocal de seu personagem – um esforço que, novamente, será completamente substituído em algumas horas por um dublador que, naquela mesma semana, viverá dúzias de outros personagens em mais uma penca de trabalhos?

Este desrespeito à Sétima Arte não é novo, claro: já em 1908, a fundação da Sociedade do Filme de Arte, em Paris, tinha como propósito principal trazer algum peso artístico aos filmes de um e dois rolos, denunciando o esforço dos realizadores da época em alcançar algum tipo de respaldo criativo. Se pudessem saltar algumas décadas no tempo, perceberiam a futilidade do exercício – ao menos, como tentativa de estabelecer o Cinema como equivalente da Arquitetura, da Escultura, da Pintura, da Dança, da Música e da Poesia – as seis “primeiras” Artes que, enumeradas por Hegel, seriam seguidas pela Sétima graças ao manifesto do italiano Ricciotto Canudo (na realidade, inicialmente ele descrevera o Cinema como a sexta, acrescentando posteriormente a dança como a sexta precursora do audiovisual – mas divago).

Pois amar o Cinema é respeitá-lo como forma de expressão artística, como uma linguagem com alfabeto e regras gramaticais próprios – e não compreendo como alguém que se diz “cinéfilo” pode declarar amor à Arte ao mesmo tempo em que afirma que esta é apenas entretenimento. Aliás, não consigo compreender nem mesmo como podem criar categorias como “filme de Arte” e “entretenimento”, como se houvesse um juízo de valor capaz de colocar um acima do outro em função apenas de seu objetivo inicial. Ora, Shakespeare queria entreter, o que não o tornou menos inesquecível; o blues nasceu de raízes populares; os formalistas russos queriam atingir o maior público possível (afinal, seus filmes eram ferramentas da Revolução) e isto não os impediu de estabelecer os princípios da montagem. Posso abominar Rob Schneider e Adam Sandler, mas jamais diria que o que fazem não é “Arte”. Não são obras que admiro, mas são criações artísticas ainda assim – e é para isto que serve o juízo crítico: para avaliar, a partir de critérios (artísticos, de linguagem, forma, estilo e históricos), uma obra específica. Que não deixa de ser “obra” apenas por ser avaliada negativamente.

Há algum tempo, cometi o erro cardeal de tentar discutir o conceito de crítica com alguém que julgava despreparado para se dizer um profissional do meio – e só percebi o equívoco que cometera ao ouvi-lo perguntar, durante a discussão, o que era “teoria cinematográfica” (ou algo similar; não me lembro das palavras exatas). Naquele momento, percebi que estava tentando argumentar sobre Um Conto de Duas Cidades com alguém que achava a alfabetização algo desnecessário para apreciar Dickens, mas já era tarde demais e havia perdido um bom tempo de minha vida martelando um prego sem cabeça (o que só resulta em cansaço e não serve para construir algo sólido).

Não que o espectador médio (aquele que vai ao cinema para ver apenas os megalançamentos da semana e que imediatamente cochila ao se deparar com um filme em preto-e-branco) precise estudar linguagem para apreciar o que assiste – mas, garanto, até mesmo estes se beneficiariam enormemente caso compreendessem um pouquinho a lógica da gramática cinematográfica. O fato é que a maioria do público presta atenção em basicamente duas coisas ao ver um filme: nos atores e na história. No entanto, estes dois elementos estão longe de ser os únicos responsáveis pelas reações que experimentamos diante da telona. Se choramos, rimos, sentimos tensão, nos identificamos com os personagens (sempre indiretamente através da situação que vivem) e refletimos sobre o mundo e em quem somos como indivíduos enquanto assistimos a um filme (curta, média ou longa-metragem), isto se deve a um conjunto de fatores que, como sistemas interdependentes, constroem cuidadosamente nosso envolvimento: do design de produção à fotografia, passando pela montagem, pelo som, pelos efeitos visuais, pelos figurinos e por todos os aspectos (micro e macroscópicos) da criação cinematográfica. A densidade do grão é escolhida com um objetivo em mente e a razão de aspecto é pensada como elemento narrativo – e se até os pontos que constroem a imagem e os limites da tela são definidos a dedo pelos realizadores, é porque fazem diferença no impacto que provocam.

Em um belíssimo artigo publicado há cerca de duas semanas, o cineasta Martin Scorsese discutiu brevemente a evolução da linguagem audiovisual e a importância de sermos capazes de distinguir entre o que vemos no Cinema e a enxurrada de estímulos audiovisuais que nos atingem a cada segundo em monitores nos ônibus e metrôs, em comerciais de tevê e vídeos de gatos no YouTube. Escreveu Scorsese:

“Estamos frente a frente com imagens o tempo todo, de uma maneira que jamais ocorrera antes. E por isso acredito precisarmos estimular a alfabetização visual em nossas escolas. Os jovens precisam entender que nem todas as imagens existem para serem consumidas como fast food e então esquecidas; precisamos educá-los para que entendam a diferença entre imagens em movimento que estimulam sua humanidade e sua inteligência e imagens que estão apenas querendo vender algo a eles.”

O que ele propõe não é absurdo e muito menos supérfluo: quem compreende a gramática do audiovisual torna-se imediatamente mais crítico em relação a tudo que vê,  incluindo a cachoeira de imagens que, cuidadosamente montadas pelo telejornalismo, sugerem realidades muitas vezes absurdamente diferentes do que de fato ocorre no mundo – e basta uma compreensão parcial do potencial inigualável da linguagem específica do Cinema para que percebamos com maior clareza manipulações que na maioria das vezes são absorvidas sem qualquer discernimento crítico por parte de um público que parece presumir que se uma câmera registrou algo, então este algo deve ter ocorrido daquela maneira. (E caso conhecessem o conceito de montagem produtiva dos formalistas russos, por exemplo, saberiam que até ideias podem ser plantadas sutilmente na mente do público através da mera justaposição de imagens específicas.)

Ler imagens é, portanto, não apenas um capricho, mas uma necessidade. Como o próprio Scorsese aponta em seu artigo, houve uma época em que até a alfabetização literária era considerada um risco por muitos – incluindo Sócrates, que temia que o ato de ler e escrever pudesse substituir o saber real pela aparência de conhecimento.

No entanto, mesmo que considerássemos apenas o propósito “cinéfilo” de tal alfabetização visual, isto já representaria um ganho de conhecimento enorme que, no mínimo, proporcionaria experiências mais envolventes e completas. Ao ser capaz de “ler” a escrita dos realizadores, o amante do Cinema consegue se divertir simultaneamente com o fazer do filme e com seus resultados práticos; pode, por exemplo, chorar diante de uma cena emocionante e também apreciar a maneira com que esta construiu cuidadosamente aquela reação. (Ou chorar ao mesmo tempo em que percebe o maniqueísmo artificial ao qual foi submetido.)

Cito de novo Scorsese:

 “(As reações que um filme provoca) têm a ver com o jogo de luzes e sombras, com a dinâmica emocional e psicológica entre os personagens, com a atmosfera do tempo costurada na ação – com todas as escolhas feitas atrás da câmera que resultaram na experiência imediata do filme vivida pelos espectadores (…). Estes são os aspectos de um filme que se revelam de passagem, as coisas que fazem o filme criar vida para o espectador. E a experiência se torna ainda mais rica quando você explora estes elementos com maior proximidade.”

Uma das reações que costumo ouvir de meus alunos – e que é minha favorita – é a vontade que manifestam de poder rever todos os filmes que conheceram antes do curso, como se sentissem frustração por ter desperdiçado o potencial que estes continham. E é esta sensação – a de que cada filme contém milhares de presentes escondidos e que estão à disposição de qualquer um que fizer algum esforço – é o que define o verdadeiro amor pelo Cinema. E não consigo compreender como alguém poderia não querer descobrir e abrir estes presentes.

Forma e Estilo – 7a. Edição – São Paulo

postado em by Pablo Villaça em Curso | 11 comentários

Eu sinceramente achei que esta edição seria um fracasso.

Não, não me refiro quanto ao número de alunos, já que as matrículas se esgotaram em questão de poucos dias, mas sim ao fato de que, às vésperas do início das aulas, São Paulo virou palco de um número crescente de manifestações – incluindo uma repressão absurda da PM. Para piorar, as manifestações sempre começavam ou terminavam em frente ao MASP, ou seja: quase diante do prédio no qual o curso sempre acontece. Temi de tudo: que o barulho das ruas atrapalhasse as aulas, que os alunos faltassem por medo de confusão ou em função do fechamento de estações de metrô e da própria Av. Paulista, que o prédio que abrigaria as aulas decidisse fechar por medo de quebradeira, etc. De fato, na sexta-feira antes do início da edição do Forma e Estilo na capital paulista, um dos responsáveis pelo auditório me ligou perguntando se talvez não seria melhor adiarmos tudo. Respondi que não, embora compartilhasse seus receios.

Eu estava errado. Os alunos não apenas compareceram às aulas (apenas um dia trouxe dois ausentes, salvo engano) como ainda participaram ativamente. Ao final, foi a primeira vez em que senti que o Forma e Estilo estava finalmente pronto, redondinho. Saí feliz não apenas por, como sempre, reencontrar velhos e queridos alunos (Bruna, Marcellus, o casal Bruno e Cíntia – que fizeram o módulo 1 em Salvador -, Tatiana (outra que veio de Salvador), entre outros), como também por poder contar com a presença de minha amiga Maria Frô e de sua filha Marina em sala de aula. Para completar, ganhei um laserdisc japonês de O Poderoso Chefão do aluno Gustavo, o que, claro, é algo incomparável.

Bom, mas como já fazia antes, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,49 (Sexta); 4,53 (Quinta); 4,42 (Quarta); 4,41 (Terceira); 4,38 (Segunda); 4,54 (Primeira).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 4,13
Conteúdo: 4,87
Didática: 4,94
Estrutura do curso: 4,72

Média geral: 4,66 – a maior até hoje.

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,84.

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clique para ampliar).

Forma e Estilo – 6a. Edição – Curitiba

postado em by Pablo Villaça em Curso | 5 comentários

As turmas de Curitiba talvez sejam as mais parecidas com Apollonia, minha gata: ficam distantes, parecendo me olhar à distância, até que eventualmente saltam sobre a mesa e roubam a comid…

Não, perdi o controle da analogia.

O que quero dizer é que os alunos de Curitiba tendem a ser introspectivos, mas quando resolvem se soltar, são difíceis de segurar. Basta dizer que me mantiveram na rua, depois do fim do curso, praticamente até o momento em que tive que ir para o aeroporto – e prometi a mim mesmo que jamais permitirei ser levado para o mau caminho assim novamente. Da mesma maneira, é curioso que, embora normalmente tão fechados e ariscos, os curitibanos tendem a se transformar em turmas que lembro com imenso carinho, sendo capaz de identificar boa parte deles pelo nome: Nolan, Valdemar, Newton e Camila, Ricardo, Marden, Stefany, Beatriz, Luiz Sayid, João Paulo e vários outros que se mostram carinhosos não só durante o curso, mas depois que este se encerra – muitos chegando a enviar emails, tweets, mensagens no facebook mesmo meses depois do fim das aulas. (Aliás, Marden, obrigado pelos vários filmes com os quais me presenteou!) Além disso, pude conhecer pessoalmente um velho amigo de Internet, o roteirista Fernando Marés (o @roteirodecinema), o que foi um bônus.

Assim como foi um bônus o omelete de rum que experimentei no último dia.

Bom, mas como já fazia antes, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,53 (Quinta); 4,42 (Quarta); 4,41 (Terceira); 4,38 (Segunda); 4,54 (Primeira).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,81
Conteúdo: 4,76
Didática: 4,89
Estrutura do curso: 4,49

Média geral: 4,49

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,71.

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clique para ampliar).

Forma e Estilo – 5a. Edição – Porto Alegre

postado em by Pablo Villaça em Curso | 5 comentários

Pela primeira vez desde o início do Forma e Estilo, o item da avaliação que pede que os alunos digam se consideraram o novo curso “inferior, similar ou superior” ao Teoria, Linguagem e Crítica obteve um resultado 100% positivo: ninguém assinalou a opção “inferior” (e eu já considerava os resultados anteriores, que ficavam acima dos 90% de “similar ou superior”, bastante aceitáveis). Aliás, a turma de Porto Alegre foi fundamental em uma semana particularmente difícil do ponto de vista pessoal – e agradeço à alegria habitual dos gaúchos, que, inclusive, tiveram a ideia da foto abaixo, que considerei divertidíssima (obrigado à Ana Viegas pela imagem).

Como já fazia antes, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,42 (Quarta); 4,41 (Terceira); 4,38 (Segunda); 4,54 (Primeira).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,84
Conteúdo: 4,81
Didática: 4,84
Estrutura do curso: 4,63

Média geral: 4,53

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,76.

Para concluir, a foto tradicional de formatura, que tirei em preto-e-branco sem notar (clique para ampliar).

Forma e Estilo – 4a. Edição – Brasília

postado em by Pablo Villaça em Curso | Comente  

Depois de três edições do Forma e Estilo em sequência, fiquei um mês fora e retornei temendo estar enferrujado. No entanto, embora estivesse lidando com uma turma grande, as aulas fluíram bem e os alunos de Brasília – como sempre acontece na cidade – se mostraram simpáticos e divertidos. Revi vários velhos conhecidos (mesmo que alguns deles fossem jovens, como João Golin) e conheci vários novos cinéfilos (mais da metade da turma não havia cursado o Teoria, Linguagem e Crítica). Ganhei livros, camisas e até um beijo agradecido da aluna Aline Crivelari – que agradecia justamente por ter conhecido o namorado, Carlos, indiretamente por minha causa (ele também estava na sala e não quis me agredir após o bem comportado beijo). Ri e brinquei com a inteligente Luísa (dona de três belas tatuagens) e pude conversar mais com Clarissa e Kacau, produtoras da Mostra BO (da qual sou curador) e agora alunas (Clarissa já havia feito o módulo 1).

E ainda pude passar uma semana em Brasília com minha irmã, meu cunhado e – mais importante! – minha sobrinha/afilhada Alice. Delícia.

Fiquei feliz também com o resultado da pergunta (que estou incluindo nas primeiras edições do Forma e Estilo) que pede que os alunos digam se consideraram o novo curso “inferior, similar ou superior” ao Teoria, Linguagem e Crítica: daqueles que responderam (ou seja: que fizeram ambos os módulos), 97,4% consideraram “similar ou superior”.

Como já fazia antes, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,41 (Terceira); 4,38 (Segunda); 4,54 (Primeira).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,75
Conteúdo: 4,67
Didática: 4,8
Estrutura do curso: 4,47

Média geral: 4,42

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,76.

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clique para ampliar).

Forma e Estilo – 3a. Edição – Rio de Janeiro

postado em by Pablo Villaça em Curso | 9 comentários

A edição do Forma e Estilo no Rio de Janeiro representou o primeiro momento no qual me senti realmente confortável com a estrutura do curso: depois de duas edições, já me sentia familiarizado com o tempo das aulas, com as transições entre temas (embora ainda precise trabalhar um pouco nestas) e tinha a sequência das explicações completamente memorizada, o que me permitiu relaxar mais, brincar mais e me concentrar mais na didática.

Por outro lado, esta semana marcou a primeira vez em todos estes anos (e 48 edições) em que tive que desmarcar uma aula. Depois de passar mal na madrugada de domingo para segunda (enxaqueca), embarquei para o Rio acreditando ter melhorado apenas para sentir dores fortes já dentro do avião – o que me obrigou a visitar um pronto atendimento médico na capital carioca assim que cheguei à cidade. Bombardeado por analgésicos e sem saber quando sairia de lá, tive que cancelar a aula de segunda-feira – e, graças à compreensão da Fátima Carneiro da Praxes (que sempre abriga meus cursos no Rio), pude remarcar a aula faltante para o sábado de manhã. Além disso, fiquei tocado com a compreensão dos alunos. Ninguém desistiu do curso e praticamente todos indagaram sobre meu estado de saúde na terça-feira. (Além, claro, dos presentes e lanches levados por Renata, Josimar, Melina, Andréia e Francisco, incluindo um livro e um cadeado de O Poderoso Chefão. Amo estes meus alunos.)

Fiquei feliz também com o resultado da pergunta (que estou incluindo nas primeiras edições do Forma e Estilo) que pede que os alunos digam se consideraram o novo curso “inferior, similar ou superior” ao Teoria, Linguagem e Crítica: daqueles que responderam (ou seja: que fizeram ambos os módulos), 93,9% consideraram “similar ou superior”.

Como já fazia antes, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,38 (Segunda); 4,54 (Primeira).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,47
Conteúdo: 4,82
Didática: 4,83
Estrutura do curso: 4,53

Média geral: 4,41

Sem considerar o auditório, a média seria 4,73.

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clique para ampliar).

Forma e Estilo – 2a. Edição – Belo Horizonte

postado em by Pablo Villaça em Curso | 7 comentários

Acho que nunca fui tão mineiro quanto nesta semana. Por algum motivo, simplesmente por estar falando para meus conterrâneos, permiti que todo meu sotaque extravasasse sem qualquer dó – a ponto de, em certos momentos, pensar: “Uou. Estou beirando a caipirice”. E curti isso. Soltei “sô”, “uai”, “trem”, “nó”, “arreda”, “demais da conta” e toda expressão mineira que podem imaginar. Sem nenhum aluno rir ou estranhar.

A não ser, claro, quando falei “pinóia”. Aí já era coisa de idoso demais.

Foi um bom curso. Para meu espanto, cerca de metade da turma não havia cursado o “Teoria, Linguagem e Crítica”, o que acabou funcionando como um teste para verificar se o “Forma e Estilo” realmente conseguiria se estabelecer independentemente das outras aulas – e, julgando pela avaliação dos alunos, conseguiu. Por outro lado, embora o teatro Izabella Hendrix seja um belo espaço, não é adequado para o curso, já que me separou demais dos alunos ao me obrigar a falar de cima do palco (onde o notebook tinha que ficar). Este distanciamento prejudicou a intimidade que gosto de criar durante as aulas e, nos primeiros dias, intimidou a turma, que mal fez perguntas. Além disso, alguns incidentes isolados envolvendo o ar condicionado e um rato (sim) levaram a avaliação do espaço lá para baixo.

E isso me chateou. Se considerarmos apenas os quesitos relativos ao curso em si, a média desta segunda edição foi ligeiramente superior à da primeira, indicando uma evolução, mas quando levamos o espaço em consideração, ela acaba caindo bastante, o que é frustrante, já que não me diz respeito diretamente. Vivendo e aprendendo.

Como já fazia antes, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,54 (Primeira).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,51
Conteúdo: 4,68
Didática: 4,78
Estrutura do curso: 4,55

Média geral: 4,38

Se não fosse o auditório, a média seria 4,67. Droga.

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Forma e Estilo – 1a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 14 comentários

E o ciclo recomeça.

Depois de quatro anos viajando com o Teoria, Linguagem e Crítica, aposentei o curso em dezembro passado após completar 45 edições e somar 1.630 alunos em todas as regiões do país. Foi doloroso, confesso, colocar meu velho amigo para dormir, já que eu havia alcançado um ponto no qual considerava tudo “redondinho”: a estrutura das aulas já era uma segunda natureza, as explicações e exemplos fluíam de maneira orgânica e eu me sentia completamente à vontade em sala. No entanto, era cada vez mais frequente que os alunos incluíssem em suas avaliações um interesse acerca de um novo módulo e, depois de tanto tempo, eu mesmo começava a me sentir inquieto.

Assim, há pouco mais de um ano comecei a preparar o Forma e Estilo Cinematográficos. Depois de decidir usar os escritos dos professores David Bordwell e Kristin Thompson como base da ementa, discuti os fundamentos do curso e da estrutura com o próprio professor Bordwell durante o Ebertfest, em 2012, e alterei alguns elementos que haviam me feito empacar em função da ordem das aulas (talvez uma bobagem para quem veria de fora, mas que me incomodava por fazer a estrutura inicial parecer desconjuntada, sem ligação entre assuntos). Desde então, concentrei-me no conteúdo de cada uma das oito aulas (divididas em cinco dias), nos exemplos que utilizaria e na condução dos tópicos.

Há seis meses, abri as matrículas para a primeira edição em São Paulo e as vagas se esgotaram em um dia. Isto me deixou feliz, mas incrivelmente ansioso: a confiança dos alunos era tamanha que haviam se inscrito para um curso sobre o qual praticamente nada sabiam àquela altura.

Nos últimos dois anos, tenho observado uma proliferação de cursos de Cinema e, confesso, muitos deles trazem ementas que me parecem pura picaretagem, explorando o amor dos alunos pelo Cinema, mas pouco oferecendo em termos de conteúdo. E a última coisa que eu queria era que os alunos saíssem do novo curso com a impressão de terem sido enganados, de terem testemunhado uma continuação inferior, um caça-níqueis ou – talvez pior – uma simples repetição do primeiro com apenas algumas mudanças para despistar. Se a ideia era lançar um novo curso, que este realmente trouxesse algo de inédito e interessante para os alunos.

Com certo receio, decidi incluir na avaliação (ao menos das primeiras edições) uma pergunta que visava comparar o Teoria, Linguagem e Crítica ao Forma e Estilo, pedindo que os alunos avaliassem se o segundo, em termos de qualidade, era inferior, superior ou similar ao primeiro. 95,3% classificaram como “similar ou superior”.

Depois de um ano, pude finalmente respirar aliviado. Trair a confiança dos alunos seria algo que me arrasaria.

Como já fazia antes, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 4,17
Conteúdo: 4,71
Didática: 4,62
Estrutura do curso: 4,67

Média geral: 4,54

Estou satisfeito? Longe disso. Ainda acho que preciso me habituar melhor à estrutura do Forma e Estilo para que ele passe a fluir melhor. Mas para a edição de estreia, ficou acima das minhas expectativas. Resta melhorar.

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clique para ampliar).