Curso

Curso – 36a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 5 comentários

A turma desta terceira visita do curso a Porto Alegre talvez tenha sido a mais quieta de todas. E quando digo “todas”, refiro-me não apenas às da capital gaúcha, mas de toda a história do curso. Em alguns momentos, cheguei a pensar que estivessem realmente odiando a experiência – e foi só na quinta-feira que começaram a se abrir, o que me deixou mais aliviado. Os dois últimos dias foram, assim, mais alegres. De todo modo, fiquei preocupado e poucas vezes senti tanta ansiedade para ler as avaliações dos alunos.

O resultado? Foi a quarta melhor avaliação que o curso obteve até hoje. A partir de agora, celebrarei turmas quietas. Tongue out

(Aliás, o Teoria, Linguagem e Crítica chegou a 1.200 alunos.)

Como acredito que a melhor propaganda que o curso pode ter reside na reação dos alunos, colo abaixo algumas mensagens deixadas no twitter e no facebook por integrantes da turma após o término da última aula:

“Ontem, infelizmente, chegou ao fim o curso com o @pablovillaca! Aprendi muito e agora quero aplicar esse conhecimento.” – Bárbara Keller

“Depois da aula de sexta, o @pablovillaca não só se mostrou o melhor professor que já modelo do que quero ter quando crescer.” – Octavio

“Sensacional o curso do @pablovillaca em Porto Alegre. Quero o módulo 2.” – Giovana Cardoso

“Curso do @pablovillaca foi simplesmente espetacular. Pobres são as almas que perderam.” – Gabriel Pontes

“Isso é critica cinematográfica! Isso é ver 100% de um filme. Frase que aprendi com @pablovillaca e levarei pro resto da vida. Obrigado” – Márcio Picoli

“Recomendadíssimo o curso do @pablovillaca” – Maurício Mandelli

“O curso do @pablovillaca foi fantástico. Já ansiosa pelo Módulo II e pelas sessões com caderninho na mão!” – Mariana González

“Sensacional experiência, superando todas as expectativas. E elas não eram baixas.” – Lucas Pessatto

“meu BLOG vai ser dividido em antes e depois do seu curso dessa semana.” – Júlio Fonseca

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,53 (Trigésima quinta), 4,44 (Trigésima quarta), 4,58 (Trigésima terceira), 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
Infra-estrutura: 4,33
Conteúdo: 4,87
Didática: 4,95
Estrutura do curso: 4,64

Média geral: 4,7

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clique para ampliar).

 

Depoimento sobre o curso

postado em by Pablo Villaça em Curso | 7 comentários

Porra, tenho que compartilhar isso aqui: um depoimento do grande Paulo Henrique Fontenelle, diretor do fantástico documentário “Loki”, sobre o curso de Teoria, Linguagem e Crítica.

“Fiz o curso no ano passado e posso testemunhar que se trata de algo fundamental para quem conhece, ama e tem interesse na setima arte. Sou formado em 3 faculdades (Jornalismo, Radio TV e Cinema), ja trabalhei em longas e em curtas, dirigi dezenas de DVDs e programas de tv. Atualmente estou dirigindo mais dois longas quase que simultaneamente e, mesmo assim, posso afirmar que, se houver um Modulo 2, farei sem pestanejar, afinal nada do que eu disse antes faria sentido se nao houvesse o constante interesse de me aprimorar sempre. Para os que acham que se trata apenas de um curso de critica, atentem para o nome completo: Teoria, linguagem e Critica Cinematografica. E um curso para profissionais, estudantes e cinefilos de todos os niveis que tem em comum o amor pelo cinema. Obviamente que alguns assuntos podem parecer banais para quem se formou ou trabalha no ramo, mas mesmo esses assuntos ressurgem como uma novidade a ser apreciada de um novo angulo. Sei que existem muitos cursos caca niqueis, mas garanto que esse nao e o caso. Conheco bem as faculdades de cinema do Rio de janeiro e posso afirmar que uma semana de curso, valeu mais do que um semestre de faculdade (ou mais) :)”

Curso – 35a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 4 comentários

E Brasília bateu o recorde de São Paulo (60) e Porto Alegre (52) e se tornou a cidade a abrigar a maior turma do Teoria, Linguagem e Crítica até hoje: 71 pessoas. Foi a primeira vez que aluguei uma sala tão grande e abri tantas vagas. Por um lado, foi uma experiência inesquecível, ver um grupo tão grande discutindo Cinema apaixonadamente por uma semana; por outro, foi algo bem cansativo e que me obrigou a falar mais alto do que de costume.

A turma, aliás, foi muito participativa, além de trazer a aluna mais jovem que já tive até hoje: uma mocinha inteligente e participativa de apenas 13 anos de idade (inicialmente, julguei que tivera um aluno mais jovem no passado, mas verifiquei meu arquivo das turmas antigas e vi que estava errado). Ver alguém tão jovem demonstrando tanta empolgação pelo Cinema e tamanho interesse em conhecer princípios teóricos sobre esta Arte, confesso, me encheu de alegria e otimismo. Parabéns aos pais da jovem: estão obviamente fazendo um belíssimo trabalho.

Foi um grupo simpaticíssimo, diga-se de passagem. Fiquei honrado em conhecê-los. (E continuando a manter a contagem, o Teoria, Linguagem e Crítica chegou a 1.161 alunos.)

Repetindo o que fiz na última edição (e porque acredito que a melhor propaganda que o curso pode ter reside na reação dos alunos), colo abaixo algumas mensagens deixadas no twitter e no facebook por integrantes da turma após o término da última aula:

“Meu grande obrigado ao @pablovillaca pela excelente semana de curso. Agora vamos assistir a todos os filmes possíveis, além dos 20%!” – Márcio Formiga

“Aprender tanto em pouco tempo é sempre uma recompensa. Curso do Pablo Villaça mais do que recomendado!” – Pedro Henrique

“Hj acabou o curso de línguagem cinematográfica do @pablovillaca . o qual foi maravilho e eu faria DE NOVO!acho q o curso deveria ser maior!” – Camila Pinheiro

“Eu fiz o curso de novo e fica cada vez melhor!” – Mateus Pinto

“Infelizmente, hoje foi o último dia do curso do @pablovillaca. Felizmente, terminou com chave de ouro. Fantástico.” – Artur Gonçalves

“Hoje foi a última aula do curso de Teoria e Linguagem do @pablovillaca :(. Mas foi foda! (Opa, desculpa, rs)” – Natália Corado

“Acabou o curso do @pablovillaca ! Agora é colocar tudo em prática. Quando eu digo tudo, é tipo MUITA coisa mesmo!!” – Samara Correia

“E chegou ao final o curso do @pablovillaca aqui em BSB. Foram cinco dias de aprendizado intenso pra vida toda, minha gente (:” – Davi Coelho

“Curso fenomenal do @pablovillaca aqui em Brasília. Além do curso ser genial, conheci pessoas bem legais. XD” – João Gofo

“Comecei o curso apaixonado por cinema. Concluo-o, uma semana depois, incendiado de amor pela sétima e nobre arte, reconhecendo elementos fundamentais para uma compreensão aprofundada da narrativa. Sem dúvidas, um novo olhar.” – Davi de Castro, no Facebook

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,44 (Trigésima quarta), 4,58 (Trigésima terceira), 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,69
Conteúdo: 4,84
Didática: 4,94
Estrutura do curso: 4,66

Média geral: 4,53

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clique para ampliar).

Curso – 34a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 9 comentários

Completando 1.090 alunos desde janeiro de 2009, o Teoria, Linguagem e Crítica chegou à 34a. edição visitando Campinas pela segunda vez – até hoje, a única não-capital a receber o curso. A turma, participativa e sempre simpática, ajudou a criar um clima bacana e a semana passou voando – especialmente porque, confesso, eu já estava com saudades da sala de aula. Além disso, fui recebido com generosidade imensa por eles – que chegaram a me dar vários presentes, o que, convenhamos, é sempre um bom sinal, né? (Entre outras coisas, ganhei do Raoni um quadro emoldurado de Vito Corleone; do Márcio um BD triplo, edição britânica, de Cisne Negro; do Celso uma edição de sua graphic novel sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra; e do Oberdan biscoitos holandeses (que, suspeito, têm este nome por conterem maconha concentrada). Foi, em suma, uma bela semana – e após o término da última aula, ainda fui presenteado pelas seguintes mensagens dos alunos:

“Fim do curso do @pablovillaca . Ideias fervilham, horizontes se abrem… e eu preciso de um caderninho.” – Daniel Cury

“Fim do Curso do @pablovillaca. Aprendi coisas em 5 dias que vão me ajudar pro resto da vida! :D” – Gabriel Vilela

“Parabéns pelo excelente professor que vc é!” – Thiago Dallaverde

“Ao fim dessa semana de curso, eu cheguei a uma conclusão: o @pablovillaca é meu rei e eu sou uma menininha.” – Luis Capucci

“Fim do curso do @pablovillaca. Agora vamos aproveitar ao máximo tudo q aprendemos e esperar q chegue logo o Módulo 2! Valeu Pablo! :)” – Marcio Bombachi

“Olha que eu passei 9 anos em faculdades, mas nunca – NUNCA – vi nenhum professor saber tanto de um assunto como o @pablovillaca. #fato” – Simone Carmona

“Não troco o que aprendi durante essa semana no curso do @pablovillaca por um ano de faculdade! u.U” – Bruno Tiozo

“O curso do @pablovillaca é mesmo maravilhoso. Uma semana que passa voando. Sentirei muita falta dessas aulas.” – Letícia Paiva

“Concluído o curso do @pablovillaca hoje. Minha avaliação: mega-válido e relevante.” – Guilherme de Camargo

“As melhores aulas que já tive foram no curso do @pablovillaca. Além de pôr em prática a crítica, também vou voltar ao meu livro =)” – Israel Pinho

“Terminou ontem o curso do @pablovillaca, e com certeza não vou mais conseguir ver os filmes como os via antes. 🙂 Obrigado” – Paulo Pechula

“Sao 3 horas por dia q parecem 3 minutos e vc aprende mais em uma semana do que em um ano de qualquer outro curso ou faculdade.” – Raoni Toratti

 

Como não ficar feliz? Wink

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,58 (Trigésima terceira), 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,79
Conteúdo: 4,69
Didática: 4,81
Estrutura do curso: 4,48

Média geral: 4,44

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clique para ampliar).

Conversão para 3D: a nova colorização

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Curso, Discussões | 21 comentários

Não, não assisti a Star Wars: A Ameaça Fantasma em 3D e não pretendo fazê-lo. Em primeiro lugar, já não gosto tanto assim do filme para justificar uma revisita; em segundo, não vejo sentido em voltar ao cinema para assistir a uma versão inferior à original em técnica e linguagem.

Sim, “inferior”. Assim como as versões colorizadas de obras em preto-e-branco representavam um atentado artístico ao alterarem a fotografia cuidadosamente planejada dos originais, a conversão de longas tradicionais para o 3D é uma estupidez do ponto de vista artístico, fazendo sentido em apenas um aspecto: o financeiro. E este, claro, interessa exclusivamente aos estúdios. O fato é que o Cinema, ao longo de mais de cem anos, encontrou maneiras próprias de levar o espectador a perceber a profundidade de seus universos mesmo estando preso à bidimensionalidade: não apenas empregou o conceito de “perspectiva” desenvolvido pelos artistas plásticos da Renascença como ainda desenvolveu formas de empregar a profundidade de campo para evocar a distância entre os elementos em cena – e discuto isso amplamente em meu curso. Assim, quando um filme concebido em 2D é convertido para 3D, todas estas decisões artísticas e técnicas tomadas durante sua realização se convertem instantaneamente de algo orgânico e funcional para um obstáculo a ser contornado. É como se os cineastas estivessem lutando contra si mesmos e contra o próprio filme enquanto tentam enfiar na obra pronta um recurso que simplesmente não tem espaço ali.

Assim, é espantosa, a hipocrisia de James Cameron: depois de atacar vários cineastas por converterem seus filmes para 3D, dizendo que estavam matando a tecnologia em seu berço, o cineasta não hesitou em converter seu próprio Titanic, como se subitamente suas críticas (relevantes, vale apontar) não se aplicassem às suas próprias ações.

Mas aqui prefiro abrir espaço para meu amigo e mentor Roger Ebert, que, num post recente sobre o relançamento de Titanic, concluiu o texto com as seguintes observações:

“E agora à falha final: o processo 3D, claro. Cameron foi elogiado justamente por ser um dos poucos diretores a empregar o 3D de maneira eficiente em Avatar, mas Titanic não foi rodado para o 3D – e assim como você não consegue maquiar um porco, não pode transformar 2D em 3D. O que você pode fazer – e ele tenta fazer isso bem – é encontrar certas cenas que possa apresentar como tendo pontos de foco em primeiro, segundo e terceiro planos. Mas e daí? Você sentiu falta de alguma dimensão quando assistiu a Titanic pela primeira vez? Não importa quanto tempo ou dinheiro Cameron gastou na conversão, o fato é que esta é um 2D readaptado. Caso encerrado.

Ou não exatamente. Há mais do que isso. O 3D causa uma perda considerável no brilho da tela – alguns dizem que esta perda chega a 20%. Se você visse um filme comum obscurecido desta maneira, reclamaria com o gerente do cinema. E aqui você supostamente deve se sentir agradecido por ter a oportunidade de pagar mais por algo danificado. Se estiver atento, aliás, perceberá que muitos planos e sequências nesta versão não estão sequer em 3D, permanecendo em 2D. Se tirar os óculos, as imagens saltarão da tela com uma melhora dramática de luz. 

Eu sei por que este filme está em 3D: é para justificar o ingresso mais caro. Péssima maneira de se tratar uma obra-prima”.

Carinho de um aluno – um ano depois

postado em by Pablo Villaça em Curso | 1 comente

O aluno, leitor e cinéfilo dedicado Tiago Barreiro está me deixando mal acostumado: ano passado, me enviou de Los Angeles, onde atualmente reside, um pacote com a primeira temporada de Community e presentes para Luca e Nina. Hoje, quase um ano depois, recebo outro pacote com a segunda temporada da minha série favorita e… com mais presentes para meus filhotes, além de outro cartão postal carinhoso.

Como não amar meus leitores?

Muito obrigado pelo gesto tão adorável, Tiago. E saiba que agora já considero o final de janeiro e início de fevereiro como a época tradicional de receber seus presentes! 😛

Tristeza por mais um aluno

postado em by Pablo Villaça em Cotidiano, Curso | 15 comentários

Há cerca de 18 meses, lamentei aqui a morte de um aluno de Porto Alegre, que se matou depois de romper com a namorada. Foi um baque, já que me lembrava claramente do jovem e de sua curiosidade durante o curso. É sempre um choque testemunhar o desperdício de uma vida cheia de potencial – e toda vida, especialmente em seu início, encerra em si um potencial magnífico -, mas quando este desperdício é autoinflingido, a sensação se torna particularmente angustiante.

Digo isso porque acabo de receber a notícia de que um outro aluno cometeu suicídio há alguns dias. A pedido da pessoa que me informou, não direi seu nome ou mesmo a edição do curso feita por ele a fim de evitar que alguém o identifique – mas vê-lo na foto de “formatura” do Teoria Linguagem e Crítica, com  sua juventude estampada no rosto, e pensar que já não existe é algo que… bom, dói.

Pode parecer absurdo dizer que depois de 1.060 alunos nos últimos dois anos me importo com o destino de um deles em específico, mas, sim, me importo. Na realidade, eu lamentaria a notícia mesmo que jamais tivesse cruzado seu caminho, mas saber que compartilhava um amor profundo pelo Cinema, que dividimos o mesmo espaço por uma semana e que de certa forma fiz parte de sua vida é algo que, confesso, me faz sentir… afetado pessoalmente. E, ao mesmo tempo, me faz desejar voltar no tempo, dar um cascudo em sua cabeça e dizer “Nem pense nisso. Há solução para tudo. E digo isso com a experiência de alguém que toma anti-depressivos há anos e que também já pensou em suicídio”.

“O suicídio é uma solução permanente para um problema temporário”, disse alguém – e concordo com isso em gênero, número e grau.

O lugar de um jovem não é sob a terra, mas correndo sobre esta a perseguir seus sonhos.

Queria poder ter dito isso ao meu aluno, mas faço isso agora para os outros 1.058. Vocês são únicos, lembrem-se disso – e, consequentemente, valiosíssimos.

Curso – 33a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 9 comentários

Com os 60 alunos que fizeram o curso em São Paulo (a maior turma até hoje), o “Teoria, Linguagem e Crítica” completou 1.046 alunos apenas de 2009 para cá (ou seja: contando só a partir da sétima edição, em Salvador). E à medida que a semana ia passando e eu ia me divertindo com o curso e percebendo a chegada da última aula, comecei a sentir pena de aposentar o módulo 1, já que, teoricamente, esta deveria ser a última edição. Por outro lado, estou empolgado com o módulo 2, cuja ementa está praticamente finalizada, restando apenas concluir os guias de aula e – o mais difícil e cansativo – selecionar e capturar os trechos que usarei para ilustrar as aulas. Então não sei exatamente o que fazer, mas… veremos.

Dito isso, foi mais uma turma divertida que, apesar da sala cheia, não se furtou em fazer dúzias de perguntas ao longo das aulas. Além disso, pude rever um de meus alunos mais queridos e frequentador antigo deste blog, Achilles de Leo, que fez o curso pela segunda vez (a primeira foi em maio de 2009). Para tornar tudo melhor, as aulas contaram também com a participação de Rodrigo Baldin – e se vocês acompanham os comentários do blog, sabem que ele e eu já batemos cabeça e discutimos feio várias e várias vezes por causa de política. Assim, foi um prazer não apenas conhecê-lo pessoalmente como ainda perceber que a impessoalidade da Internet frequentemente nos leva a inimizades tolas, já que nos demos extremamente bem ao longo da semana e ainda fui presenteado por ele com um quadro belíssimo de Don Vito Corleone completamente composto a partir do roteiro do filme. Para concluir, abraços grandes também para Carlos Merigo e Saulo Mileti, editores que fazem um belo trabalho no Brainstorm 9. Na verdade, sinto-me até um pouco culpado de citar apenas os quatro, já que vários alunos deixaram marcas nesta edição (nenhuma física, felizmente, embora eu tenha temido que Baldin tentaria :P).

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
Infra-estrutura: 4.04
Conteúdo: 4,84
Didática: 4.93
Estrutura do curso: 4.52

Média geral: 4.58

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clique para baixar a original).

Curso – 32a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 3 comentários

 

Durante o curso em Curitiba, um dos alunos, o comentarista de Cinema Marden Machado, lembrou uma piada que ouvira num show de stand-up na cidade e durante a qual o comediante dizia que, ao assistir a O Sexto Sentido, imediatamente matou a charada do filme ao perceber que ninguém conversava com o personagem de Bruce Willis. A justificativa: “Ou ele estava morto ou em Curitiba”.

O fato é que, de fato, as turmas da capital paranaense costumam ser mais reservadas, caladas, do que as dos demais estados – e isto se confirmou nesta edição. Ainda assim, fiquei feliz em constatar que as perguntas e participações, mesmo que pontuais, denotavam interesse e amor pelo Cinema. Além disso, quando finalmente pressionei a turma para que analisassem uma cena (“se vocês não disserem nada, eu também não apontarei o que é relevante na cena”), fui surpreendido pelo nível das intervenções, que esgotaram tudo o que havia para ser notado na tela (ou quase). Recompensador.

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,87
Conteúdo: 4,9
Didática: 5 (pela segunda vez consecutiva em Curitiba, todos os alunos me presentearam com um “5”)
Estrutura do curso: 4,72

Média geral: 4,62.

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clicável).

1.000 alunos

postado em by Pablo Villaça em Curso | 43 comentários

Quando iniciei o atual formato do curso, envolvendo uma carga de 15 horas de conteúdo encaixadas em apenas uma semana, não imaginava que apenas dois anos e meio depois estaria celebrando os mil alunos alcançados com o “Teoria, Linguagem e Crítica”. Mil alunos. Pra mim, chega a ser inacreditável.

A ideia por trás do curso sempre foi não só a de compartilhar meu amor pela Sétima Arte, mas também de buscar levar um novo olhar sobre o Cinema e sobre a própria crítica para os cinéfilos interessados em mergulhar nos filmes com uma dedicação especial. Como costumo dizer em sala de aula, o espectador médio costuma receber, em troca de seu ingresso, pouco mais de 20% dos longas aos quais assiste; a maior parte das pessoas se concentra na história e nas atuações, esquecendo-se de absorver a narrativa em si – em outras palavras: como estas histórias são contadas. Deixam de reparar na direção de arte, na fotografia, na montagem, na trilha (a não ser quando esta chama a atenção para si mesma), nos figurinos – ou, se o fazem, notam apenas perifericamente, sem muita curiosidade.

Ora, há vários momentos no “Teoria, Linguagem e Crítica” em que paro com os alunos para, juntos, analisarmos cenas específicas de filmes como Taxi Driver, Era uma Vez no Oeste, Os Incríveis, entre dezenas de outros, e sempre descobrimos coisas novas e interessantes (e quando digo “descobrimos”, é porque constantemente sou surpreendido por novos detalhes que haviam passado despercebidos). Cenas de dois ou três minutos são dissecadas por dez minutos – e sempre percebo um olhar de genuína empolgação e espanto na turma, como se esta descobrisse, depois de anos de visitas às salas de cinema, uma forma nova de enxergar os filmes. E frequentemente vejo alunos dizendo que gostariam de voltar atrás e rever todos os longas que já conferiram a fim de poderem aproveitar melhor a experiência.

E isso me enche de alegria.

Porque o curso, para mim, é uma maneira de formar espectadores mais curiosos – não “chatos” ou mesmo “rigorosos”, mas que sejam capazes de enxergar a totalidade (ou quase) daquilo que os realizadores buscaram fazer em seus filmes. E também é por esta razão que, embora frequentemente me digam que eu poderia cobrar mais pelos cursos, insisti em manter os preços inalterados nestes dois anos e meio por julgar que são acessíveis para todos os tipos de interessados – e já tive alunos que, tenho consciência, jamais poderiam ter participado das aulas caso a matrícula fosse um pouco mais cara, mas que, amantes do Cinema, mereciam a chance de investir nesta paixão sem que isto os levasse à falência. 

E também foi por esta razão que logo decidi fugir do já clássico eixo Rio-São Paulo e, de 2009 para cá, visitei todas as regiões do país, levando o curso a estados que não costumam receber esse tipo de atividade. Fiz edições em Belo Horizonte (nove), São Paulo (sete, mas um total de oito turmas), Rio de Janeiro (três vezes, mas total de quatro turmas), Curitiba (três vezes), Porto Alegre (duas vezes), Brasília (duas vezes), Salvador (duas vezes), Recife, Campinas, Fortaleza, Manaus e Florianópolis (uma edição cada). Conheci muita gente bacana, fiz vários amigos e, com cada nova turma, renovei meu amor pelo Cinema. Aliás, posso dizer que esta é uma iniciativa inédita, já que desconheço outro curso que tenha visitado tantas cidades com uma proposta similar.

Nem sempre é fácil, claro: sinto falta das crianças, sou obrigado a viajar muito mais do que gostaria, enfrento dificuldades constantes para produzir os cursos (como são caros, os auditórios e hotéis!), mas me apaixonei pela atividade de professor.

Além disso, só por ter tido a oportunidade de conhecer mais de mil cinéfilos dedicados, curiosos e entusiasmados já posso dizer que valeu – e vale – muito a pena.

Muito, muito, muito obrigado a todos os meus mil alunos e um beijo carinhoso em cada um deles.

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