Curso

Exausto – mas Ebert me entusiasma

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Curso, Livros, Variados | 13 comentários

Os últimos quinze dias foram absurdamente exaustivos. Às vezes, tendo a esquecer que o dia tem apenas 24 horas e acumulo uma série de atividades e compromissos apenas para, no meio do processo, perceber que estou esgotado. Há algum tempo, o cineasta (e querido amigo) Helvécio Ratton me procurou perguntando se eu toparia escrever o pressbook de seu novo filme, o documentário O Mineiro e o Queijo – o mesmo trabalho que eu havia feito para seu belo Batismo de Sangue. Não é um trabalho que eu goste muito de fazer e por alguns motivos: é muito desgastante, exige bastante tempo, apenas a imprensa lê este material e ele logo é esquecido quando o filme é lançado, já que o que importa de fato é o longa. Porém, eu também tinha alguns motivos para aceitar: 1) sou fã incondicional de Helvécio; 2) Simone, sua esposa e produtora, é uma pessoa igualmente encantadora; e 3) Depois de receber uma cópia intermediária do filme, fiquei apaixonado pelo documentário. E topei, imaginando que seria mais simples do que o de Batismo – e mais curto (aquele tinha em torno de 50 páginas).

Subestimei a complexidade do assunto abordado por O Mineiro e o Queijo, já que seu pressbook ficou praticamente com a mesma extensão daquele que escrevi para Batismo. Mas Helvécio e Simone aprovaram e gostaram do resultado – e isso para mim é o que basta.

No entanto, ao mesmo tempo em que pesquisava e escrevia o pressbook, estávamos em intensa fase de pré-produção de Morte Cega, meu segundo curta. Reuniões com a direção de arte, de fotografia, figurinos, produção e, claro, ensaio com os atores: Maurício Canguçu, Carlos Magno Ribeiro e Geraldo Magela (o Ceguinho). Com produção entregue ao Guilherme Fiúza (5 Frações de uma Quase História), que conheci justamente através de Helvécio, o filme teve uma dimensão infinitamente maior do que a de A_ética, que se resumiu a oito pessoas trancadas num depósito durante três noites, trabalhando de graça e comendo pizzas compradas com os cupons fornecidos por nosso único patrocinador. Desta vez, a produção envolveu mais de 50 pessoas (chegamos a ter 32 pessoas no set), teve um custo consideravelmente maior (70 mil captados através da Lei Municipal) e envolvia diversas locações, figurantes, efeitos de maquiagem, dezenas de objetos de cena, figurinos e por aí afora.

Se somarmos ao pressbook e ao filme as obrigações no Cinema em Cena e, claro, a polêmica que tanto me desgastou na semana passada, posso dizer que dormi cerca de 5 horas diárias nos últimos 15 dias – e, claro, minha saúde pagou o preço: fiquei gripado, tive conjuntivite no último dia de filmagens e fui obrigado tomar corticóides duas vezes em um único mês.

Mas estou feliz: o pressbook agradou Helvécio e Simone, as filmagens me deixaram feliz e otimista e não deixei de escrever críticas em nenhuma das semanas anteriores. Além disso, arranjei um tempinho para produzir o curso em Curitiba no fim de setembro, que já está com mais de metade das vagas esgotadas.

Por outro lado, no domingo, meu amigo e mentor Roger Ebert assistiu a A_ética e me enviou o seguinte comentário, que compartilhei com os leitores no Facebook:

“Você é um verdadeiro diretor. Antecipo escrever sobre seu primeiro longa”. 

Fui ao paraíso e voltei.

Como se não bastasse, hoje li um trecho da autobiografia de Ebert e fiquei encantado por esta passagem, que transcrevo abaixo (tradução minha):

“Assisti a um número indescrítivel de filmes e esqueci a maior parte deles – espero. Lembro-me daqueles que valem ser lembrados e que dividem a mesma prateleira em minha mente; não existem “filmes antigos”. Em certo sentido, certos filmes “antigos” se libertam do conceito de “tempo”. Vejos filmes mudos, às vezes, e não sinto estar assistindo a obras velhas; sinto estar olhando para um “agora” que foi capturado, tempo preso numa garrafa. Quando vi os filmes mudos pela primeira vez, os atores me pareceram estranhos e datados; hoje soam mais… contemporâneos. O principal problema de um filme que tem 10 anos é o fato de não ter 30 anos. Depois que os penteados e os figurinos param de ser “datados” e começam a ser “históricos”, podemos dizer se o filme em si resistiu ao tempo”.

Quando eu aprender a escrever como Ebert, estarei realizado. Até lá, sigo tentando. 

Claquete final de “Morte Cega”. 1-7-1. Hum.

Curso em Curitiba

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19 a 23 de setembro. Vagas limitadíssimas. Matrículas abertas.

(Sim, o Teoria, Linguagem e Crítica.)

Curso – 31a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 13 comentários

A turma de Recife foi uma das mais malucas que já tive – talvez a mais maluca de toda a América Latina (piada interna para recifenses). Poucas vezes tive tantos alunos insanos – algo que atingiu seu ápice quando um deles saltou da cadeira, no penúltimo dia de aula, para mexer no mouse do meu notebook a fim de desligar um pequeno aviso na tela por não aguentar mais a ansiedade de vê-lo sendo exibido enquanto eu explicava os conceitos téoricos (no processo, ele empurrou a mesa, quase derrubou um copo de água sobre o datashow e me matou do coração). 

Em outras palavras: me diverti imensamente. Aqui, uma aluna fazia perguntas amalucadas apenas para, de repente, me surpreender com um insight impecável; ali, um outro soltava uma gargalhada atrasada que, ressoando no silêncio da sala, levava os demais ao riso. Foi um caos controlado: todo o conteúdo foi passado dentro do horário previsto, mas os incidentes inesperados coloriram a semana.

Aproveito ainda para agradecer ao querido Rick Monteiro, que não apenas me buscou e levou ao hotel todos os dias como ainda me conduziu num agradável passeio pela cidade. E não posso esquecer também do gentil Kleyvisson, da FIR, que abrigou o curso com conforto e simpatia. Como se não bastasse, ganhei tantos presentes dos alunos que minha mala ficou difícil de arrumar (uma dificuldade agradável, vale dizer) – e, assim, mando beijo grande para Luciana, Wilker, Vladimir, Roberto e Marília (se esqueci de alguém, identifique-se nos comentários!).

(Ah, sim: contando com Recife, 940 alunos de todas as regiões do Brasil já passaram pelo Teoria, Linguagem e Crítica apenas de 2009 para cá.)

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,96
Conteúdo: 4,77
Didática: 4,89
Estrutura do curso: 4,55

Média geral: 4,54.

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clicável).

Curso – 30a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 10 comentários

30 edições. 897 alunos. Uou.

Voltar com o curso a BH é sempre uma experiência agradável: foi aqui que ele nasceu, cresceu e se desenvolveu – e ouvir meu sotaque refletido nas perguntas dos alunos é também um prazer particular. Além disso, este curso contou com as presenças de dois amigos queridos, Bruno Carvalho e Heitor Valadão, o que ajudou a criar uma atmosfera familiar bastante agradável. E mais: pela primeira vez uma turma de BH me convidou para uma confraternização após a última aula, o que foi uma surpresa interessante. Como se não bastasse, ainda ganhei quitutes de vários alunos durante a semana, embora o destaque fique para a também professora Léa, que todos os dias levou algo diferente (além disso, no último dia o aluno Rozivaldo me presenteou com uma belíssima camisa de O Poderoso Chefão, contribuindo para que eu fique cada vez mais mal acostumado – especialmente considerando que Bruno me deu a primeira temporada de Breaking Bad em BD, ao passo que Heitor me ofertou uma penca de filmes em mídia azul).

Dito isso, uma coisa me desapontou muito: a sala. Embora eu já tivesse usado as mesmas instalações em duas outras ocasiões, desta vez a infra-estrutura deixou muito a desejar: o som estava péssimo; a tela, baixa demais; e as carteiras, com problemas. Com isso, volto à estaca zero em BH com relação ao local do curso, já que certamente não voltarei a ministrar edições do curso naquele espaço, que obteve uma média baixíssima junto aos alunos.

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,34 
Conteúdo: 4,81
Didática: 4,91
Estrutura do curso: 4,70

Média geral: 4,44. (Sem a sala derrubando tudo, seria 4,81. Tsc.)

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clicável).

Curso – 29a. Edição (Tarde e Noite) – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 20 comentários

Duvido muito que eu vá abrir novas turmas à tarde em outras cidades. Embora a experiência em São Paulo e no Rio tenha sido positiva por permitir que alunos impossibilitados de comparecer ao curso à noite pudessem frequentar as aulas, fiquei realmente cansado, já que falar durante 30 horas (e em pé) durante cinco dias não é para qualquer um – e minha admiração pelos professores que trabalham em tempo integral apenas aumentou depois destas duas semanas. De todo modo, conheci muita gente bacana, desde o querido Josimar, que todos os dias levou algum petisco tentador para mim (tortas, salgados, doces, etc – estava determinado a me engordar), até o André, que no último dia me presenteou com a primeira temporada de The West Wing, passando pelo excelente documentarista Paulo Henrique Fontenelle, responsável por um de meus documentários favoritos dos últimos anos, Loki (e ainda ganhei o DVD autografado do filme!). Também fiquei encantado com a dedicada avó do jovem Maurício, que acompanhou o neto todos os dias até o curso, tricotando do lado de fora da sala enquanto a aula acontecia – e que me fez ficar com saudades imensas de minha querida avó-madrinha Lourdes.

Foi uma semana cansativa, como já disse, mas também recompensadora. Foram duas ótimas turmas que me renderam presentes (literais e simbólicos) inesperados. Grande semana.

(Mas chega de cursos à tarde!)

E vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
Turma da Tarde
 
Infra-estrutura: 4,35 
Conteúdo: 4,81
Didática: 4,89
Estrutura do curso: 4,57

Média geral: 4,65.

Turma da Noite
 
Infra-estrutura: 3,89
Conteúdo: 5 (primeira vez que este quesito ganha uma média perfeita)
Didática: 4,89
Estrutura do curso: 4,74

Média geral: 4,63.

Média geral das duas edições: 4,64. O curioso é que a mesmíssima coisa aconteceu em São Paulo: a turma da tarde, um pouco mais vazia (mas não muito), avaliou o espaço das aulas bem mais positivamente. E em ambas as vezes a média geral da turma da tarde ficou exatos dois décimos acima da média da noite. Interessante.

Para concluir, a foto tradicional de formatura das duas turmas: respectivamente, tarde e noite (clicáveis).

Curso – 28a. Edição (Tarde e Noite) – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 9 comentários

Em São Paulo, pela primeira vez encarei duas turmas na mesma semana: uma à tarde (de 14h às 17h) e outra à noite (de 19h às 22h). Foi infinitamente mais cansativo do que eu imaginava, mas, como verão, fiquei satisfeito ao constatar que ambas as turmas tiveram percepções similares do curso, resultando em notas parecidas. Isto não deixa de ser curioso, já que eram grupos muito diferentes um do outro: enquanto o pessoal da tarde era mais sério, o da noite brincava e ria freqüentemente. Isto trouxe vantagens e desvantagens: por um lado, uma turma alegre é sempre bacana, por outro, aqui e ali tive que me esforçar para controlá-los a fim de não perder tempo de aula. Seja como for, gostei de ambas e fiquei muitíssimo feliz com a participação, o envolvimento e as interessantes perguntas que fizeram. (Além disso, fiquei alegre também em rever dois ex-alunos que decidiram fazer o curso pela segunda vez, o que sempre me deixa satisfeito por perceber que realmente apreciaram a experiência.)

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
Turma da Tarde
 
Infra-estrutura: 4,03
Conteúdo: 4,6
Didática: 4,9
Estrutura do curso: 4,43

Média geral: 4,49.

Turma da Noite
 
Infra-estrutura: 3,7 (curioso, já que era a mesmíssima sala; talvez o cansaço do fim do dia tenha pesado na avaliação)
Conteúdo: 4,76
Didática: 4,84
Estrutura do curso: 4,57

Média geral: 4,47.

Média geral das duas edições: 4,48 (a mesma da edição passada, que ocorreu em Salvador).

Para concluir, a foto tradicional de formatura das duas turmas: respectivamente, tarde e noite (clicáveis).

Curso – 27a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 22 comentários

O curso em Salvador começou com o pé esquerdo: depois de uma verdadeira batalha para conseguir uma sala que fosse boa e bem localizada, recebi a notícia, a uma semana do início das aulas, que o espaço alugado havia sido “retomado” pelo dono do prédio e não estaria mais disponível. A empresa responsável pela locação me apresentou duas possibilidades: cancelar a locação ou mudar o curso para uma outra sala no mesmo prédio que, apesar de não ser tão espaçosa ou confortável quanto a original, conseguiria abrigar todos os alunos. Faltando uma semana para as aulas, optei pela segunda alternativa.

Infelizmente, a sala deixava muito a desejar. Percebendo isso, expliquei a situação para os alunos no início da primeira aula e me ofereci para devolver a matrícula de quem desejasse desistir do curso em função do espaço. Claro que eles nem haviam conhecido o espaço original e, portanto, não saberiam que uma troca havia ocorrido – mas achei que esclarecer isto seria a coisa honesta a fazer. Felizmente, ninguém desistiu. Ainda assim, as cadeiras eram tão ruins que exigi uma outra solução para a empresa responsável pela locação – e a partir do segundo dia, elas foram trocadas por cadeiras bem mais confortáveis. No final, o espaço não foi um desastre, mas ainda assim ficou bem aquém do padrão que costumo manter ao escolher as salas para o curso.

Dito isso, a turma foi divertida, simpática e muito, muito, muito, muito perguntadeira. Uma das que mais perguntaram até hoje – o que exigiu um certo controle para que o tempo não se esgotasse antes do conteúdo.

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
 
Infra-estrutura: 3,23 (a menor nota até hoje, jogando a média geral lá pra baixo)
Conteúdo: 4,92
Didática: 5 (sim, todos os alunos deram nota máxima! Perfect score!)
Estrutura do curso: 4,77

Média geral: 4,48.

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clicável):

Curso – 26a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 19 comentários

2011 começou para o curso da melhor maneira possível ao comprovar a simpatia dos alunos gaúchos que eu já havia descoberto no ano passado, na 15a. edição. Com uma turma adorável e muito participativa, as aulas foram uma delícia, servindo para matar as saudades que eu estava sentindo da dinâmica destes encontros com grupos de pessoas apaixonadas por cinema a ponto de dedicarem 15 horas de sua semana a um papo dedicado à Sétima Arte.

Também aproveitei estes cinco dias em Porto Alegre para conhecer melhor a cidade – e se da vez passada me apaixonei pelo Museu Iberê Camargo, desta vez fui conquistado pela Casa de Cultura Mário Quintana, um espaço no qual passei quase três horas inesquecíveis. (E o Mercado Público e o Jardim Botânico não ficam muito atrás.)

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
 
Infra-estrutura: 4,31
Conteúdo: 4,91
Didática: 4,94
Estrutura do curso: 4,78

Média geral: 4,73 – a segunda melhor nota de todas as turmas, perdendo apenas para a 11a. edição, em Curitiba!

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clicável):

Calendário de cursos 2011

postado em by Pablo Villaça em Curso | 106 comentários

É possível que haja alterações – especialmente porque meu segundo curta está em pré-produção e devemos rodá-lo no primeiro semestre -, mas o calendário de cursos para 2011 por enquanto é o seguinte:

28 de Março a 01 de Abril – Porto Alegre (Teoria, Linguagem e Crítica) – MATRÍCULAS ENCERRADAS!

11 a 15 de Abril – Salvador (Teoria, Linguagem e Crítica) – MATRÍCULAS ABERTAS! (ESGOTADO!)

23 a 27 de Maio – São Paulo (Teoria, Linguagem e Crítica) – MATRÍCULAS ABERTAS! (NOVA TURMA À TARDE. TURMA DA NOITE ESGOTADA!)

06 a 10 de Junho – Rio de Janeiro (Teoria, Linguagem e Crítica) – MATRÍCULAS ABERTAS! (NOVA TURMA À TARDE. TURMA DA NOITE ESGOTADA!)

13 a 17 de Junho – Belo Horizonte (Teoria, Linguagem e Crítica) – MATRÍCULAS ABERTAS! (ESGOTADO!)

27 de Junho a 01 de Julho – Recife (Teoria, Linguagem e Crítica)

08 a 12 de Agosto – Belo Horizonte (módulo 2: “Forma e Estilo”)

15 a 19 de Agosto – São Paulo (módulo 2: “Forma e Estilo”)

22 a 26 de Agosto – Rio de Janeiro (módulo 2: “Forma e Estilo”)

Ebertfest

postado em by Pablo Villaça em Curso, Premiações e eventos, Variados | 30 comentários

Não vou repetir pela enésima vez o quanto admiro Roger Ebert (para ver tudo o que já escrevi sobre o primeiro Pulitzer da crítica cinematográfica, clique aqui). E como quem me acompanha aqui já sabe, fui honrado por ele ao ser convidado a publicar meus textos em seu site oficial no jornal Chicago Sun-Times. Pois agora Ebert me deu outro presente: não só me convidou a participar de seu “Overlooked Film Festival” (ou Ebertfest), que chega este ano à 13a. edição, como ainda me incluiu entre os convidados oficiais do evento, convocando-me a participar de um debate sobre crítica durante o festival.

E ao ver meu nome em uma lista de convidados de Ebert que inclui também os teóricos David Bordwell e Kristin Thompson, pelos quais tenho admiração irrestrita (e cujos trabalhos estão moldando o módulo 2 do curso que inaugurarei no segundo semestre), só posso concluir que é honra demais para um mineiro só.

(Aliás, por falar no curso, o cineasta Richard Linklater, cujo Antes do Amanhecer é parte importante do módulo 1, estará presente no festival – assim como a atriz Tilda Swinton, o ator/diretor Tim Blake Nelson e o veterano cineasta (e lenda viva) Norman Jewison.)

Estou feliz.