Curso

Carinho de um ex-aluno

postado em by Pablo Villaça em Curso | 6 comentários

Hoje recebi pelo correio um pacote de um ex-aluno que me encheu de alegria – não só pelo conteúdo (um boneco de Dexter, a primeira temporada de Community, um livro de adesivos de Alice para Nina e um cofre do Homem-Aranha para Luca), mas pela gentileza e pelo carinho do gesto. Acompanhava um cartão postal de Los Angeles, onde este ex-aluno agora reside, com as palavras:

“Para o melhor crítico do Brasil… e seus pequenos cinéfilos. Com muito carinho, Tiago Barreiro”.

Tiago, muito, muito, muito obrigado.

Fiquei feliz e comovido. De verdade.

Cenas em Detalhe #02

postado em by Pablo Villaça em Cenas em detalhe, Cinema, Curso, Videocast, Vídeos | 38 comentários

Update: Gravei um videocast a fim de me deter com mais calma em outros elementos da cena e transformei o vídeo sobre Os Bons Companheiros em Cenas em Detalhes #01:

Post original:

Uma nova série para animar o blog em 2011: de vez em quando, tentarei analisar alguns detalhes que julgo fundamentais para a eficácia de cenas importantes do Cinema (algo como fiz com o vídeo sobre Os Bons Companheiros, mas em formato de texto). Como revi Alien, o Oitavo Passageiro ontem com Luca, pensei em começar com o longa de Ridley Scott.

E é claro que estou falando da morte de Kane (John Hurt) durante o jantar.

(Infelizmente, só consegui encontrar esta versão no YouTube. O ideal seria que ela começasse 30 segundos antes e terminasse apenas no fim da cena, mas…)

Imediatamente antes do jantar, Kane acorda miraculosamente depois de permanecer um bom tempo com o facehugger enrolado em seu pescoço. Ainda na enfermaria, ele surge bebendo vários copos de água enquanto os colegas, visivelmente aliviados, questionam seu estado e parecem se animar com sua fome – aparentemente, um bom sinal de recuperação. E é aí que saltamos para o refeitório e acompanhamos a conversa alegre do grupo enquanto Kane, em particular, conta um caso ao mesmo tempo em que devora a comida numa curiosa manifestação de apetite. O objetivo, aqui, é estabelecer um choque pelo contraste, construindo um tom alegre apenas para substituí-lo bruscamente pelo trágico.

É aí que Ridley Scott inclui o primeiro elemento que estabelece uma atmosfera de desconforto e inquietude (e que, infelizmente, não está na versão acima): enquanto Kane come, Scott detém sua câmera em Ash (Ian Holm), que, ao contrário dos companheiros, surge sério e – mais importante – observando o paciente atentamente. Porém, seu olhar não traz preocupação ou interesse, mas algo estranho ao momento: uma certa antecipação, como se aguardasse que algo ocorresse.

Trata-se, claro, não só de um plano fundamental para o tom da cena, mas também de uma pista: mais tarde, descobriremos que Ash é um andróide enviado pela empresa com o objetivo de coletar a espécie alienígena mesmo que isto implique na morte da tripulação – e a esta altura, ele obviamente já sabe que o facehugger deixou algo em Kane antes de morrer e que as conseqüências serão visíveis a qualquer instante (mesmo que não saiba exatamente o que ocorrerá).

É então que Kane parece engasgar e o realismo da cena é intensificado pela reação despreocupada de seus colegas: Parker faz uma piada sobre a comida enquanto Ash permanece atento. Neste instante, Scott corta para as costas de Hurt enquanto Parker (Yaphet Kotto) finalmente se dá conta de que algo está ocorrendo. Ao mesmo tempo, a leve batida de coração que havia surgido discretamente na trilha quando Hurt começara a engasgar se torna consideravelmente mais audível, ressaltando a tensão e, claro, os momentos finais de vida do personagem. Ainda assim, vemos a mão de Dallas (Tom Skerritt) bater nas costas de Kane, ainda julgando tratar-se de um engasgo, enquanto todos se levantam, mais tensos.

Menos Ash, que permanece impassível. Justamente o oficial de Ciências da Nostromo, responsável pela saúde da tripulação. E por que ele deveria se mover? Ele, afinal, é o único que sabe o que está ocorrendo. É somente depois que Kane começa a cair sobre a mesa e que todos já se levantaram para ajudá-lo que Ash finalmente se move com um olhar resoluto: agora ele tem certeza de que o acontecimento que esperava teve início.

A dinâmica dos demais personagens também se revela importante como indicativo de suas personalidades: Parker, sempre impulsivo, e Dallas, o líder da nave, rapidamente tentam controlar a situação, ao passo que Lambert (Veronica Cartwright) se mantém paralisada até ser empurrada por Ash para que este possa se aproximar de Kane. Enquanto isso, Brett (Harry Dean Stanton), que sempre acompanha o amigo Parker, pode ser visto ao fundo observando a ação deste. Ripley, até aqui, permanece fora de campo – o que condiz com a lógica da narrativa de trazê-la para o centro apenas gradualmente até revelá-la como a verdadeira protagonista do projeto.

Scott volta ao plano mais elevado, que se contrapõe diametralmente àquele, levemente inferior, no qual víamos Kane comer, enquanto John Hurt se debate sobre a mesa enquanto é agarrado pelos companheiros. (É curioso observar como sua morte, antecipada por convulsões, não deixa de ser similar à morte de Daryl Hannah em Blade Runner, que Scott dirigiria três anos depois.)

Voltamos, então, a ver os esforços da tripulação: Parker tenta enfiar um objeto na boca de Kane, talvez pensando se tratar de uma convulsão, enquanto Dallas, Ash e (finalmente) Brett seguram o corpo do sujeito. Nesse momento, Ripley enfim surge em cena observando, com a expressão preocupada, por cima e por trás de Parker – e é importante perceber como sua postura firme se contrapõe à da única outra mulher na nave, Lambert, que pode ser vista logo a seguir em um ângulo alto (que a torna menor e mais frágil em comparação com o ângulo no qual víramos Ripley).

Descartando uma trilha instrumental, enquanto isso, Scott e seus montadores investem apenas nos gritos de John Hurt, no som de objetos sendo empurrados e, claro, na batida cada vez mais óbvia do coração.

Até então, no entanto, os planos vinham se sucedendo com um ritmo relativamente mais “lento”: oito segundos para o plano no qual Kane cai sobre a mesa e começa a ser socorrido, três segundos para o contraplano mais elevado e mais sete segundos para aquele que retorna ao ponto de vista original. A partir daí, porém, tudo se acelera, antecipando a revelação do que está ocorrendo e, claro, contribuindo para inspirar no espectador a clara sensação de tragédia iminente – e, além disso, pela primeira vez Scott inclui outros enquadramentos além dos dois básicos iniciais: dois segundos para Lambert, dois segundos para Kane se debatendo, um segundo para o plano “original” (aquele levemente inferior que abre a cena), dois segundos novamente para Kane, um segundo para Ash e outros dois segundos para Kane. Com isso, não só a ação de todos é enfocada, mas também a posição de cada um.

Nesse momento, uma mancha vermelha explode na camisa de Kane, levando Lambert (claro) a gritar.

E é aqui que Ridley Scott faz uma coisa de gênio: a ação é interrompida por dois segundos. Kane pára de se movimentar, Parker e Dallas olham para o colega com expressões confusas e o tempo parece congelar. É esta pausa de incomprensão que torna tudo tão apavorante, levando o público a perceber que algo horrível acabou de ocorrer – mesmo que ainda não saibamos  (nós e os personagens) exatamente o quê.

Kane, então, volta a se debater e a gritar de dor e todos parecem recuperar a presença de espírito, voltando a agarrá-lo. Os planos continuam a se suceder com rapidez: um ou dois segundos no máximo antes de cada corte. Até que o alien dá o primeiro golpe visível de dentro do tórax de Kane e todos finalmente soltam o companheiro, assustados. Voltamos, então, a Kane num curtíssimo plano no qual vemos o alien se arremessar para fora do corpo de sua vítima, gritando como um recém-nascido. O sangue espirra pelo refeitório e, depois de um rapidíssimo plano que traz Parker, Ripley, Brett e Dallas se afastando, Ridley Scott conclui sua piada de humor negro ao trazer a histérica Lambert sendo banhada, aos gritos, pela hemorragia do amigo. Voltamos ao plano anterior e, agora, todos se moveram para longe do companheiro – e vemos Ripley, embora chocada, tentando olhar por sobre os ombros de Parker (a esta altura, Lambert já está tremendo e evitando encarar o corpo do colega).

Só aqui Scott e os montadores voltam a diminuir o ritmo da cena num plano mais demorado, de dez segundos, que finalmente revela o vilão do filme e as conseqüências de sua aparição – e enquanto Lambert permanece chorando ao fundo, o tom macabro do incidente é salientado pelas mãos trêmulas de Kane em seus espasmos de morte.

E é apenas aí que percebemos que as batidas de coração da trilha não pertenciam ao oficial de John Hurt, mas à criatura que se encontrava prestes a nascer.

Mesmo personagem, atores diferentes

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Curso | 12 comentários

Uma das coisas que discuto no curso de Teoria, Linguagem e Crítica (mais especificamente na aula sobre roteiros) é a distinção na maneira com que o público se relaciona com os personagens em mídias diferentes: literatura, teatro e cinema. Basicamente, enquanto em um livro você tem um nome enriquecido por adjetivos, tendo total liberdade para imaginá-lo como bem entender, em um filme você tem um rosto e uma composição intrinsecamente envolvidos na equação, o que limita a participação do espectador na composição do personagem, mas faz com que este se torne mais palpável.

Uma das várias conseqüências é que o ator ganha muito mais peso, tornando-se quase tão importante quanto o personagem que está vivendo em alguns casos. Ao discutir Fogo Contra Fogo, por exemplo, não seria incomum ouvir alguém se referindo à dupla central como “Pacino e De Niro” em vez de usar os nomes de suas criações, Vincent Hanna e Neil McCauley. Caso estivéssemos discutindo um livro, por outro lado, os personagens imediatamente dominariam o debate até mesmo pela necessidade de usarmos seus nomes.

Esta é uma questão que se torna ainda mais delicada quando estamos tratando de filmes nos quais um importante personagem envelhece ao longo da narrativa: dependendo da dinâmica do roteiro e do tempo gasto com cada encarnação deste personagem, o espectador pode simplesmente repudiar aquela mesma figura com a qual vinha se envolvendo até então em função do simples fato de ela agora ter um novo rosto. Percebam: é exatamente a mesma construção fictícia (mesmo quando inspirada em figuras reais, vale ressaltar), mas ao a reencontrarmos com uma nova face, tendemos a tratá-la como se fosse uma desconhecida – e é relativamente comum que adotemos “favoritos”, levando-nos a sentir uma queda na narrativa quando nosso escolhido deixa a projeção mesmo que o personagem continue lá.

Uma saída comum e óbvia, claro, é a de escalar intérpretes mais conhecidos para encarnar a versão que terá mais tempo de tela e torcer para que as demais versões se sustentem ao longo da narrativa. Uma outra opção, relativamente comum, é a de apresentar o personagem em uma determinada época de sua vida apenas para retornar rapidamente, em flashback, para sua juventude, fornecendo ao espectador a informação de aqueles diferentes rostos que acabou de conhecer em poucos minutos pertencem à “mesma” pessoa e, assim, diminuindo o potencial choque que ocorreria ao enfocar uma nova fase de sua trajetória.

E também é por esta razão que tantos diretores insistem em usar o mesmo ator para viver todas as fases de um personagem, mesmo que isto seja absurdo de um ponto de vista puramente físico, obrigando-nos a aceitar adultos de trinta e tantos anos encarnando adolescentes enquanto torcem para que a maquiagem despiste um pouco a falta de lógica da situação (vide Wagner Moura em VIPS, Kevin Spacey em Uma Vida Sem Limites e, de forma satírica, John C. Reilly em Walk Hard).

Por outro lado, há ocasiões em que a construção do personagem é tão forte que mesmo saltos imensos em sua jornada soam perfeitamente naturais, mesmo que subitamente estejamos vendo um rosto desconhecido atendendo pelo nome que até então vínhamos associando a outro intérprete. Ainda assim, isso tende a funcionar melhor quando o ator com mais tempo de tela é um desconhecido do público, não trazendo bagagem própria para o filme – algo como Will Wheaton em Conta Comigo (quando é substituído pelo rosto familiar de Richard Dreyfuss) ou no recente Bravura Indômita.

Seja como for, usar atores diferentes para encarnar o mesmo personagem em um filme é sempre uma proposta arriscada e que estabelece uma dinâmica particular sempre que empregada, podendo destruir um bom projeto com relativa facilidade.

(Como curiosidade/complemento da discussão, indico o tumblr “Kid Casting“, devotado a trazer imagens de personagens vividos em diferentes fases por um ou mais atores.)

Curso – 25a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 13 comentários

Com esta edição, o curso de Teoria, Linguagem e Crítica entra oficialmente de férias. Apenas em 2009 e 2010 foram 646 alunos – um número que, confesso, chega a me assustar. (Aliás, criei um álbum no Facebook com fotos de 18 das 25 turmas que tive até hoje. E é uma pena que não tenha imagens das 7 turmas restantes.)

A turma de Belo Horizonte, aliás, se revelou divertidíssima – e no último dia demonstrou também sua generosidade ao me ofertar um presente que sempre levarei no coração. Esta, aliás, foi a maior turma que tive em BH até hoje, 49 alunos, perdendo no geral apenas para os 52 integrantes do curso em Porto Alegre. E o bacana é que as vagas se esgotaram em apenas cinco dias, o que me deixa felicíssimo ao perceber que o curso vem gerando um boca-a-boca bastante positivo.

Por outro lado, a sala deixou um pouco a desejar, o que acabou baixando a média geral desta edição. Uma pena.

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
 
Infra-estrutura: 3,82
Conteúdo: 4,75
Didática: 4,93
Estrutura do curso: 4,54

Média geral: 4,51.

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clicável):

Noite de arromba. Ao menos no papel. Literalmente.

postado em by Pablo Villaça em Curso, Variados | 14 comentários

Um dos aspectos deliciosos do curso de Teoria, Linguagem e Crítica, para mim, é a possibilidade de conhecer novas pessoas. Em cada edição do curso ganho a chance de fazer novos amigos, de estabelecer novas relações de afeto e sempre carrego ótimas lembranças de cada turma. Além disso, é sempre muito gostoso saber que os alunos têm a chance de estabelecer amizades com pessoas que antes não conheciam e que, afinal, dividem interesses similares – no caso, o amor pelo Cinema.

Em Manaus não foi diferente. E não sei se fico mais feliz de saber que, meses após o curso, a turma continua a se encontrar ou por ainda fazer parte das festanças dos alunos, mesmo que apenas no papel.

Dito isso, testemunhem um crime ocorrendo diante das câmeras:

A noite começou inocentemente, com bate-papo, piadas e casos…

 

Houve uma confraternização inocente, já que há muito tempo não nos encontrávamos…

 

E a alegria do reencontro era visível em nossos rostos.

 

Sem poder usar as mãos, fui gentilmente alimentado com comidinha na boca…

 

Mas logo aproveitaram minha vulnerabilidade para forçar álcool garganta abaixo:

 

Grogue, fui humilhado…

 

E logo o assédio teve início.

 

Inocente e alcoolizado, fui violentado.

 

Mas resolvi, por alguma razão, não prestar queixas à polícia.

Curso – 24a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | Comente  

Depois de mais de dois meses longe da sala de aula, eu já estava com saudades do contato com os alunos e, assim, a sensação de voltar ao curso foi boa o bastante para compensar o cansaço provocado por três semanas longe de casa (voltei rapidamente a BH depois da Mostra, mas fiquei apenas dois dias com as crianças). Contando com dois alunos que estavam fazendo o curso pela segunda vez, a 24a. edição do Teoria, Linguagem e Crítica foi mais uma oportunidade de conhecer pessoas apaixonadas pelo Cinema e de fazer novos amigos – além de subir o total de alunos nos últimos dois anos para 597. Surprised

Ah, sim: e como não ficar feliz ao receber uma nota 5 como média em “Didática”? (Sim, todos os alunos deram nota máxima neste quesito!) Smile

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
 
Infra-estrutura: 4,06
Conteúdo: 4,81
Didática: 5 (yes!)
Estrutura do curso: 4,61

Média geral: 4,62.

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clicável):

Curso em Belo Horizonte e São Paulo

postado em by Pablo Villaça em Curso | 22 comentários

Matrículas em BH abertas! (Curso entre 29 de novembro e 03 de Dezembro)

Update: Em apenas dois dias, 62% das vagas em BH já foram preenchidas.

Aproveito para anunciar o curso em São Paulo de 8 a 12 de novembro!

Próximas edições do curso

postado em by Pablo Villaça em Curso | 123 comentários

A próxima edição do curso em BH já tem data: 15-19 (esqueci do feriado do dia 15) 29 de novembro a 3 de dezembro.

Porém, preciso definir duas cidades para as semanas de 8 a 12 e de 22 a 26 de novembro.

Idéias? Sugestões?

Curso – 23a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 12 comentários

O mês de agosto foi desgastante. Com três viagens praticamente em seqüência (Manaus, Curitiba e Brasília), completei 561 alunos apenas em 2009 e 2010, levando o curso para 11 cidades diferentes em todas as regiões do Brasil. Neste processo, conheci muita gente bacana, fiz vários novos amigos e me orgulho de ter percebido uma mudança óbvia na postura de todas as turmas diante do Cinema ao final de cada edição. Além disso, as notas obtidas pelo curso, que jamais ficaram abaixo de 4,07 (num total possível de 5), me fazem ter a certeza de que o Teoria, Linguagem e Crítica vem cumprindo um importante papel na formação de espectadores mais rigorosos e detalhistas.

Algo que ficou muito claro simplesmente através da participação em aula dos alunos de Brasília, que, extremamente perguntadores, obviamente aumentaram a complexidade de suas questões com o passar dos dias – o que sempre me estimula bastante como professor. (Aliás, esta foi mais uma turma incrivelmente simpática, carinhosa e generosa, o que sempre facilita tudo, claro.)

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
 
Infra-estrutura: 4
Conteúdo: 4,73
Didática: 4,90
Estrutura do curso: 4,66

Média geral: 4,57 – exatamente a mesma nota da última edição ocorrida em Brasília! (Coerência é isso aí! Tongue out)

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clicável):

Curso – 22a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 35 comentários

Acho que tenho que mudar para Curitiba. Não pode ser coincidência o fato de que as duas maiores médias obtidas pelo curso tenham ocorrido em edições realizadas na capital paranaense. Ou talvez estas notas sejam apenas uma retribuição, já que minha paixão por esta maravilhosa cidade é pública e notória. Seja como for, completei, aqui, a assombrosa marca de 516 alunos em menos de dois anos, contando apenas aqueles que fizeram o curso de janeiro de 2009 em diante. Além disso, tive a honra de conhecer mais uma turma absurdamente carismática e divertida, o que sempre é um ponto positivo. Foi, em suma, uma semana encantadora.

E agora vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
 
Infra-estrutura: 4,75
Conteúdo: 4,71
Didática: 4,89
Estrutura do curso: 4,5

Média geral: 4,71 – a segunda maior nota que o curso já obteve, ficando atrás apenas de… Curitiba (edição de junho de 2009). 

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clicável):