Curso

Tara secreta

postado em by Pablo Villaça em Curso | 19 comentários

(Update: Clique na imagem para ver uma versão maior e – mais importante! – mais fiel à realidade.)

O ilustrador Bernardo Bulcão, que fez o curso de Teoria, Linguagem e Crítica em Manaus, publicou um breve post sobre a experiência – e a completou com a seguinte imagem, que revela algo que me embaraça sobre meus gostos sexuais:

Outras manifestações de carinho

postado em by Pablo Villaça em Curso, Variados | 33 comentários

(Antes de iniciar este post, publico o link para o texto do jornalista Dante Graça, do Diário do Amazonas, que comentou sobre o curso em seu blog.)

Tenho procurado cada vez mais me focar nas mensagens positivas enviadas por leitores e ignorar as provocações e trollagens – e só não posto todos os emails carinhosos que venho recebendo porque tenho que manter meu ego (já avantajado) sob controle (ainda assim, respondo feliz a todos os emails do tipo que recebo). Recentemente, porém, recebi mais duas mensagens que me deixaram tão alegre que, com a devida autorização de seus remetentes, achei que valeria a pena compartilhá-las com vocês.

A primeira foi enviada por Pedro Gabriel:

“Meu nome é Pedro Gabriel Campos, tive o primeiro contato com o site cinema em cena quando assisti pela primeira vez o filme Magnólia (um dos meus filmes favoritos). Quando acabei de ler a sua crítica sobre o filme, fiquei embasbacado, por se tratar de uma crítica extremamente bem escrita e explicativa sobre os fenômenos sobrenaturais que acontecem ao longo da projeção. Ao longo do tempo e dos acessos em suas críticas, fui me tornando um dos seus mais ferrenhos críticos, por não concordar com a maioria de suas opiniões (principalmente o fato irritante de ter dado duas estrelas para o filme Gladiador).

Desde então, lhe criticava com farta violência, deixando o meu lado emocional falar mais alto. Foi então que li a sua crítica sobre o filme O Grande Truque, e vi o grande crítico que você é. Nos seus vídeos mais recentes, me simpatizei com a sua pessoa. Não concordo com o seu posicionamento político, mas mesmo assim eu o respeito, respeito porque vejo em você um excelente ser humano, com um sensacional ponto de vista em relação ao mundo e as questões sociais.

Um cara que não fica em cima do muro, que sabe o que fala e defende com maestria e elaborados argumentos o seu ponto de vista. E nesses últimos meses acompanhando o seu blog, vi que você nunca foi um canastrão como eu costuma pensar, e sim, um homem que ama o cinema.

E por amar o cinema como eu amo é que lhe respeito e admiro, tornando-se no meu ponto de vista, o melhor crítico de cinema que o Brasil tem hoje.

Sua crítica sobre o filme Inception é uma das coisas mais impressionantes que eu já li sobre um filme. Li com atenção cada pedacinho de ideia, cada palavrinha, cada percepção sobre os acontecimentos da película e fiquei comovido ao saber que àquele crítico que eu julgava ser um canastrão, na verdade é uma das pessoas mais sensatas que o mundo da crítica cinematográfica já teve o prazer de conceber.

Te admiro muito, e torço para que sua carreira continue voando alto. Parabéns.”

O email seguinte foi enviado por Luccas Cigoli, que, com apenas 15 anos, me surpreendeu pela qualidade de sua escrita (embora eu pudesse dispensar o tratamento de “senhor”, que me faz sentir um velho):

“Primeiramente, gostaria de me apresentar. Meu nome é Luccas Cigoli, tenho 15 anos, moro em São Paulo e sou um grande admirador do seu trabalho. Desde meus 14 anos, eu tenho um interesse muito grande sobre o mundo da sétima arte e os grandes expoentes que elevaram esse universo paralelo. Sou apaixonado por cinema e pretendo fazer faculdade, e por conseguinte, trabalhar com isso, mais futuramente. Como eu tinha dito anteriormente, aos 14 anos eu já tinha um grande apreço com o cinema, e o fator que mais me deu força para continuar, é ler e aprecisar o que o senhor faz.

 
Há muito tempo faço questão de ler todas as críticas que o senhor faz e digo, com imenso orgulho, que o senhor é um profissional espetacular. De fato, tem a minha admiração. Pretendo fazer cinema e me espelho muito no seu conhecimento, na sua escrita e até mesmo nos seus “VideoCast’s”. Todo adolescente costuma carregar da infância, um super-herói para admirar e tentar ser igual. Não sou mais criança, mas garanto que o senhor é o meu ídolo.
 
Comecei a participar do fórum do CinemaEmCena, a fim de conhecer mais uma comunidade voltada à setima arte, e consequentemente, para obter mais conhecimento. Infelizmente não participei dos seus cursos, e acho que nem poderia por causa da minha idade, contudo, futuramente, se houver possibilidade, faço questão de estar junto ao senhor, para aprender com o meu grande ídolo. Não é querer “puxar-saco”, de forma alguma. É admiração.  Muita admiração.
 
Tenho muito orgulho de ver que o senhor continua realizando esse trabalho de uma forma magistral, e claro, tenho certeza que não sou o único que acha isso. Bem, precisava mandar esse email, principalmente agora que encontrei o endereço. Só de estar comentando sobre essa paixão pelo cinema e essa admiração, já ganho, naturalmente, mais ímpeto para a minha caminhada. Agradeço por tudo que o senhor fez para a nossa comunidade de amantes do cinema. Um forte abraço.”
Como é bom ter leitores como eles e vocês. 🙂

Curso – 21a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 18 comentários

Estou feliz. Mais uma turma “formada” e 38 novos amigos feitos. O curso em Manaus me apresentou a um grupo divertido que se manteve animado (e perguntador) do início ao fim – e a experiência, já positiva pela dinâmica das aulas, se tornou ainda melhor com o convite, no último dia, para conhecer o restaurante “O Chefão”, que, como podem imaginar, traz uma decoração repleta de referências à minha amada trilogia. Aliás, até mesmo o cardápio oferece opções inspiradas pelos filmes, o que me levou a pedir um sanduíche (delicioso e gigantesco) que agora me permite dizer sem qualquer ironia (ou com um pouco dela) que comi o “Marlon Brando”. Hum… eu deveria ter pensado melhor antes de descrever o sanduíche como “delicioso e gigantesco”.

E agora vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
 
Infra-estrutura: 4,08
Conteúdo: 4,75
Didática: 4,94
Estrutura do curso: 4,78

Média geral: 4,64 – a terceira maior nota que o curso já obteve, ficando atrás apenas de Curitiba e São Paulo (edição de maio de 2010). 

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clicável):

Tristeza por um ex-aluno

postado em by Pablo Villaça em Cotidiano, Curso | 33 comentários

De janeiro de 2009 até agora, 450 alunos (sim, número redondo) passaram pelo meu curso de Teoria, Linguagem e Crítica. Não posso afirmar que me lembro de todos, logicamente, mas posso garantir que gravei a maior parte deles na memória. 
 
Acabo de receber a notícia que um deles cometeu suicídio ontem. Um dos integrantes da inesquecível turma de Porto Alegre. Não vou expor seu nome neste espaço por não saber como sua família reagiria a isso (creio que desaprovariam), mas lembro-me dele como um menino (20 anos) quieto, tímido (ao menos na sala de aula) e que veio conversar comigo praticamente ao fim de todas as aulas para tirar algumas dúvidas ou fazer comentários referentes ao que havíamos acabado de discutir. Lembro-me de brincar com ele por achá-lo muito diferente da foto que exibia no twitter e também por julgar que seu nick não condizia com sua idade. E também lembro-me de que, no último dia de aula, ele chegou com os cabelos completamente alterados em relação aos dias anteriores, o que me levou a brincar com a mudança.
 
20 anos não é idade para morrer. Especialmente desta forma. 
 
É claro que, com tantos alunos, eventualmente eu "perderia" algum. Mas ainda assim permaneço chocado. E entristecido. Muito. Mantenho um carinho imenso por muitas das pessoas que conheci nestes últimos dois anos – e ver uma delas partindo assim é algo que me faz sacudir a cabeça em incredulidade e certa desilusão.
 
Há muito para se viver. Há muito a se descobrir. Nada é tão terrível que não possa ser contornado. Não quando se tem saúde, juventude e amigos.
 
Meu amor vai pra ele e sua família. 

Teoria, Linguagem e Crítica em Brasília e Curitiba

postado em by Pablo Villaça em Curso | 6 comentários

Manaus: vagas ESGOTADAS!

Curitiba: restam CINCO vagas!

Brasília: matrículas (relâmpago) abertas!

Videocast Cinema em Cena – O Trabalho do Crítico ou Cenas em Detalhe #01: Uma Cena de Os Bons Companheiros

postado em by Pablo Villaça em Cenas em detalhe, Críticas, Curso, Videocast | 74 comentários

Teoria, Linguagem e Crítica em Curitiba (e Manaus)

postado em by Pablo Villaça em Curso | 33 comentários

Restam apenas NOVE vagas para o curso em Manaus!

E matrículas abertas para uma nova edição em Curitiba, que acontecerá entre 23 e 27 de agosto!

Arco narrativo por Os Sopranos

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Curso, Séries de tevê | 29 comentários

Diálogo extraído* do episódio "The Legend of Tennessee Moltisanti" (oitavo da primeira temporada), quando Chris (Michael Imperioli), frustrado com sua vida e tentando escrever um roteiro para cinema, discute o assunto com Paulie (Tony Sirico):

CHRIS
Você já teve a sensação de que nada de bom jamais
vai acontecer com você?

PAULIE
Sim. E nada aconteceu. E daí? Estou vivo. Sobrevivendo.

CHRIS
Exato. Eu não quero apenas sobreviver. Nos manuais de roteiro,
dizem que todo personagem tem um arco. Entendeu?

Paulie acena negativamente com a cabeça.

CHRIS (cont'd)
Tipo todo mundo começa em algum lugar e aí fazem alguma coisa
ou algo acontece com eles e muda suas vidas.
Isso é o arco deles. Cadê o meu arco?

Paulie continua a demonstrar não compreender o raciocínio de Chris.

CHRIS (cont'd)
Pegue Richard Kimble (de O Fugitivo), certo?
Não, não é um bom exemplo.  Seu arco é correr, correr,
pular na represa… correr.
Hum… (pausa)
Keanu Reeves, O Advogado do Diabo! Você viu esse filme?

PAULIE
Al.

CHRIS
Certo. Keanu é um advogado. Ele se deixa afetar pelo dinheiro,
pelo poder e pelo diabo. Então sua esposa diz pra ele:
"Você não é o homem com o qual me casei" e o abandona.
Viu o arco? Ele começa aqui e termina ali.
Cadê o meu arco, Paulie?

PAULIE
Garoto… Richard Kimble, o diabo-sei-lá-o-quê…
eles são faz-de-conta. Ei, eu também não tenho arco.
Eu nasci, cresci, passei alguns anos no exército, alguns mais na cadeia e aqui estou.
Um meio mafioso. E daí?

Diálogos como este merecem todos os aplausos do mundo: são inteligentes, elegantes e usam a metalinguagem como forma de expressar algo importante sobre os personagens sem que, com isso, o espectador perceba algum tipo de exposição – algo fundamental, como explico em meu curso. Coisa linda.

* Tradução minha.

Curso – 20a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 8 comentários

Uau. Vinte edições do curso de Teoria, Linguagem e Crítica (futuramente conhecido como "Módulo I"). Mas, mais importante do que isso, vinte encontros memoráveis com turmas que me encantaram (e encantam) de maneiras particulares e inesquecíveis – como foi o caso do pessoal do Rio, que, entre outras coisas, me fez rir muito ao longo das aulas (especialmente graças ao aluno "psicopata" e suas intervenções inconfundíveis). Com isso, concluo as edições deste primeiro semestre totalizando inacreditáveis 221 alunos somente em 2010, o que me obriga a repetir a reação que abre este post: "Uau". 

E agora vamos ao balanço e à explicação
habitual: como sempre, entreguei um
formulário ao
final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem "pontos" à
experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes
avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima
oitava
), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima
quinta
), 4,57 (Décima
quarta
), 4,47 (Décima
terceira
), 4,57 (Décima
segunda
), 4,76 (Décima
primeira
), 4,22 (Décima),
4,33
(Nona), 4,45 (Oitava),
4,07
(Sétima),
4,44
(Sexta)
e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes
itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5:
Infra-estrutura (instalações, recursos
audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de
exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos
conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
 
Infra-estrutura: 4,33

Conteúdo
: 4,75

Didática
: 4,89

Estrutura do curso
: 4,5

Média geral: 4,62 – a terceira maior nota do curso, empatando com Porto Alegre. 

E agora, vamos à foto tradicional de formatura (clicável):  

Curso – 19a. Edição – Balanço

postado em by Pablo Villaça em Curso | 19 comentários

"A turma perguntadeira". É assim que me lembrarei da divertida turma que formou esta décima nona edição (a quarta a ocorrer em São Paulo). Sempre estimulo muito os alunos para que façam perguntas durante as aulas, mas esta foi a primeira vez em que alguém disparou uma questão antes mesmo que eu abrisse a boca para ensinar o primeiro conceito do curso. No entanto, é preciso reconhecer que as indagações foram, em sua maioria, absolutamente pertinentes e inteligentes – e devo dizer que senti enorme simpatia por cada um dos 44 integrantes da turma. Um pessoal formidável, realmente.

E agora vamos ao balanço e à explicação
habitual: como sempre, entreguei um
formulário ao
final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem "pontos" à
experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes
avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima
quinta
), 4,57 (Décima
quarta
), 4,47 (Décima
terceira
), 4,57 (Décima
segunda
), 4,76 (Décima
primeira
), 4,22 (Décima),
4,33
(Nona), 4,45 (Oitava),
4,07
(Sétima),
4,44
(Sexta)
e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes
itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5:
Infra-estrutura (instalações, recursos
audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de
exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos
conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
 
Infra-estrutura: 4,26

Conteúdo
: 4,86

Didática
: 4,98 (só um aluno não me deu nota máxima (Miserável!), optando por um "4" em vez disso)

Estrutura do curso
: 4,62

Média geral: 4,68 – a segunda maior nota já obtida pelo curso. 

E agora, vamos à foto tradicional de formatura (clicável), que não conta com as presenças dos alunos João Papa e Bruno Sanchez. Em contrapartida, uma curiosidade: esta edição contou com alguém que fez o curso pela segunda vez – e tente descobrir o "Wally" ao comparar esta imagem com a da turma da qual ele participou anteriormente: