Discussões

Ainda a Foxlha e o “menino do MEP”

postado em by Pablo Villaça em Discussões, Política | 28 comentários

Para aqueles crédulos, ingênuos (eufemismo), que compram tudo o que sai impresso na Folha ou adotam a filosofia do "Se publicaram, é porque deve ter algum fundo de verdade", recomendo a leitura da edição de hoje (mas só a de hoje; não renovei minha assinatura do UOL, enojado que estou com um portal que faz parte do mesmo grupo de Foxlha e Veja, mas ainda tenho uma semana de "crédito").
 
Depois de publicarem o artigo revoltante acusando o Presidente da República de tentativa de estupro, a Foxlha resolveu fazer o dever de casa em função da péssima repercussão que sua atitude gerou. E vejam que surpresa: entrevistando companheiros de cela do Lula, carcereiros, o delegado e o próprio (suposto) "menino do MEP" (bem como sua esposa), o jornal apurou que nada estranho aconteceu.
 
Que surpresa.
 
Jornaleco vergonhoso.

Enquete do Senado

postado em by Pablo Villaça em Discussões, Política | 28 comentários

Confesso que eu já esperava isso: os líderes evangélicos, que estão fazendo um lobby pesado contra a lei que puniria discriminação contra homossexuais, moveram sua massa nos últimos dias da enquete sobre o assunto no site do Senado – e o "sim", que vencia por 2%, agora está perdendo para o "não". E hoje é o último dia. Triste.

Qual seria sua reação…

postado em by Pablo Villaça em Discussões | 143 comentários

… caso alguém publicasse o seguinte comentário aqui no blog:

"Eu apoio totalmente todas as pessoas que defendem os negros,
que adorariam que, quando seus filhos crescerem se
envolvessem com PRETOS, MULATOS e aprendessem que
isso é normal, que conhecer um amiguinho e que esse amiguinho seja
igual ao Jeremias, o amiguinho negro do Maurício de Sousa. E que em determinado dia seu filho chegasse com essas pessoas que
defendem os negros, e diga que está apaixonado por uma coleguinha negra, mas que gosta mesmo é de outra mais preta ainda, mas que tem uma queda por
cicrano que é mulatinha e que é por quem ele se apaixonou e querem
ir morar juntos. É papai sabe o que é? E que nós descobrimos que queremos
morrer juntos bem agarradinhos em nosso kitnet que nós alugamos lá
perto de uma bocada de droga que alivia as nossas dores. Ah! Eu adorei aquele filme que fala da vida daquele cantor preto dos anos 80 (cantor drogado e muito mais), a maneira como ele
alcançou a sua “liberdade” de uma maneira tão profunda e da maneira
como os seus pais o apoiavam em tudo. Ele era tão feliz naquela sua
vida de promiscuidade e droga nada lhe impunha limites. Eu quero ser
igual a ele, viver disfarçando em baixo de uma capa de mentira, que é
ser chamado "moreninho", toda a decepção, humilhação, angústia,
frustração e revolta. Ah como eu quero viver essa vida de derrota sem
nunca poder estudar porque o meu orgulho de ser preto não me permite
declarar para o mundo o quanto eu gostaria de estudar, o quanto eu
queria ser diferente, o quanto eu gostaria de ser normal como qualquer
outro homem branco. Ou seu filho chegar e dizer assim: Sabe pais, Eu tenho andado com uma
vontade de agarrar e beijar uma colega minha, e fazer tudo o que o me der
na telha como se fôssemos um casal comum interracial iguais aqueles
que vemos nas histórias em quadrinho e na TV. E: Sabe pai! Eu só não entendo por que toda vez que acabamos de nos
relaciona sexualmente, eu sinto um vazio tão grande na minha alma, como
se estivesse faltando algo na minha vida. Mas não se preocupa não, isso
logo passa quando eu me drogo. Ass: Pai branco de filhos brancos, graças a Deus".

E aí, caros? O que sentiriam ao ler estas palavras? O que teriam vontade de dizer ao sujeito? "Não, ninguém diria uma barbaridade dessas em voz alta, por mais racista que fosse!", você pode pensar. E estaria enganado. Porque alguém disse. Aqui, no comentário publicado em 26/11/2009, às 18:46.

Você defenderia o "direito de opinar" de alguém assim? Você realmente acha que este tipo de discurso deveria ser permitido?

Update: Para deixar bem clara minha posição quando pergunto se alguém tem "direito" de opinar: a praga do politicamente correto envolve a letargia de
ouvir barbaridades dessas e pensar "Bom, ele tem direito de falar
isso". Não, não tem. Da mesma forma que não teria o direito de dar um
soco na cara de alguém. As palavras ferem, sim. Mortalmente. Ferem indivíduos e ferem
causas. As coisas começam com um "Tenho direito de opinar!" e terminam
com vários vermes desses se unindo em torno de um "ideal" repulsivo e
fazendo lobby pesado, "legítimo", para que uma lei anti-racismo não
seja criada. Coisas assim se cortam pela raiz antes que cresçam e ganhem força.
E impedir que esse tipo de discurso odiento seja feito faz parte da
luta contra a intolerância.

Agora… quando eu digo "permitir" ou "não permitir", o que quero dizer é que é imperativo que falar algo assim seja
considerado CRIME. Jamais
me passaria pela cabeça amordaçar quem quer que seja. Mas a partir do
momento que o cara abrisse a boca e cagasse um discurso desses, ele
seria judicialmente responsabilizado (como um assassino ou estuprador,
ou seja, como um criminoso como outro qualquer) e mandado pra cadeia.

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