Editorial

Estatísticas do blog em 2011

postado em by Pablo Villaça em Editorial | 1 comente

Assim como fiz em 2009 e 2010, aproveito estes últimos dias do ano para fazer um balanço dos últimos 12 meses. Já comentei sobre os melhores momentos no Cinema e agora é a vez de relembrar o que se destacou aqui no blog:

 

Os 10 posts mais acessados em 2011 (segundo o Google Analytics):

1) Os malefícios da dublagem

2) Por que o MinC está certo em autorizar Maria Bethânia a captar 1,3 milhão para seu blog

3) Eu tenho cara de cearense? Obrigado!

4) Dexter – Quarta Temporada (também fiquei surpreso com este resultado)

(*) Pablo Villaca: mini-biografia (quinta página mais visitada em 2011, mas como não é post, não contarei no ranking)

5) Videocast Oscar 2011

6) Dez regras para salvar os cinemas

7) Fazer comédia não é fácil

8) Saldanha

9) Um Filme Sérvio e os ditadores do bom gosto

10) Lars von Trier NÃO É nazista

* menção honrosa: embora publicado há apenas uma semana, o post Somos humanos, não um canal de notícias quase ultrapassou o post sobre von Trier, publicado em maio.

 

Posts que tiveram 50 comentários ou mais em 2011:

1) Os malefícios da dublagem: 340 comentários (30/08)

2) Saldanha: 286 comentários (18/03)

3) Por que o MinC está certo em autorizar Maria Bethânia a captar 1,3 milhão para seu blog: 221 comentários (16/03)

4) Dez regras para salvar os cinemas: 122 comentários (24/02)

5) O que realmente aconteceu: 117 comentários (16/08)

6) Lars von Trier NÃO É nazista: 116 comentários (18/05)

7) Calendário de cursos 2011: 107 comentários (18/03)

8) Eu tenho cara de cearense? Obrigado!: 104 comentários (22/07)

9) Série Você em Cena #40: 100 comentários (12/01)

10) Pablo Luthor: 95 comentários (15/08)

11) Fazer comédia não é fácil: 86 comentários (14/05)

12) O rico Cinema Brasileiro (08/03) e Os gays vencerão (27/06): 78 comentários cada

14) Ofenda a mulher, desculpe-se para o homem: 73 comentários (03/10)

15) Nojo: 69 comentários (09/08)

16) Um Filme Sérvio e os ditadores do bom gosto (04/08) e Crepusculetes e seus pares (01/07): 63 comentários cada

18) Rio, 07 de abril de 2011 (07/04) e Ebert, ídolo (14/02): 62 comentários cada

20) Dublagem para os dubladores: 61 comentários (07/01)

21) Cinema em Cena: Rumo aos 14 anos: 60 comentários (06/04)

22) Belo Monte: decidir porque global falou é a gota d’água (25/11) e Videocast: Conan, o Bárbaro (14/09): 58 comentários cada

24) Novo Cinema em Cena!: 57 comentários (23/11)

25) Videocast Oscar 2011: 56 comentários (27/02)

26) In memoriam: 51 comentários (18/07)

27) Cinema: uma arte na qual todos são especialistas: 50 comentários (21/03)

Novo Cinema em Cena!

postado em by Pablo Villaça em Administrativo, Editorial | 58 comentários

E aí? O que acharam? Está rápido? Intuitivo? Agradável?

Ou não curtiram? 🙁

Aproveitem e leiam o editorial do Renato!

Cinema em Cena: Rumo aos 14 Anos

postado em by Pablo Villaça em Editorial | 61 comentários

Amigos,

o Cinema em Cena, como sabem, é mais do que um “projeto” para mim; é praticamente um filho. Abandonei a faculdade de Medicina para me dedicar a ele, abri mão de uma posição importante numa empresa fascinante como o InFilm em parte para não sacrificá-lo (os meus filhos “reais” também contaram na decisão) e investi os últimos 13 anos da minha vida no site. Construí minha carreira através dele e o vi se transformar na maior referência da Internet brasileira quando o assunto era a Sétima Arte.

E também o vi deixar de ser esta referência.

Sim, o site continua a ter um público colossal e minhas críticas, modéstia à parte, permanecem em evidência, mas há já algum tempo que o Cinema em Cena não é o ponto de destino obrigatório dos internautas em busca de notícias e matérias relacionadas ao Cinema. A navegação tornou-se difícil, o layout ficou ultrapassado e as atualizações diminuíram em ritmo e qualidade. Tivemos momentos de criatividade e produção esporádicos nos últimos três anos, mas que logo deram lugar ao costumeiro. Como se não bastasse, a grande rotatividade dos membros da equipe tornou-se insustentável e desestimulante.

Nos últimos dez dias, atingimos um ponto-chave em nossa história: ou mudávamos de vez a trajetória do site ou encerrávamos nossas atividades.

Mas um site com a história do Cinema em Cena, que hoje é o mais antigo do gênero na Internet brasileira, não pode acabar. Se fechássemos as portas, onde vocês poderiam ler, por exemplo, notícias publicadas em 1997 sobre a produção de Godzilla, A Ameaça Fantasma ou O Homem-Aranha? Só nosso arquivo já seria incentivo o bastante para persistirmos.

Porém, jamais no piloto automático. Nunca nos acomodamos e não é agora que faríamos isso.

Assim, depois de uma reunião fundamental com a diretoria da AeC, sócia do Cinema em Cena há 10 anos, tomamos três decisões fundamentais para o futuro do site:

1) Dentro de mais alguns dias, nossa redação mudará para o mesmo prédio no qual a própria AeC funciona. Isto será importante para que estejamos mais integrados ao dia-a-dia da empresa, facilitando a comunicação interna, a tomada de decisões e suas implementações. Além disso, a AeC tem sua sede num dos prédios mais tradicionais e conhecidos de Belo Horizonte, no alto da Avenida Afonso Pena, e isto refletirá de forma positiva no astral da equipe (apenas a vista da cidade e o centro de convivência inspirado no Google já deixarão nossos redatores mais alegres).

2) Aprovamos o orçamento para a reforma completa do Cinema em Cena: estrutura, tecnologia e layout. Os trabalhos começam imediatamente, mas o site, claro, se manterá online neste período enquanto o novo Cinema em Cena é construído.

3) Para que o Cinema em Cena retome o posto de referência, concluímos que o caminho lógico seria colocar à frente do projeto aquele que foi um dos principais responsáveis por fazer o site se tornar conhecido em primeiro lugar: um jornalista que construiu boa parte de sua carreira no Cinema em Cena, permanecendo sete anos na equipe. E, aliás, foi justamente sua saída que deu início ao nosso período menos invejável – para usarmos um eufemismo. Estou falando, claro, do meu querido amigo Renato Silveira, que assume imediatamente o cargo de Editor-chefe do Cinema em Cena, ganhando completa autonomia para reestrutuar seu conteúdo e linha editorial.

Como devem ter observado, se Renato assume o posto de Editor-chefe, isto quer dizer que perco meu emprego.

Verdade. Depois de 13 anos ocupando o cargo, decidi que era o momento de confiá-lo a alguém com uma visão nova, capaz de levar o Cinema em Cena por um caminho interessante e instigante. E Renato é esta pessoa. E é por esta razão, aliás, que publico este texto aqui no blog e não como um Editorial no site, já que meu amigo publicará sua “carta de intenções” naquele espaço que agora é seu de direito.

É claro que permaneço como Diretor da empresa a fim de traçar seus caminhos comerciais/estratégicos. E também é óbvio que continuo a exercer a função de crítico de cinema no site. Na prática, isto significa que agora não terei mais que me preocupar com o dia-a-dia da redação e com o planejamento de seus rumos editoriais, ganhando mais tempo para fazer aquilo que realmente me atrai e no qual, creio, me saio melhor: escrever.

Aproveito para agradecer o apoio, o carinho e a amizade do João Papa e do Bruno Carvalho, que me ajudaram muito nestes dez últimos dias enquanto eu buscava as soluções necessárias para garantir o futuro do Cinema em Cena. Agradeço também ao apoio do amigo e parceiro profissional Bernardo Gomes, nossa âncora na AeC. E é claro que não posso deixar de mencionar jamais meus sócios Cássio  Rocha e Antônio Guilherme, instrumentais para que o Cinema em Cena chegasse aos 13 anos de vida e caminhasse em direção aos 14 anos com tantas boas possibilidades à sua frente.

E não, não me esqueci do agradecimento que sempre está presente em meus textos: aquele direcionado a você, leitor do site e nosso principal motivador. Se estamos aqui depois de tanto tempo, isto se deve principalmente a vocês.

E esperamos agradecer através de um site renovado, interessante e surpreendente.

Um grande abraço e bons filmes!

Ebert, ídolo

postado em by Pablo Villaça em Editorial, Variados | 61 comentários

Minha admiração por Roger Ebert, crítico de cinema norte-americano, é pública e notória – e todos que acompanham meu trabalho já devem ter lido, em algum momento, meus comentários ao seu respeito (tanto que este blog tem uma tag específica para posts direta ou indiretamente relacionados a ele). Ebert foi, ao lado de Pauline Kael, uma de minhas principais influências ao decidir encarar a crítica cinematográfica como profissão – e, de fato, meu primeiro mergulho em seus textos aconteceu ainda na era pré-Internet, quando ganhei de presente um CD-ROM (sim, falávamos assim na época) com um guia de cinema que incluía cenas, fichas completas e críticas de Ebert e Leonard Maltin (do qual nunca gostei muito por julgá-lo superficial).

Quando Roger adoeceu, há alguns anos, fiquei genuinamente abalado ao considerar a possibilidade de perdê-lo e, assim, quando conheci sua colega do Chicago Sun-Times, Laura Emerick, num seminário em Nova York, em 2007, não hesitei em cobri-la de perguntas sobre o estado de saúde do mestre. Felizmente, Ebert sobreviveu a várias cirurgias e ao câncer, embora isto tenha lhe custado a voz e a capacidade de ingerir alimentos; por outro lado, se já era um escritor maravilhoso antes da enfermidade, a perda da voz o elevou a um patamar jamais imaginado – algo que seus posts sensíveis, confessionais e maduros em seu blog atestam de forma inequívoca (seu mais recente post, no qual discute a despedida de vários rituais que o acompanham por toda a vida, é particularmente emocionante).

Assim, quando em março do ano passado Ebert indicou meu texto sobre Busca Frenética para seus leitores, fiquei não apenas tocado, mas honrado: “(Estou) me sentindo como um adolescente que acabou de descobrir que seu cantor favorito leu uma poesia sua e gostou”, escrevi na época.

Pois bem: há alguns dias, troquei alguns emails com Ebert, que, tendo se lembrado de meu texto sobre o filme de Polanski, perguntou se eu tinha outros textos similares. Passei a ele links para os textos da série Jovens Clássicos, em português, para os vídeos “Cenas em Detalhe” e enviei uma tradução da crítica sobre Frankenstein de Mary Shelley. E recebi a seguinte resposta (que ele me autorizou publicar aqui – a tradução é minha):

“Estou impressionado com a profundidade e a ambição de seu site, mesmo estando em português!

Você teria interesse em contribuir (com meu blog) como um dos Críticos Correspondentes Estrangeiros? Artigos em texto seriam ótimos, mas se quiser adicionar um video, seria ainda melhor.

Já estive no Brasil (Rio, Belém e Salvador) e tenho grande admiração por seu país. A idéia dos Correspondentes Estrangeiros é refletir o talento na crítica de cinema online que estava além do radar do meu país. Seria ótimo adicionar uma voz do Brasil”.

E desde então tenho caminhado em nuvens.

É preciso entender que, mesmo me considerando um “veterano” na crítica cinematográfica (afinal, são quase 17 anos de carreira), perto de Roger Ebert me sinto como um iniciante tentando impressionar o mestre – e ter a chance de associar meu nome, mesmo que de uma pequena maneira, ao de um de meus maiores ídolos profissionais é uma oportunidade que jamais imaginei que teria.

Queria poder voltar no tempo e contar ao meu eu de 20 anos que isto aconteceria um dia – mas creio que teria mais facilidade de convencê-lo de ser um viajante do tempo do que de ter estabelecido uma relação profissional com Roger Ebert.

2011 começa

postado em by Pablo Villaça em Discussões, Editorial | 47 comentários

Eu estava precisando destas férias. Muito. Porque o fato, meus amigos, é que eu estava farto de escrever. Não apenas “cansado”, mas com antipatia do ato da escrita.

Para que tenham uma idéia da gravidade deste sentimento, um breve histórico: escrevo desde os sete anos de idade. Tenho ainda o caderninho no qual, em 1981, comecei a registrar pequenas histórias, absurdas e sem estrutura como as de todas as crianças, que anunciava se tratar de um “livro”. Nunca parei. Fui editor do jornalzinho da escola ainda no primeiro grau e, aos 12 anos, enviei um manuscrito para a Editora Lê para que fosse apreciado. Na época, o escritor André de Carvalho, editor da Lê, tomou uma atitude que me comove ainda hoje ao me convocar a ir até a empresa. Trêmulo e ansioso, entrei em seu escritório e ele, com um carinho surpreendente, disse:

– Pablo, normalmente, quando não temos interesse em publicar o trabalho de alguém, enviamos uma carta para a pessoa com o manuscrito e um comunicado dizendo que “o texto não se encaixa nos interesses editoriais e mercadológicos da editora”. Porém, considerando sua idade, eu não quis fazer isso por temer que a recusa fosse desestimulá-lo a escrever. O seu livro, para começar, não é um livro: tem 50 páginas. É curto demais para ser um livro e longo demais para ser um conto. E ainda falta maturidade a ele. Você escreve muito bem, mas ainda é muito novinho. Você precisa continuar a escrever, porque faz isso muito bem, mas ainda não é um Escritor. Ainda. Continue escrevendo e você certamente vai chegar lá.

Mesmo aos 12 anos, saí daquela sala imensamente grato a André de Carvalho. E determinado a continuar escrevendo por toda a vida.

E continuei. Contos, poesias, roteiros, textos teatrais, críticas, artigos, posts de blog. Mesmo na época da Medicina (meu teste vocacional havia indicado “Comunicação”, mas insisti na vontade de ser médico inspirada por Tempo de Despertar. Coisa de adolescente.), continuei a escrever para jornais regionais de BH ou simplesmente para consumo próprio. E em 1997 veio o Cinema em Cena até que, 14 anos depois, aqui estamos.

Nos últimos meses, porém, algo começou a mudar. Passei a escrever por obrigação, não por amor. Escrevia já irritado e permitindo que a acidez do meu humor corroesse o texto por dentro. Um pouco de cinismo é bom; em excesso, devora a alma. O que poderia estar acontecendo? O resultado é que, aos poucos, fui trocando este blog pela rapidez sem compromissos do Twitter. Claro que continuei com as críticas (2010 foi o ano em que mais publiquei análises), mas menos pelo tesão de escrever do que pelo prazer de estudar e discutir os filmes.

Estes dez dias parado foram, portanto, essenciais por dois motivos: primeiro, porque senti saudade de escrever – algo que não ocorria há tempos e que só me traz a certeza de que, querendo ou não, isso está no meu DNA. Mas, ainda mais importante do que isso, pude pensar sobre minha exaustão. E cheguei à conclusão de que ela se deu por duas razões:

(E aqui este post se tornará mais confessional, franco e auto-destrutivo, expondo minhas falhas de caráter, meu ego e jogando para o mundo algo que eu deveria manter internamente. Ou seja: seguirá a linha que este blog sempre teve.)

1) Os ataques feitos por detratores. Sim, parece incrível que, com 17 anos de carreira, eu ainda me deixe afetar por mensagens, emails, tweets, comentários enviados por aqueles que não apreciam meu trabalho. Quem acompanha minha trajetória certamente já me viu abordar o assunto várias vezes. É uma falha de caráter: como todo egocêntrico, tenho necessidade de ser amado por todos. É imaturo, é estúpido, é inútil. Mas é a verdade.

E é também impossível.

Ninguém é amado por todos. Nem Gandhi, nem Lennon, nem o Dalai Lama. Ora, se nem Chaplin conseguiu, por que eu conseguiria? Não, mais: por que eu deveria? Ou por que deveria me importar com isso? A resposta, claro, é: não deveria. Não sou mais especial do que ninguém (tive que obrigar meus dedos a escreverem isso; tiveram cãibras durante a digitação), mas, por outro lado, aqueles que me atacam também não são. E certamente não deveriam ser ouvidos com mais atenção do que aqueles que me presenteiam com seu carinho – algo que, como sabem, tendo a fazer. Críticas construtivas serão sempre bem-vindas; trolls em busca de atenção devem ser ignorados. É preciso absorver esta regra.

O que me traz ao segundo ponto:

2) Ser amado (ou apreciado) não faz diferença alguma.

É bom para o ego? Sem dúvida. É agradável sentir-se querido? Claro. Mas nada disso deveria importar, já que escrevo não para ser adorado, mas sim porque preciso escrever. Sempre precisei e sempre precisarei. Se algum dia (toc-toc-toc) perder tudo o que tenho e me transformar num sem-teto, usarei carvão para escrever nos muros e calçadas da cidade. (Ok, limparei depois, prometo.)

Em outras palavras: preciso me preocupar mais com os textos e menos com a reação que estes provocam. Sim, adoro e sempre adorarei o retorno de vocês (devoro os comentários), mas preciso – e vou – aprender a encará-los como um complemento ao que faço, não como a essência do meu trabalho.

Sempre me orgulhei de ser capaz da auto-análise. Considero-me particularmente talentoso para identificar minhas falhas de caráter, minhas infantilidades e minhas fragilidades. Por outro lado, não sou tão bom em corrigi-las – e chego a abraçar algumas por considerá-las idiossincrasias divertidas.

Mas a susceptibilidade excessiva aos ataques de desconhecidos não é algo divertido. É estupidez pura. E evitá-la é questão de sobrevivência.

Como é bom estar de volta. E como é bom sentir prazer novamente em escrever.

Começo aqui 2011.

Estatísticas do blog em 2010

postado em by Pablo Villaça em Editorial | 3 comentários

Em um ano dominado pelas eleições, é natural que os posts que renderam maiores debates tenham sido de cunho político. Ainda assim, se os comentários não tivessem ficado desativados durante tanto tempo em função dos spam-bots, talvez os resultados fossem diferentes.

Os 10 posts mais comentados de 2010:

1) Oscar 2010: Videocast ao Vivo!: 343 comentários (07/03)

2) Serra, a bolinha de papel, o telefonema e o teatro: 255 comentários (20/10)

3) Hora de repensar blog, twitter, etc: 205 comentários (26/04)

4) Lost – O Último Post: 202 comentários (24/05)

5) Videocast: Quem Eram os Terroristas?: 177 comentários (21/08)

6) Do fundamentalismo religioso: 175 comentários (04/08)

7) Por que votarei em Dilma e por que não votaria em Serra JAMAIS: 170 comentários (16/05)

8) VEJA: Dois candidatos, duas medidas: 142 comentários (18/04)

9) Explicação: 140 comentários (10/09)

10) Próximas edições do curso: 124 comentários (13/09)

 

Os 10 posts mais acessados em 2010 (segundo Google Analytics):

1) Lost – O Último Post (24/05)

2) Dexter – Quarta Temporada (14/12/2009)

3) Serra, a bolinha de papel, o telefonema e o teatro (20/10)

4) VEJA: Dois candidatos, duas medidas (18/04)

5) Por que votarei em Dilma e por que não votaria em Serra JAMAIS (16/05)

6) Oscar 2010: Videocast ao vivo! (07/03)

7) Oscar 2010: Previsões finais (05/03)

8) Ameaçado como cidadão (17/09)

9) VEJA: Duas chuvas, duas medidas (11/04)

10) A “saga” Crepúsculo (30/06)

Vagas

postado em by Pablo Villaça em Editorial | Comente  

Ainda estou devendo um último post para encerrar a cobertura da Mostra São Paulo. Na realidade, falta escrever sobre apenas um filme, O Homem que Grita, já que já publiquei crítica sobre A Rede Social no Cinema em Cena (foram, ao todo, 60 filmes vistos na Mostra; escrevi sobre 59). A questão é que depois do evento, corri a BH para passar o fim-de-semana com as crianças e me dediquei exclusivamente a elas, ignorando todo o resto – e já na segunda-feira pela manhã retornei a São Paulo para a 24. edição do curso de Teoria, Linguagem e Crítica. Como também estou virando as noites em SP trabalhando com meu amigo João Papa na montagem de um projeto em vídeo que estamos desenvolvendo há algum tempo, fiquei sem tempo de fazer mais nada.

O objetivo deste post, aliás, é divulgar a abertura de novas vagas no Cinema em Cena. Mas desta vez com uma observação especial: o site deverá atravessar profundas mudanças nos próximos meses, tanto visuais quanto estruturais, passando pela forma de atualizarmos o conteúdo. O fato é que coloquei uma moça extremamente talentosa, Jessica Soares, no planejamento do futuro do site, permitindo que ela, jovem e inteligente, reimaginasse o Cinema em Cena e o trouxesse para 2010, já que ele anda meio paradinho no tempo (culpa minha, que envelheci e não notei).

Assim, a primeira medida desta nova fase é a contratação de uma equipe preparada para encarar o desafio de conduzir não só o site de cinema mais antigo da internet brasileira, mas também o mais jovem. Quem vai encarar?

Os pré-requisitos para as vagas (sim, todos são exigidos; não podemos abrir exceções) são:

1) Residir em Belo Horizonte;

2) Estar cursando no mínimo o 4º período de Comunicação Social/Jornalismo;

3) Ter inglês fluente;

4) Conhecimento de HTML;

5) Conhecimento de redes sociais (Twitter, Facebook);

6) Conhecer o Cinema em Cena há pelo menos 6 meses;

São considerados diferenciais:

a) Conhecimento aprofundado de super-heróis e histórias em quadrinhos;

b) Ter (ou ter tido) um blog.

Se você preenche todos estes requisitos, clique aqui para enviar um email correndo para o RH do Cinema em Cena!

Explicação

postado em by Pablo Villaça em Editorial, Variados | 140 comentários

Não basta estar certo. É preciso parecer estar certo.

Publiquei hoje, aqui, um post intitulado “crepusculete do mês”, no qual apontava os absurdos ditos por uma fã da “saga” em defesa dos filmes (e que, por mais que negasse sua condição de “fã”, era visivelmente admiradora dos textos de Stephenie Meyer). Para minha surpresa, boa parte dos leitores responderam comentando que acharam o post desnecessário, que a moça era mais coerente do que a maior parte das crepusculetes e por aí afora – um argumento que, sinceramente, não me convenceu. Para piorar, a garota em questão, empolgada com as defesas recebidas, começou a se manifestar com mais alarde, o que acabou espantando até mesmo alguns de seus protetores iniciais.

Mas esta não é a questão.

A questão central é que a coisa perdeu o rumo – e, quando percebi, mais de 100 comentários se acumulavam numa discussão infrutífera sobre liberdade de expressão, direito à resposta, preconceito intelectual e por aí afora.

E percebi que muitos leitores que manifestavam admirar meu trabalho haviam discordado de minha postura no que dizia respeito ao post.

Portanto, ainda que mantenha que não vejo mal algum em apontar as tolices ditas por alguém que, afinal, veio ao blog contestar minha competência profissional (e até mesmo minha ética – embora sua visão sobre a Crítica seja absurdamente distorcida e equivocada) e que, além de tudo, até divulgou o próprio blog neste espaço, sou obrigado a admitir que em algum momento perdi o foco da discussão e acabei realmente soando mais irônico e ácido do que de costume. Ignorar os comentários daqueles que dedicam todas as suas participações neste blog a ataques é algo que faço sem dó; já não prestar atenção aos comentários daqueles que me querem bem seria tolice.

Assim, decidi apagar o post original e seus 110+ comentários (o que me dói por diminuir a contagem de participações totais no blog Tongue out). Pensei até mesmo em pedir desculpas à crepusculete em questão, mas percebi que faria isso por motivos hipócritas, para apagar um incêndio, já que não acredito de fato que cometi um erro neste caso além de ter forçado o tom. E embora vocês jamais fossem capazes de saber que as desculpas teriam sido falsas, o fato é que eu saberia.

Lição deixada por toda essa história: a descobrir. Sei que aprendi algo com tudo isso, mas ainda não sei exatamente o quê.

Prêmio Comunique-se

postado em by Pablo Villaça em Editorial | 10 comentários

O Comunique-se, principal site que acompanha os profissionais de Comunicação, tem uma premiação anual bastante respeitada. Normalmente, os indicados são figuras de grande alcance, que escrevem para jornais de imensa circulação ou que trabalham em emissoras de tevê. De todo modo, não custa fazer uma divulgação básica aqui. Então vamos lá: eu me encaixaria, creio, na categoria Colunistas de Opinião (não há "Crítico de Arte" o que acho uma triste omissão). Para indicar um profissional, é preciso já ter cadastro no site (para a segunda fase, as pessoas cadastradas até 30 de julho poderão votar) – se este for seu caso e tiver interesse em me fazer um mimo (por mais difícil que a indicação seja), agradeço.

Blog, twitter, etc, repensados

postado em by Pablo Villaça em Editorial, Twitter, Variados | 80 comentários

Eu não dou conta.

Eu simplesmente não dou conta.

Escrever é algo que faço desde sempre. Aos sete anos, escrevi meu primeiro "livro" – na realidade, uma historinha besta que ocupou 30 páginas de um caderninho, mas que para um garoto daquela idade tinha a dimensão de Os Lusíadas; aos 12, passei a editar o jornalzinho do Colégio Santo Agostinho 3; aos 15, escrevi um livro que, embora jamais tenha visto a gráfica, era suficientemente satisfatório para que eu percebesse que gostaria de colocar palavras no papel durante toda a vida.

Há alguns meses, escrevi no twitter algo como "Às vezes, lembro de como sonhava um dia poder ganhar a vida escrevendo e sinto uma vontade tremenda de voltar no tempo para compartilhar com meu eu jovem a boa notícia de que o sonho se realizará". Pois lembrei disso hoje e percebi mais uma vez como posso me considerar um felizardo: depois de largar a Medicina para investir num site de Cinema numa época em que a Internet engatinhava, eu tinha tudo para esborrachar a cara na parede da realidade. No entanto, quase 13 anos se passaram e aqui estamos nós. 

Sim, "nós". Porque, como digo sempre no curso, quem escreve quer ser lido. E consegui isso não só no Cinema em Cena, um dos mais acessados do gênero na web brasileira, mas também aqui no blog e no twitter. Mas não só isso: os leitores que me seguem há tanto tempo são, em sua maioria, extremamente carinhosos e gentis. Ler os cerca de 200 comentários deixados no penúltimo post é o suficiente para constatar isso, mas, como se não bastasse, recebi também uma imensa parcela de emails escritos com uma delicadeza ímpar. Emails longos, apaixonados e tocantes.

Da mesma forma, no Twitter, a manifestação geral foi de puro carinho, embora, aqui e ali, um ou outro tenha soltado um "tomara que se largue a crítica também" – e se certificado de incluir o "@pablovillaca" para que eu pudesse receber a ofensa em minha janela de mensagens pessoais (que gentileza, não?).

Porém, tão importante quanto este carinho é o fato de que eu simplesmente adoro escrever. Não sou um sujeito introspectivo que costuma ficar calado no dia-a-dia (e quem me conhece sabe que falo como um louco), mas manifestar-me pela escrita traz um prazer diferente, a sensação gostosa de estar selecionando cuidadosamente cada palavra para que a ideia possa ser manifestada com a máxima eficiência. Aliás, dizer que gosto de escrever é pouco – eu preciso escrever.

Nos últimos dois ou três dias, enquanto me neguei de forma masoquista estes espaços, senti que minha alma entupia. Via ou pensava algo que julgava interessante e logo começava a visualizar um post ou uma twittada. E então me lembrava de que estes veículos estavam fechados e sentia que ia explodir.

E é exatamente por isso que também concluí que parar de escrever sobre assuntos que me interessam ou incomodam, como política, religião e preconceito, seria uma estupidez. Não construí este espaço ao longo dos anos apenas para vê-lo ser pautado pelos interesses de alguns poucos insatisfeitos. Assim, se você não gosta desse tipo de tópico, minha sugestão é a de que concentre suas visitas no Cinema em Cena e no @cinemaemcena. Este blog e o perfil @pablovillaca são meus, pessoais, e neles falarei sobre o que bem entender. Justo, não? Afinal, como posso deixar de comentar a descoberta de que o PSDB está por trás de sites como "gentequemente" e "petralhas" – isto numa campanha na qual insistem em dizer que não são oposição ao Lula, que fez um bom governo, e na qual anunciam publicamente que não apelarão para baixarias? Como posso ignorar que Lula foi eleito pela TIME um dos homens mais influentes do mundo, mas que, embora encabece a lista, que não está em ordem alfabética, de idade nem nada assim, a Foxlha logo se encarregou em dizer que, embora esteja no topo, ele "não é o número 1" – num esforço claro de tentar diminuir a distinção alcançada pelo Presidente? Fosse um tucano na, sei lá, décima posição e o grupo Abril emplacaria manchetes do tipo "Serra entre os primeiros do mundo!". Como é Lula, porém, se matam na tentativa de tentar diminuir a honraria.

Não dá para ignorar estes temas. Minha família de "terroristas" (como diriam VEJA e Foxlha) lutou demais para que eu finalmente tivesse o direito de me manifestar publicamente e não vou jogar seus esforços e o de tantos outros "subversivos" no lixo apenas porque cansei de ler ofensas.

Assim sendo, peço desculpas pelo "drama" dos últimos dias. Um dos problemas de se ter um blog ou uma conta no twitter é esse: quando você é uma pessoa já de natureza impulsiva, corre o risco de desabafar publicamente quando alguns dias de reclusão seriam o bastante para esfriar a cabeça.

Cabeça já fria, mãos de volta ao teclado.