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Crítica Cinematográfica na Web

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Críticas, Links | 6 comentários

Recebi ontem do leitor Márcio Prates um link para um Trabalho de Conclusão de Curso que se revelou uma leitura intrigante. Escrito pela graduanda Mariana Deslandes Cardoso, o texto é intitulado “Crítica Cinematográfica na Web – Análise dos elementos mais presentes nas críticas de cinema feitas em blogs e páginas especializadas no Brasil e na Argentina” e inclui uma pequena dissecação de três de meus textos (sobre Guerra ao Terror, Lula – O Filho do Brasil e O Segredo dos Seus Olhos), além de trazer, na Conclusão, uma breve análise da abordagem que neles adoto.

Não foi a primeira nem a segunda vez que me vi citado em trabalhos do tipo (e sempre me sinto velho – e, confesso, importante! – quando vejo um “VILLAÇA, Pablo” por aí), mas talvez esta tenha sido a primeira vez em que experimentei a curiosa sensação de estar sob uma lupa. Foi incômodo? Um pouco – mas também revelador e, sim, lisonjeiro. Mas ainda que não saiba exatamente como processar a experiência, recomendo a leitura do TCC de Mariana, que é instigante do início ao fim.

(Para os curiosos, sou citado nos itens capítulos 4.2, 4.3, 4.4 e no 5.)

Pablo Surfistinha

postado em by Pablo Villaça em Links, Vídeos | 14 comentários

Depois de assistir ao Bruna Surfistinha, comecei a aprender o valor da auto-promoção. Então permitam-me a auto-indulgência:

1) Matéria em O Globo deste sábado sobre Rubens Ewald Filho e na qual este me cita como “destaque da nova geração” – os jornalistas trocaram Cinema em Cena por Cinema em “Casa”, mas… bom, tá valendo. Fiquei honrado do mesmo jeito.

2) Matéria no Jornal da Pampulha, seção “Gente”, sobre… bom, sobre minha pessoa.

3) Matéria da Jovem Pan Online sobre o Oscar da qual participei ao lado de dois colegas (e vendo a tela abaixo, poderíamos formar um grupo chamado “trio feiurinha”):

Semana de Jornalismo em SC e O Fluminense, no RJ

postado em by Pablo Villaça em Links, Variados | 6 comentários

Duas notas rápidas:

1) Matéria para a qual dei entrevista, acerca de “vlogs” (estou na página 9); e

2) No próximo dia 15, quarta-feira, estarei em Florianópolis para participar do debate “A opinião consentida: olhares sobre a crítica cultural“, que acontecerá como parte da 9a. Semana do Jornalismo da UFSC.

Dez razões falsas para não votar em Dilma

postado em by Pablo Villaça em Links, Política | 113 comentários

Excepcional post do igualmente brilhante cineasta Jorge Furtado.

Update: Acho muito curioso que aqueles que sempre me acusam de "cegueira" política, de defender Lula e Dilma não importa o quê, são os mesmos que sempre mantêm os ataques à candidata e defendem Serra, VEJA, Foxlha & Cia., não importa o quê. E eu é quem sou o "cego". Ok.

Jorge Furtado

postado em by Pablo Villaça em Links, Política | 23 comentários

Normalmente, eu reservo posts que apenas trazem um link para o Twitter, mas desta vez abrirei uma exceção: o blog do cineasta Jorge Furtado foi uma descoberta recente que fiz e, após ler dois ou três posts, assinei o feed RSS por julgá-lo essencial. Um dos diretores e roteiristas mais talentosos de nosso Cinema (e, infelizmente, um dos mais subestimados), Furtado vem construindo textos incrivelmente bem articulados sobre os mais diversos temas em seu espaço pessoal – e o mais recente, contra a lei da "ficha limpa", é um deles.
 
Recomendadíssimo.

Roger Ebert, ídolo

postado em by Pablo Villaça em Críticas, Links, Twitter | 17 comentários

No último sábado, enquanto me encontrava em Brasília para a celebração do casamento de minha irmã, fui surpreendido por um gesto do crítico norte-americano Roger Ebert, sobre o qual já escrevi neste espaço algumas vezes. Indubitavelmente meu crítico de cinema favorito, Ebert indicou, em seu twitter, o texto que escrevi em defesa de Busca Frenética e que havia sido publicado pouco antes em inglês no Movie City News, um dos principais sites cinematográficos da indústria norte-americana.
 
E se ter um texto publicado na capa do MCN, editado por meu amigo Dave Poland, é sempre uma honra, ganhar a indicação de um profissional que admiro imensamente desde a adolescência foi a cereja do bolo. Cheguei a comentar no twitter que estava me sentindo como um adolescente que acabou de descobrir que seu cantor favorito leu uma poesia sua e gostou. Especialmente porque pouco depois Ebert publicou um segundo tweet reafirmando concordar com minha posição.
 
Aliás, ainda hoje, dois dias depois, estes dois breves posts deste profissional magnífico ainda me enchem de alegria e orgulho – algo que quis compartilhar aqui com vocês.

Guia da Mostra

postado em by Pablo Villaça em Links, Premiações e eventos | 9 comentários

O leitor Rafael Lohn me enviou um email bastante gentil, há alguns dias, com um link para um site que criou, "Guia da Mostra". A idéia é fornecer ao usuário uma ferramenta que facilite a criação de uma grade de programação para eventos como a Mostra de São Paulo – e o potencial da idéia de Rafael me deixou empolgado. Como ele pediu algumas sugestões de como melhorar o site, enviei a ele o seguinte email, que compartilho com vocês em parte para que também possam compreender como normalmente monto minha programação:

"Ei, Rafael. Em primeiro lugar, obrigado pelo email
gentil. 🙂

Quanto à sua iniciativa, acho uma excelente idéia.
Há oito anos faço esse tipo de planejamento contando com um software
tremendamente deficiente: minha cabeça.
 
Como seu site ainda não traz a programação atual,
não vi muito sentido em testá-lo ainda (embora obviamente vá fazê-lo quando
estiver atualizado), mas pensei em compartilhar com você algumas idéias já de
antemão. Se elas já existem e foram implementadas, peço perdão pela
repetição: (Update: desde então, o site já publicou a programação da nova Mostra)
 
Como funcionaria um site ideal desses, na minha
visão: todos os anos, faço uma pré-seleção de filmes que não quero perder de
jeito nenhum e tento encaixar a maioria deles numa grade. Tenho conseguido ver
uma média de 5 filmes por dia (mais os dois diários das cabines para imprensa),
mas sei que deixo muito filme para trás e que minha grade poderia ser bem
melhor. Assim, o que eu gostaria de poder fazer num site seria:
 
1) Selecionar todos os filmes que eu gostaria de
ver.
 
2) Selecionar os cinemas nos quais gostaria de
vê-los. Isso é importante porque não adianta montar uma grade em que um filme é
no Cine Bombril e o seguinte, na Cinemateca ou no UOL. Não daria tempo de ir de
uma sessão para outra. Normalmente, restrinjo meu circuito a Bombril, Frei
Caneca, CineSesc, Augusta, Reserva Cultural, HSBC. Só vou a algum dos demais
quando algum filme realmente importante só será exibido em um
deles.
 
3) O site, então, geraria uma grade que conseguisse
encaixar a maior parte dos filmes. É importante salientar que, para isso, você
teria que equacionar os horários das sessões e tempo de duração dos filmes, já
que o software da Mostra impede (com razão) que peguemos ingressos de filmes que
se "encavalem" mesmo que por 10 minutos.
 
4) O site listaria, também, os filmes que não
conseguiu encaixar. Desta forma, se algum filme realmente importante ficou de
fora, eu poderia priorizá-lo (outra função que você deveria implementar, então:
prioridade dos filmes para que o site soubesse quais evitar deixar de fora) e
ele substituiria algum outro.
 
5) Se durante a Mostra o usuário desistisse de ver
algum filme (por descobrir que ele entrará em cartaz em breve; porque ele não
chegou e foi cancelado; porque acabou vendo por acaso ao trocar de horário;
porque ouviu falar mal dele; porque viu numa cabine de imprensa), ele poderia
voltar ao site, retirá-lo da lista e pedir que o site voltasse a gerar uma lista
com os restantes para os demais dias da Mostra.
 
Acho que é isso. Se conseguisse fazer com que o
site funcionasse desta maneira… uau. Eu recomendaria sua canonização, pois
todos os anos levo HORAS E HORAS com este processo.
 
Forte abraço e boa sorte (e parabéns pela
iniciativa!)"
 
Update: Já testei o site (que é ótimo) e entrei em parafuso ao ver quantos filmes havia selecionado (só numa primeira visita!) para cada dia. Tenho a leve impressão que não conseguirei assistir a todos…
 

Jack Bianchi

postado em by Pablo Villaça em Links | 28 comentários

Quando estudei no Santo Agostinho 3, entre 1981 e 1989 (quando fui gentilmente convidado a deixar a instituição), fiz uma penca de amigos dos quais me lembro carinhosamente até hoje: Ricardinho Neves, Thiago "Bacalhau" Cordeiro, Matheus Cajaíba, Luciana Michel, Roberta, Charles, Ademir "Vaca", Renato Viegas, Rebecca, entre muitos outros. Ao pensar naquela época, lembro-me sempre de Conta Comigo – especialmente de seu diálogo final:

– Nunca mais tive amigos como aqueles de quando tinha doze anos. Jesus, e alguém tem?
 
Mas isto é assunto para outro post. O foco deste é que, também no Santo Agostinho, víamos os alunos mais velhos, do "segundo grau", com imensa antipatia – e por dois motivos: 1) As garotas da nossa sala eram invariavelmente apaixonadas por eles, ignorando nossos tímidos suspiros; e 2) Eles freqüentemente invadiam a quadra de futebol, quando estávamos jogando, e a tomavam.
 
Cretinos.
 
Curiosamente, havia uma exceção: Jack Bianchi. Por algum motivo, nós o víamos com simpatia. Talvez fosse o nome atípico. Talvez o fato de ser gordinho (mas não obeso), o que o tornava menos "ameaçador". Ou talvez os grandes óculos de forte grau.
 
Mas provavelmente isso se devia ao fato de estar sempre rindo, falando alto e parecendo ser um sujeito divertido. Seja como for, não me lembro de jamais ter trocado mais do que duas ou três palavras com ele. 
 
Anos depois, reencontrei-o, claro, no Orkut (na comunidade do colégio). E há alguns dias descobri seu blog. Passei quase uma hora passeando por aquele espaço, conferindo suas listas, lendo seus textos altamente confessionais e ouvindo as músicas dos anos 80 que ele costuma publicar ali.
 
Mas hoje, ao ler este texto, percebi que não podia deixar de linká-lo aqui no blog. O que mais me surpreendeu neste post foi a forte comoção que me provocou, já que, com apenas sete parágrafos curtinhos, Jack fez com que eu chegasse ao final do texto com um imenso nó na garganta. 
 
Fico feliz em perceber que não estávamos errados em nossas impressões: Jack é mesmo um grande sujeito.
 
Update: Postem comentários lá no blog do Jack, hein? Não tem nada que agrade mais a um blogueiro do que comentários dos leitores. Embarassed (Dica: "apaguem a luz" antes de sair do blog do Jack.)

Acervo à venda

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Links, Variados | 51 comentários

A leitora Diana manda o seguinte email:

"Estou fechando minha video locadora e liquidando os filmes, então se puder
divulgar a lista de filmes à venda eu agradeço, quero pelo menos tentar reduzir
os danos que a maldita pirataria causou no meu pequeno sonho… Segue a lista:
dianabronholo.wordpress.com/lista-de-filmes/"

Lamento muito por Diana e por inúmeros outros donos de locadora que estão fechando as portas não só em função da pirataria, mas também da chegada iminente da exibição digital através de download legal. De todo modo, vale a pena conferir a lista acima, já que há muitos títulos com um ótimo preço e, em contrapartida, ajudamos nossa companheira cinéfila a diminuir seu prejuízo.

(Ah, e só para constar, já que sou paranóico: não estou ganhando um centavo – ou um filme – para divulgar o pedido da Diana. Apenas achei que era uma oportunidade vantajosa para ela e para vocês.)

Susan Boyle e a realidade do show

postado em by Pablo Villaça em Links, Séries de tevê, Variados | 57 comentários

Provavelmente vocês já viram a apresentação da britânica Susan Boyle no "Britains Got Talent" (e que, por sua vez, remete à performance de Paul Potts há dois anos). É um momento dramaticamente impecável no qual uma mulher feia, desajeitada e pobre acaba desafiando os preceitos de uma sociedade dominada pela beleza, inspirando-nos puramente através de seu Talento.

Sim, o dom de Boyle é real, não há dúvida. Mas o drama… ah, este é de um maniqueísmo patente, comprovando que o elemento "show" é infinitamente mais importante que o de "reality" em programas do tipo.

Aliás, deixo vocês com o ótimo post escrito por Jim Emerson, editor do site de Roger Ebert, que faz uma excelente análise da clara construção narrativa que levou à apresentação de Boyle, transformando-a numa sensação do dia para a noite. Em meu curso, digo que compreender a linguagem cinematográfica é também uma ferramenta contra a manipulação no "mundo real" feita por telejornais, programas no formato documentário e, claro, reality shows. E o que Emerson faz em seu post é um belo exemplo desta lição.

Abaixo, um trecho do post em questão (tradução minha):

" "Susan Boyle de Blackburn, West Lothian, foi inicialmente tomada como uma piada. Mas por quê?"

Por quê? Porque esta foi a história que os produtores de "Britains Got Talent" construíram ao seu redor, este é o porquê. Ela foi descoberta em um teste prévio e os produtores indubitavelmente perceberam que tinham nas mãos o potencial para um grande momento televisivo se a apresentassem corretamente – o que implicava em nos manipular para que a reviravolta tivesse maior impacto emocional. Não que Boyle não seja um talento autêntico e exatamente a pessoa que aparenta ser, mas a maneira na qual ela e sua história foram apresentadas na televisão (e no YouTube) é no mínimo tão importante quanto quem ela é na verdade."

Update: Só para deixar claro: como qualquer ser humano com um mínimo de sensibilidade, me emocionei com a história de Boyles. Aliás, dois dias antes do vídeo virar mania na Internet brasileira, eu já havia publicado o seguinte post no Twitter (na madrugada do dia 13):

"Não sei se se lembram (ou viram) o Paul Pott no Britains Got Talent (http://migre.me/rnP), mas ele ganhou uma sucessora: http://migre.me/rnR".

Para que tenham uma idéia, quando linkei o vídeo, ele tinha apenas alguns milhares de visualizações, ao passo que agora conta com mais de 21 milhões. Então, me desculpem, mas já havia "descoberto" e indicado Susan Boyle antes que ela virasse moda no Brasil.

Isto, porém, não quer dizer que, como apreciador e estudioso da gramática visual, eu tenha que fechar os olhos para a manipulação da narrativa de sua conquista. Isto não tira os méritos de Boyle, apenas implica em nos tornarmos espectadores mais ativos, abandonando a passividade com que absorvemos historinhas em documentários, telejornais e "reality shows" e percebendo como somos manipulados o tempo inteiro. Sou a favor de chorar de emoção, mas sabendo de onde vieram as lágrimas.