Música do dia

Muitos Ones

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Não sou um grande conhecedor de teoria musical, o que me entristece. Eu gostaria de entender mais sobre estrutura melódica, interações de instrumentos na harmonia, influências e por aí afora, mas sou um completo leigo no assunto.

Uma das coisas que mais me fascinam, aliás, é observar como a mesma canção se transforma em tom, atmosfera e personalidade dependendo da versão e da persona artística de quem a executa – algo que podemos observar, na prática, ao compararmos as várias versões de “One”, composta por Harry Nilsson em 1968 e que se tornou particularmente célebre ao ressurgir na voz de Aimee Mann na trilha de Magnólia.

Abaixo, busquei colocar algumas das principais versões em ordem cronológica:  Leia mais

The Sound of Silence em 40 anos

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Esta tem sido minha música favorita pelos últimos 20 anos ou mais (lembro-me de escutá-la repetidamente ainda na adolescência, mas não sei se era já a predileta) e duvido que isto venha a mudar algum dia. Sou incapaz de escutá-la sem me sentir profundamente comovido.

Este post tem o propósito de homenagear a canção e seus idealizadores, Paul Simon e Art Garfunkel.

1966 (o que Simon faz com o violão em 1:50 me destrói; é lindo demais):

1981 (o corte em 1:46 é inspiradíssimo):

2009 (o melhor dos solos introdutórios):

You Can’t Always Get What You Want

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You Can’t Always Get What You Want. Difícil aceitar, mas fazer o quê?

Girl from the North Country

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Há muitos problemas em O Lado Bom da Vida (e também algumas virtudes; discutirei isso na crítica), mas se há algo que sempre me fará gostar um pouco mais de um filme é a presença de “The Girl from the North Country”.

O vídeo abaixo, que registra Johnny Cash e Bob Dylan cantando a música, está fora de sincronia, mas… dane-se. São Cash e Dylan juntos.

(A letra da canção está abaixo do vídeo.)

If you’re traveling in the north country fair
Where the winds hit heavy on the borderline
Remember me to one who lives there
For she once was a true love of mine.

See for me if her hair hanging low
If it curls and falls all down her breast
See for me that her hair hanging low
That’s the way I remember her best.

Well, if you go when the snowflakes storm
When the rivers freeze and summer ends
Please see for me if she’s wearing a coat so warm
To keep her from the howlin’ winds.

If you’re travelin’ in the north country fair
Where the winds hit heavy on the borderline
Remember me to one who lives there
She once was a true love of mine.

If you’re travelin’ in the north country fair
Where the winds hit heavy on the borderline
Remember me to one who lives there
She once was a true love of mine.

Flertando através da música – Parte 2

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Há algum tempo, publiquei aqui um post que trazia a evolução da música romântica através dos anos. O vídeo ali contido trazia canções devotadas a figuras femininas.

Agora é a vez dos homens.

Flertando através da música

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Hum… algo mudou, não? E não necessariamente para a melhor.

Ou talvez eu esteja ficando velho. (Considerando que usei o verbo “flertar” no título deste post, é mais do que provável.)

Led Zeppelin então e agora

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Envelhecer é um processo duro, claro (vide Amor), mas também belo. E recompensador. Quando penso na maneira como eu via o mundo há 20 anos, em como interpretava o universo ao meu redor, e em como o faço hoje, sinto-me feliz e grato pela compreensão trazida pelo tempo. E estou certo de que daqui a outros 20 anos, caso ainda esteja por aqui, lembrarei de minha visão de mundo aos 38 anos e darei um sorriso complacente por perceber como ainda era tolo.

Pensei nisso ao ver um tributo ao Led Zeppelin ocorrido no Kennedy Center e durante o qual Ann e Nancy Wilson (Heart), acompanhadas do filho de John Bonham na bateria, apresentaram uma belíssima versão de Stairway to Heaven diante de Jimmy Page, Robert Plant e John Paul Jones, que, emocionados, assistiam à performance do balcão. Vê-los envelhecidos, grisalhos, enrugados – e profundamente dignos como senhores de idade – me fez lembrar de um vídeo que os traz executando a música ao vivo em 1973 e no qual surgem belos, desafiadores e claramente tomados pela profunda e inabalável confiança que a juventude proporciona.

E assistir aos dois vídeos em sequência é um tributo não só ao Led Zeppelin, mas à vida como evento, como celebração da passagem do tempo e à maturidade crescente promovida por este.

Gangnam Style… Bossa Nova Style

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Via Edgard Paiva.

Hurt

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Música do Dia #23 e Músicas do Oscar #2

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Sou fã incondicional de Christopher Guest – e ficaria tremendamente feliz caso seus filmes fossem devidamente apresentados ao público brasileiro. Infelizmente, apenas seus esforços mais irregulares foram lançados comercialmente por aqui: Os Quase Heróis (com Matthew Perry e Chris Farley) e A Grande Comédia (com Kevin Bacon), ao passo que seus fabulosos mockumentaries são praticamente desconhecidos no país. Começando com This is Spinal Tap (que Rob Reiner dirigiu, mas que traz a marca inconfundível de Guest e seu parceiro Michael McKean, que estão em cena), o cineasta realizou uma maravilha após outra: Waiting for Guffman, Best in Show, A Mighty Wind e For Your Consideration – este último, o mais irregular, mas ainda assim bem divertido.
 
Uma das coisas que me encantam na abordagem de Guest, aliás, é a maneira com que ele e seu elenco mergulham no universo que buscam retratar – e no caso de A Mighty Wind, por exemplo, que gira em torno de uma apresentação de homenagem a antigas bandas folk/country, todas as músicas presentes no filme foram compostas pelo diretor ao lado de McKean, Eugeny Levy, Harry Shearer e outros integrantes do elenco. E o mais fantástico é que muitas delas são canções que soam não apenas "reais" (no sentido de terem realmente se transformado em clássicos) como ainda agradáveis aos ouvidos.
 
Aliás, é a trilha do filme que publico abaixo, incluindo a maravilhosa A Kiss at the End of the Rainbow, que concorreu ao Oscar em 2004, perdendo para "Into the West", de O Retorno do Rei.