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Olhando para Você

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Curso, Vídeos | 12 comentários

O olhar para a câmera nem sempre tem um só significado no Cinema. Basicamente, podemos dividir estes olhares em três grupos principais:

1) Câmera subjetiva: a câmera assume a posição de um personagem; seu olhar é o olhar de alguém. Assim, quando um indivíduo em cena a encara, está, na realidade, encarando um personagem que se encontra no mesmo espaço que ele. Há tipos de subjetividade diferentes (algo que discuto no A Arte do Filme), mas esta é a mais simples do ponto de vista de linguagem: a perceptual.

2) O olhar para fora de campo: embora o personagem esteja encarando a câmera, esta não representa ninguém. Assim, a pessoa que olha na nossa direção está enxergando algo que se encontra em seu próprio universo diegético e que não podemos ver naquele momento. Algo, não alguém. (Se fosse alguém, claro, voltaríamos ao item 1.)

3) A quebra da quarta parede: o personagem que está olhando para a câmera não a enxerga; ele está, na realidade, encarando o espectador. Está vendo além de seu próprio universo diegético e se comunicando diretamente com o nosso mundo.

O supercut abaixo traz exemplos destes três tipos de olhares para a câmera.

 

(vídeo via Caio Berns)

Unboxing de Se7en

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Melhor que uma ideia inspirada é uma ideia inspirada e bem executada. (via Anderson Galdino)

Papai Noel (1898)

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O primeiro filme de Natal da História do Cinema.

Howardcantour.com

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A relação entre realizadores e críticos é curiosa: por um lado, há uma co-dependência que oscila entre um caso de amor e outro no qual os abusos são constantes de ambas as partes. O crítico pode, com uma análise cuidadosa, ajudar a demolir ou construir a reputação de uma obra ou de um cineasta (quanto menos conhecido o cineasta, maior a influência do crítico; após certo grau de notoriedade, a influência passa a ser nula); e este é, quem no final das contas, oferece o material de análise para que o outro escreva. Sem o filme, não há a crítica.

Ao longo dos quase 20 anos em que venho atuando nesta profissão, já estabeleci amizades duradouras com alguns cineastas e inimizades intensas com outros – neste último caso, o ressentimento invariavelmente parte deles; jamais deixei de gostar de alguém apenas por sua obra. Tenho simpatia pessoal até mesmo por Rob Schneider, embora o considere a síntese de tudo que odeio na natureza formulaica de gênero em Hollywood. Quando não gosto de um realizador, normalmente isto se deve a algo que fez como indivíduo, não como artista – como, por exemplo, Hector Babenco, que em inúmeras ocasiões tratou colegas de crítica com uma grosseria que me indica muito sobre seu caráter. (Ainda assim, elogiei seu último filme, O Passado, embora tenha identificado alguns problemas graves na narrativa. Não acredito que seja ético descontar na Arte as falhas do Artista. Elia Kazan era um escroto, mas seus filmes eram repletos de humanidade.)

Da mesma maneira, não acho justo atacar uma obra apenas porque discordo de sua mensagem. É perfeitamente possível admirar a construção de um longa mesmo desprezando suas ideias – e basta assistir a títulos como O Nascimento de uma NaçãoO Triunfo da Vontade ou A Paixão de Cristo para constatar isso. E se alguns realizadores acham interessante a ideia de realizar um filme com o objetivo de retratar minha profissão de maneira negativa, devo buscar manter meu distanciamento com a mesma diligência que empregaria ao analisar uma obra sobre, digamos, advogados ou médicos.

Meu problema com A Dama na Água, por exemplo, não passa nem perto da forma com que M. Night Shyamalan infantilmente tenta atacar os críticos que apontam sua queda na mediocridade – e quando assisto a Willow, por exemplo, continuo acreditando se tratar de uma fantasia divertida e envolvente mesmo sabendo que um dos principais vilões da trama, o General Kael, recebeu este nome como uma alfinetada óbvia a uma de minhas principais influências na Crítica, a inesquecível Pauline Kael. E se Beto Brant construiu um filme inteiro para defender o conceito de que a Crítica só serve para destruir a Arte e o que é belo, ao menos o fez de maneira magistral – e o resultado, o lindo Um Crime Delicado, é para mim também seu melhor trabalho.

O que me traz a este curta dirigido por Shia LaBeouf, Howardcantour.com. Trabalho surpreendentemente maduro e econômico, o filme gira em torno de um crítico (vivido pelo comediante Jim Gaffigan) egocêntrico, arrogante, mas ético e que obviamente ama o Cinema e respeita seus leitores. (Alguns leitores estão, neste momento, pensando algo como: “Hum… Um crítico egocêntrico e arrogante… Conheço alguém assim.”) Trata-se de um breve estudo de personagem que, aqui e ali, desfere pequenos – mas não absurdos – ataques à minha profissão. Não posso dizer que se trata de um retrato lisonjeiro da Crítica, mas tampouco é injusto, reconhecendo sua importância especialmente quando o profissional se mostra preparado para exercer a atividade.

Gosto de Shia LaBeouf como ator, mas algo me diz que posso vir a gostar dele muito mais como diretor.

Update: Ah, LaBeouf. Escrevo um post só para elogiar seu trabalho e você se revela um plagiador. Que decepção. De acordo com o site BadAssDigest, LaBeouf copiou na íntegra estes quadrinhos sem pedir permissão do autor e sem creditá-lo. Como ele achou que isto não seria exposto, não faço ideia.

Update 2: O curta agora está protegido por uma senha. Se tem relação ou não com o que foi exposto no “update”  anterior, não faço ideia, mas não duvidaria.

Filme de ação em primeira pessoa

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Malária

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Tentarei uma experiência: durante o próximo mês, postarei no blog ao menos uma vez por dia. Nem que seja apenas para compartilhar um curta-metragem fantástico como este dirigido por Edson Oda. (dica de Raul Amderlaine)

É só um gato!

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Supercut.

Gravidade

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Em homenagem a Gravidade… supercut sobre efeito da gravidade.

40 anos de Cinema: 1912-1952

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Supercut. Um filme de cada ano entre 1912 e 1952. Lindo.

Os Olhos do Cinema

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Supercut.