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Ann(e) Hathaway quer muito o Oscar

postado em by Pablo Villaça em Premiações e eventos, Vídeos | 32 comentários

Sempre gostei de Anne Hathaway, que considero adorável e boa atriz. No entanto, nesta temporada de premiações ela vem se mostrando insuportável. Antes mesmo de Os Miseráveis ser lançado, ela se encarregou de dizer em várias entrevistas que havia perdido mais de dez quilos para viver a prostituta tuberculosa Fantine, que os números musicais foram cantados ao vivo “pela primeira vez na História do Cinema” (o que não é verdade, diga-se de passagem, já que até o relativamente recente Across the Universe teve algumas canções registradas diante da câmera) e, em seus discursos em outras cerimônias, vem exibindo uma postura artificial de falsa modéstia e “vejam como sou adorável” que despertou profunda antipatia em cinéfilos de todo o mundo.

Não é à toa que artigos como este (“Por que as pessoas odeiam Anne Hathaway?”) começaram a ganhar popularidade, mesmo sendo mesquinhos e, sejamos sinceros, injustos na maior parte das vezes (ela é uma atriz talentosa e carismática. Além de linda.).

Sim, sua performance em Os Miseráveis é competente, mas inegavelmente unidimensional. E se formos entregar estatuetas para alguém por cantar e chorar ao vivo… bom, inúmeras estrelas pop mereceriam a distinção. (Particularmente, minhas candidatas favoritas na categoria Atriz Coadjuvante são Amy Adams e Helen Hunt – embora reconheça que o troféu dificilmente deixe de ser entregue a Hathaway.)

Pois bem: o desespero da atriz pelo Oscar é tão evidente que, esta semana, o vídeo abaixo passou a repercutir em Hollywood justamente por escancarar o fato de que Anne Hathaway basicamente está em campanha desde outubro. Não que isto mude alguma coisa, já que, como devem se lembrar, Melissa Leo chegou a comprar anúncios na Variety pedindo votos por O Vencedor e acabou vencendo.

(Obrigado ao leitor Robson Vinícius por ter enviado link para o vídeo.) 

(Update: Acho que não ficou claro que o vídeo é uma paródia que usa o principal número de Hathaway no filme para comentar sua campanha – e muitos dos versos da música são referências a falas ditas pela atriz nos últimos meses, incluindo a confusão na grafia de seu nome.)

A (falta de) gravidade do amor

postado em by Pablo Villaça em Cinema em seu máximo, Vídeos | 3 comentários

Graças ao crítico Matt Zoller Seitz, lembrei-me hoje de Núpcias Reais, filme dirigido por Stanley Donen e estrelado por Fred Astaire em 1951. Não é um de meus musicais favoritos (aliás, nem chega perto), mas traz duas ou três sequências memoráveis – sendo a principal delas, claro, a dança de Astaire pelas paredes de um quarto (empregando a mesma técnica, diga-se de passagem, que A Origem usaria quase 60 anos depois).

Linda pela coreografia inspirada do dançarino (que exibe uma energia incrível para alguém com mais de 50 anos de idade), a cena é o retrato de um amor recém-nascido, quando, movidos pela descoberta de uma nova pessoa, nos sentimos… livres. Capazes de tudo. Invencíveis.

Até que, claro, acabamos despencando do teto e arrebentando todos os ossos. Mas aí já é outra história.

Flertando através da música

postado em by Pablo Villaça em Música do dia, Vídeos | 9 comentários

Hum… algo mudou, não? E não necessariamente para a melhor.

Ou talvez eu esteja ficando velho. (Considerando que usei o verbo “flertar” no título deste post, é mais do que provável.)

Led Zeppelin então e agora

postado em by Pablo Villaça em Música do dia, Vídeos | 11 comentários

Envelhecer é um processo duro, claro (vide Amor), mas também belo. E recompensador. Quando penso na maneira como eu via o mundo há 20 anos, em como interpretava o universo ao meu redor, e em como o faço hoje, sinto-me feliz e grato pela compreensão trazida pelo tempo. E estou certo de que daqui a outros 20 anos, caso ainda esteja por aqui, lembrarei de minha visão de mundo aos 38 anos e darei um sorriso complacente por perceber como ainda era tolo.

Pensei nisso ao ver um tributo ao Led Zeppelin ocorrido no Kennedy Center e durante o qual Ann e Nancy Wilson (Heart), acompanhadas do filho de John Bonham na bateria, apresentaram uma belíssima versão de Stairway to Heaven diante de Jimmy Page, Robert Plant e John Paul Jones, que, emocionados, assistiam à performance do balcão. Vê-los envelhecidos, grisalhos, enrugados – e profundamente dignos como senhores de idade – me fez lembrar de um vídeo que os traz executando a música ao vivo em 1973 e no qual surgem belos, desafiadores e claramente tomados pela profunda e inabalável confiança que a juventude proporciona.

E assistir aos dois vídeos em sequência é um tributo não só ao Led Zeppelin, mas à vida como evento, como celebração da passagem do tempo e à maturidade crescente promovida por este.

Cultura pop nos filmes de Tarantino

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O vídeo abaixo traz, em ordem cronológica (das referências, não dos filmes), todas as referências à cultura pop feitas por Tarantino em seus roteiros. Não é surpresa alguma perceber que a maior parte diz respeito a filmes, músicas e personalidades das décadas de 60 e 70.

Interessante.

Perseguições de carro

postado em by Pablo Villaça em Vídeos | 3 comentários

Adoro supercuts.

Jerries Lewises

postado em by Pablo Villaça em Cinema em seu máximo, Clássicos, Vídeos | 2 comentários

Jerry Lewis é um gênio. Dono de uma carreira absolutamente impressionante (e recomendo fortemente sua autobiografia, que já comentei aqui), Lewis inspirou gerações de atores/humoristas em sua abordagem autoral da comédia, já que muito cedo ganhou controle absoluto sobre suas obras – um risco com ótimos resultados, já que por anos a fio ele foi líder das bilheterias norte-americanas. Minha paixão pelo ator/roteirista/produtor/diretor começou cedo, aliás, quando ainda criança ficava grudado diante da Sessão da Tarde para acompanhar seus filmes – e, sim, atribuo a ele parte da responsabilidade pelo amor que desenvolvi pelo Cinema (e não é à toa que já o homenageei algumas vezes no Cinema em Imagens).

Estou longe de ser o único cinéfilo fascinado por Lewis, porém – e é preciso ser um artista muito especial para inspirar tantos tributos como os que verão neste post e que dá título a esta entrada (a propósito: “Jerries Lewises” não parece algo que sairia dos lábios de Gollum?).

Há vários números clássicos na longa e prolífica carreira de Lewis, mas talvez poucos sejam tão representativos de seu brilhantismo quanto o da máquina de escrever, que combina seu talento para o humor físico, sua frequente utilização da música como complemento cômico, sua natureza infantil/ingênua e, claro, sua compreensão única do ritmo da comédia, que o permitia expandir ideias simples em esquetes elaboradas justamente por saber o momento de repetir rotinas e subitamente alterá-las quando o público parecia finalmente ter compreendido para onde tudo caminhava.

O próprio Jerry Lewis, vale dizer, encenou o número em várias ocasiões, começando no palco, em seus espetáculos repletos de improviso ao lado de Dean Martin (ainda na década de 40), passando pela tevê (no Colgate Hour, que manteve com o parceiro em 1950) e finalmente chegando ao Cinema em 1963, em Errado pra Cachorro (e é interessante notar a evolução da coreografia e o refinamento do timing e da própria “historinha” da performance). Ciente de que esta é talvez sua assinatura definitiva, aliás, o astro recriaria a brincadeira em várias edições de seu telethon anual dedicado a arrecadar fundos para a pesquisa sobre Distrofia Muscular e, mais tarde, em sua volta ao palco nos anos 2000, mas aí a coisa já havia se tornado um pouco mecânica em função da familiaridade excessiva da rotina, como poderão observar mais abaixo.

Comecemos com o Colgate Hour, de 1950:

Treze anos depois, Lewis afinaria “The Typewriter” ao máximo, ciente de que sua imortalização no Cinema se tornaria a versão definitiva do número – como de fato se tornou.

Mais de duas décadas depois, ele pode ser visto em um espetáculo em Paris brincando novamente com a máquina invisível:

E, depois, em um de seus telethons ao vivo:

E isto, meus amigos, foi só o começo da história da máquina de escrever invisível, como comprovarão os norte-americanos, ingleses, brasileiros, japoneses e espanhóis – entre outros – abaixo. Particularmente, confesso ficar emocionado ao testemunhar o alcance obtido e o amor despertado por Joseph Levitch, o eterno e inigualável Jerry Lewis.

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Have Yourself a Movie Little Christmas

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Vídeos | 2 comentários

50 momentos do Cinema que partem o coração

postado em by Pablo Villaça em Cinema em seu máximo, Vídeos | 53 comentários

Chorei em praticamente todos eles, de fato. (Cite seus momentos favoritos, inclusos no supercut ou não, nos comentários!)

(Via Cherlayne.)

Os filmes de 2012

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Novos filmes, Vídeos | 4 comentários

A relação dos filmes incluídos pode ser lida aqui.