A (falta de) gravidade do amor

Graças ao crítico Matt Zoller Seitz, lembrei-me hoje de Núpcias Reais, filme dirigido por Stanley Donen e estrelado por Fred Astaire em 1951. Não é um de meus musicais favoritos (aliás, nem chega perto), mas traz duas ou três sequências memoráveis – sendo a principal delas, claro, a dança de Astaire pelas paredes de um quarto (empregando a mesma técnica, diga-se de passagem, que A Origem usaria quase 60 anos depois).

Linda pela coreografia inspirada do dançarino (que exibe uma energia incrível para alguém com mais de 50 anos de idade), a cena é o retrato de um amor recém-nascido, quando, movidos pela descoberta de uma nova pessoa, nos sentimos… livres. Capazes de tudo. Invencíveis.

Até que, claro, acabamos despencando do teto e arrebentando todos os ossos. Mas aí já é outra história.

postado em by Pablo Villaça em Cinema em seu máximo, Vídeos