Forma e Estilo – 1a. Edição – Balanço

E o ciclo recomeça.

Depois de quatro anos viajando com o Teoria, Linguagem e Crítica, aposentei o curso em dezembro passado após completar 45 edições e somar 1.630 alunos em todas as regiões do país. Foi doloroso, confesso, colocar meu velho amigo para dormir, já que eu havia alcançado um ponto no qual considerava tudo “redondinho”: a estrutura das aulas já era uma segunda natureza, as explicações e exemplos fluíam de maneira orgânica e eu me sentia completamente à vontade em sala. No entanto, era cada vez mais frequente que os alunos incluíssem em suas avaliações um interesse acerca de um novo módulo e, depois de tanto tempo, eu mesmo começava a me sentir inquieto.

Assim, há pouco mais de um ano comecei a preparar o Forma e Estilo Cinematográficos. Depois de decidir usar os escritos dos professores David Bordwell e Kristin Thompson como base da ementa, discuti os fundamentos do curso e da estrutura com o próprio professor Bordwell durante o Ebertfest, em 2012, e alterei alguns elementos que haviam me feito empacar em função da ordem das aulas (talvez uma bobagem para quem veria de fora, mas que me incomodava por fazer a estrutura inicial parecer desconjuntada, sem ligação entre assuntos). Desde então, concentrei-me no conteúdo de cada uma das oito aulas (divididas em cinco dias), nos exemplos que utilizaria e na condução dos tópicos.

Há seis meses, abri as matrículas para a primeira edição em São Paulo e as vagas se esgotaram em um dia. Isto me deixou feliz, mas incrivelmente ansioso: a confiança dos alunos era tamanha que haviam se inscrito para um curso sobre o qual praticamente nada sabiam àquela altura.

Nos últimos dois anos, tenho observado uma proliferação de cursos de Cinema e, confesso, muitos deles trazem ementas que me parecem pura picaretagem, explorando o amor dos alunos pelo Cinema, mas pouco oferecendo em termos de conteúdo. E a última coisa que eu queria era que os alunos saíssem do novo curso com a impressão de terem sido enganados, de terem testemunhado uma continuação inferior, um caça-níqueis ou – talvez pior – uma simples repetição do primeiro com apenas algumas mudanças para despistar. Se a ideia era lançar um novo curso, que este realmente trouxesse algo de inédito e interessante para os alunos.

Com certo receio, decidi incluir na avaliação (ao menos das primeiras edições) uma pergunta que visava comparar o Teoria, Linguagem e Crítica ao Forma e Estilo, pedindo que os alunos avaliassem se o segundo, em termos de qualidade, era inferior, superior ou similar ao primeiro. 95,3% classificaram como “similar ou superior”.

Depois de um ano, pude finalmente respirar aliviado. Trair a confiança dos alunos seria algo que me arrasaria.

Como já fazia antes, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 4,17
Conteúdo: 4,71
Didática: 4,62
Estrutura do curso: 4,67

Média geral: 4,54

Estou satisfeito? Longe disso. Ainda acho que preciso me habituar melhor à estrutura do Forma e Estilo para que ele passe a fluir melhor. Mas para a edição de estreia, ficou acima das minhas expectativas. Resta melhorar.

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clique para ampliar).
postado em by Pablo Villaça
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