Da Escrita

De Gary Provost (tradução minha):

“Esta sentença tem cinco palavras. Aqui estão mais cinco palavras. Sentenças com cinco palavras funcionam. Mas várias consecutivas trazem monotonia. Ouçam o que está acontecendo. A escrita está ficando entediante. Seu som vira um zumbido. É como um disco quebrado. Os ouvidos exigem alguma variação. Agora escute. Alterando a duração da sentença, eu crio música. Música. A escrita canta. Ela ganha um ritmo prazeroso, uma melodia, uma harmonia. Eu uso sentenças curtas. E então uso sentenças de extensão mediana. E às vezes, quando estou seguro de que o leitor está descansado, eu o envolvo em uma sentença de considerável extensão, uma sentença que queima de tanta energia e que ganha força com o ímpeto de um crescendo, como o rufar de tambores. A explosão dos pratos de uma bateria – um som que diz: ‘ouça isto, é importante'”.

Ou, como disse simplesmente Thomas Mann:

“O escritor é aquele para quem escrever é mais difícil do que para todas as outras pessoas.”

postado em by Pablo Villaça em Variados