A Mulher no Livro de Granito – Parte II

(Para ler a primeira parte, clique aqui.)

Acordou várias vezes durante a madrugada. Estava ansioso pelo dia seguinte e, quando conseguia dormir, tinha sonhos nervosos. Em um deles, viu-se caminhando por uma plantação de arroz (sabe-se lá por quê) e encontrando a sepultura de Bette Michelet no meio de uma pequena clareira. Inclinava-se para limpar a lápide quando sentia a presença de alguém ao seu lado. Com o mesmo véu da foto que o capturara, a jovem Bette o encarava.

– Vá embora. – dizia, em português.

– Mas eu quero ficar.

– Vá embora.

– Por quê?

Em vez de responder, ela girava o rosto para o granito.

– A moça da foto não é a mesma que você criou em sua mente.

– Quem é ela, então?

Subitamente, seus olhos eram substituídos por dois buracos escuros e ameaçadores.

Acordou com o coração aos saltos.

Tinha que descobrir quem foi aquela mulher.

———— x ———–

Às dez da manhã, entrou no cemitério de Saint-Paul-de-Vence. Depois da noite inquieta, precisava rever o local no qual Bette Michelet havia sido enterrada e se certificar de que era real, de que estava lá. Viu o livro de granito, a foto da moça sorridente sob o véu aberto e pousou a mão sobre o mármore da sepultura. Pensou que deveria ter trazido alguma flor.

Escutou o som agradável do cascalho e girou a cabeça para ver, a cerca de uns 20 metros, uma jovem senhora caminhando ao redor de outro túmulo e retirando a terra dos vasos que se encontravam sobre este. Observou seu trabalho por algum tempo e percebeu que talvez ela pudesse representar um primeiro passo em sua busca.

Aproximou-se lentamente.

– Bom dia. – cumprimentou, em francês.

– Bom dia. – ela respondeu, após olhá-lo por alguns segundos. Retomou o que fazia.

– Parente seu?

– Meu irmão.

– Sinto muito.

– Obrigada.

Permaneceu em silêncio enquanto pensava em como prosseguir.

– Eu estou fazendo uma pesquisa genealógica sobre uma família que tem alguns de seus membros enterrados aqui. – falou, surpreendendo-se com a história que havia inventado num impulso.

– Ah, é?

– Michelet. Conhece?

Ela interrompeu o que fazia enquanto parecia buscar algo na memória. Finalmente, sacudiu a cabeça:

– Não, acho que não. Qual é a sepultura?

Ele apontou para o pequeno monumento cinzento. Sem dizer uma palavra, ela foi até o túmulo e leu o que o livro dizia.

– Meu irmão se mudou para Saint-Paul em 1983 e eu vim em 87. Ela morreu em 1961. Acho que não posso te ajudar.

Ela sorriu e começou a se afastar. Então, parou e se voltou para ele:

– Você tentou perguntar na administração do cemitério?

– Na realidade, não. Sabe me dizer onde fica?

– Ao lado da igreja, bem no centro da vila.

De onde estava, ele conseguia enxergar a torre do relógio que marcava a posição da igreja. Apertou a mão suja de terra da simpática mulher e se afastou rapidamente.

Cerca de 15 minutos depois, encontrava-se diante do templo católico. Alguns turistas tiravam fotos de seu interior, do mármore que marcava o lugar no qual um religioso fora enterrado há alguns séculos e do belo altar. O que não havia ali, porém, era alguém que pudesse lhe oferecer alguma informação.

Saiu da igreja e viu uma sorveteria italiana a alguns passos. Talvez ali alguém pudesse ajudá-lo.

– Bonjour. – disse para a bela mulher que se encontrava atrás do balcão.

– Buongiorno!

Por alguns milissegundos, pensou se deveria continuar a conversa em italiano – até se lembrar de que não falava aquela língua.

– Estou procurando a administração do cemitério.

– Ah. – ela saiu de trás do balcão e foi até a porta do estabelecimento. – Está vendo aquela porta? É ali.

Estava fechada.

– Não está funcionando?

– Hubert teve que viajar. Volta semana que vem.

Merde.

Anotou mentalmente o nome do responsável pelo cemitério, agradeceu e saiu da sorveteria.

E agora?

———— x ———–

A França começara a registrar oficialmente todos os nascimentos, casamentos e mortes em 1792. Até então, qualquer documento sobre estes eventos era criado pela Igreja, mas após a Revolução o governo decidira que esta tarefa deveria ser desempenhada pelo Estado e passou a se organizar para garantir que nenhum cidadão se mantivesse fora dos registros.

Uma rápida pesquisa revelou que todos os arquivos civis relativos a Saint-Paul-de-Vence estariam em Nice, localizada a alguns quilômetros dali. No entanto, não conseguiu identificar o cartório que guardaria estes registros, o que o obrigaria a visitar vários deles para conseguir a informação que buscava.

Na quarta tentativa, encontrou um funcionário disposto a ajudá-lo. Infelizmente, a ajuda era desanimadora:

– Ela morreu em 1961? Então sinto muito, mas mesmo que encontre o cartório que arquiva os registros de Saint-Paul-de-Vence (e não sei dizer qual é), as informações não serão liberadas. Os únicos registros públicos são aqueles com mais de cem anos; se estiver querendo algum com menos de um século, precisará provar que é descendente direto da pessoa. O senhor é parente dessa… Bette Michelet?

– Na realidade, não.

– Então sugiro que encontre algum parente dela. É a única forma de ter acesso aos registros. Isto caso existam.

Pela segunda vez no mesmo dia, soltou um “merde” mentalmente.

———— x ———–

Encontrava-se num beco sem saída. Tentou se convencer de que aquela busca era uma insanidade. Que Bette era provavelmente uma mulher absolutamente comum que não justificaria todo aquele esforço. Que vivera uma vida prosaica. Que…

Ele precisava continuar.

Só restava esperar pelo retorno de Hubert. Certamente os registros do cemitério trariam alguma informação.

Precisaria adiar o retorno ao Brasil mais uma vez. Concluiu que o melhor seria deixar a data de volta em aberto.

– Estou louco. É isso.

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Nos dias seguintes, tentou relaxar e explorar a região como um turista qualquer. Sabia que a única esperança de encontrar qualquer forma de prosseguir em sua busca residia na administração do cemitério e, até que o tal Hubert retornasse, estaria de mãos atadas. Fez uma pequena lista do que deveria perguntar ao sujeito, incluindo uma informação crucial que, só percebera depois, não aparecia no livro de granito: o nome do devotado marido de Bette.

Todas as manhãs, visitava o cemitério e deixava uma pequena rosa vermelha diante da foto da moça. Se fosse religioso, faria uma breve prece – mas não era. Em vez disso, pegava-se imaginando a jovem mulher em seu dia-a-dia. Tentava visualizá-la gargalhando, olhando apaixonada para o marido (e, às vezes, se colocava na posição deste, o que o envergonhava imensamente) e, vez por outra, chorando por algum motivo.

Estava romantizando a garota cada vez mais e transformando-a numa personagem. Ao se dar conta disso – e de como comprometia sua objetividade -, tentava se conter, mas nem sempre com sucesso.

Também criou o hábito de passar em frente à administração do cemitério ao menos duas vezes por dia, pela manhã e ao final da tarde, mas sempre via a madeira marrom da porta interrompendo seu avanço. Acabou se tornando cliente regular da sorveteria e confidenciou sua busca a Anunciata, dona do estabelecimento (e ao descobrir seu nome, tentou encará-lo como uma espécie de sinal positivo).

No quinto dia, assim que acabou de subir a escadaria de pedra que levava à rua da Igreja, foi surpreendido ao não conseguir enxergar a porta que sempre buscava – e levou alguns instantes até perceber o que isto significava. Hubert estava de volta.

Inconscientemente, acelerou os passos e entrou quase correndo no pequeno escritório. Esperara encontrar um balcão e, atrás deste, mesas e arquivos velhos de metal comandados por um senhor de bengala e vastos cabelos brancos. Em vez disso, deparou-se com um ambiente bem mais moderno do que havia imaginado: sofás confortáveis em cada canto do aposento e, ao fundo, uma escrivaninha enorme atrás da qual um homens de uns trinta e poucos anos se sentava enquanto consultava um computador obviamente recém-instalado.

– Ah… bom dia.

– Bom dia! Estava esperando por você!

Confuso, teve uma breve sensação de estar em um sonho. Não fazia qualquer sentido o que o sujeito acabara de diz…

– Você é o escritor brasileiro, não é? Que está buscando informações sobre uma sepultura?

– Como…

– Anunciata. Quando passei na sorveteria ontem à noite, ao chegar de viagem, ela saiu feito uma maluca para me segurar e contar tudo ao seu respeito.

– Ah… espero que ela não tenha me feito parecer um louco.

Hubert se levantou e estendeu a mão.

– De forma alguma. Ela disse que você é um romântico. Está comovida com sua busca.

– Mas realmente não há nada de românt…

– Tanto que, para ser sincero, normalmente eu não poderia ajudá-lo. Os dados relativos às sepulturas são confidenciais, como deve imaginar. Mas Anunciata me mataria se eu não o ajudasse. E como adoro o sorvete que eles fazem…

Ele riu amigavelmente. Em seguida, estendeu a mão para a cadeira diante de sua mesa.

O escritor sentou-se ainda aturdido com a velocidade com que as coisas haviam começado a se mover de repente.

– O nosso sistema de arquivos é organizado não pelo nome dos ocupantes das sepulturas, pois isto seria confuso demais. Temos, por exemplo, um túmulo da Ordem dos Franciscanos que já foi ocupado por quase 20 religiosos ao longo dos últimos 120 anos. Em vez disso, catalogamos tudo a partir dos números de cada local de repouso. Hoje de manhã, para adiantar, passei no cemitério e busquei o de sua Bette – não sei se você sabe, mas Anunciata já foi visitá-lo e me explicou exatamente onde ficava. Ela realmente ficou impressionada com sua história.

O brasileiro permaneceu em silêncio e apenas sorriu levemente. Hubert voltou-se para o monitor à sua frente.

– Bom, o túmulo é o de número 260687. Há apenas uma pessoa enterrada ali: Bette Michelet. Nascida em primeiro de março de 1932 e falecida em 13 de outubro de 1961. Causa mortis: edema cerebral ocorrido em função de um acidente. O proprietário da sepultura é George Rouveron Michelet, que a adquiriu também em outubro de 61. Suponho que seja o marido da morta.

O jovem administrador do cemitério inclinou-se para trás na cadeira.

– E isso é tudo que temos sobre ela. – e, sorrindo, completou: – Além, claro, do endereço do senhor George aqui mesmo em Saint-Paul-de-Vence. Ao menos, até 1982, quando foi atualizado pela última vez.

Ele estendeu um papel no qual já havia anotado a informação.

– Uau. Nem… nem sei como agradecer.

Hubert fez um gesto descartando a necessidade do “obrigado”.

– Que tipo de acidente a matou?

– Não sei dizer, infelizmente. Procurei uma cópia física do atestado de óbito, mas não encontrei. Você teria que ir até o cartório em Nice para achar o original, mas não o liberariam sem um comprovante de que é parente do falecido.

– É, eu sei. Já tentei isso.

Olhou o endereço no papel e o digitou no GPS de seu celular. Estava a dez minutos de caminhada da casa na qual o viúvo de Bette Michelet morava. Ou morara até 1982.

– Muito, muito, muito obrigado por sua ajuda. De verdade.

– Ei, os franceses adoram romance, não sabia? Apenas dê um jeito de me contar como a história acaba e ficarei satisfeito.

Apertaram as mãos.

O escritor saiu dali direto para a residência de George Rouveron Michelet.

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Ele já não morava em Saint-Paul-de-Vence há pelo menos 30 anos. Na realidade, não morava em lugar algum, pois morrera em 2002.

Na velha casa indicada por Hubert, encontrou uma senhora de uns 80 anos que se identificou como parente distante de George, de quem comprara o imóvel em 1985. Inicialmente desconfiada, ela suavizou um pouco as feições ao descobrir que o estranho buscava informações sobre a falecida esposa de Michelet. “Pobrezinha”, dissera apenas.

– Ele saiu de Saint-Paul e se mudou para Nice. Ele se casou por lá, mas já morreu há muito tempo. Há mais de dez anos, no mínimo.

– A senhora sabe me dizer algo sobre a esposa dele? A primeira, digo. Bette.

Ela franziu a testa, o que parecia um milagre considerando que a quantidade de dobraduras em sua pele envelhecida não parecia capaz de comportar mais rugas ou vincos.

– Ela se chamava Bette? Engraçado. Não me lembrava disso. Achava que era algo como Alfonsine. A memória já não funciona mais como antes, sabe?

Ele sorriu com compreensão e aguardou enquanto ela organizava os pensamentos.

– Não me lembro de muita coisa. Eu não era próxima deles naquela época. Fui ao casamento dos dois e me recordo de que minha mãe sempre falava dela aos sussurros, mas não sei bem por quê. Bom, mas quando comprei essa casa, George fez um preço muito bom. Parecia ansioso para se ver livre disso. Ele não era um homem feliz, acho. Você quer um biscoito?

– Não, não, obrigado. A senhora por acaso saberia o endereço dele em Nice?

Para sua grande felicidade, a adorável velhinha disse apenas um “Eu tenho na minha agenda” e se afastou para buscá-la.

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– Meu pai não era um homem particularmente amoroso.

Estava diante de um rapaz de 28 anos de idade, filho único do casamento de George Michelet e Marie Dorat. Esperara três dias para visitar a antiga residência do viúvo de Bette enquanto tentava pensar na melhor maneira de abordar sua família. Finalmente, decidira que o melhor caminho seria a mais pura honestidade e, assim, depois de tocar a campainha do pequeno prédio localizado no centro de Nice e de se apresentar para o atual ocupante do apartamento – Louis Michelet -, explicara exatamente como chegara até ali.

– Eu realmente não sei como posso ajudá-lo.

Estava sentado na minúscula sala que Louis herdara dos pais após a morte de George, em 2002, e de Marie, há poucos meses.

– Seu pai nunca falava sobre a primeira esposa?

– Não que eu me lembre. Ele não costumava compartilhar muito do que se passava em sua mente.

George começara a trabalhar como taxista ao se mudar para Nice, em 1985, e assim permanecera até morrer em função de um enfarte fulminante. Casara-se com Marie em 86, tornara-se pai em 88 e vivera uma vida desinteressante até cair morto no chão de um restaurante chinês há mais de dez anos.

– Ele nunca me passou a impressão de ser um homem feliz. Às vezes, eu sentia como se minha mãe e eu fôssemos algo ao qual ele se resignou ao não conseguir nada melhor.

Ou talvez ao ter perdido algo melhor. Ou algo que assim considerava.

– Você acha que ele falou para sua mãe sobre a primeira esposa?

O rapaz pensou por algum tempo.

– Talvez. Eu não saberia dizer. Ela certamente nunca me contou nada. Mas também não acho que ele tenha feito minha mãe muito feliz. O mesmo distanciamento que tinha comigo se repetia com ela.

Tentou colocar-se na posição de George: depois de casar-se com a mulher que amava, fora obrigado a enterrá-la precocemente graças a um acidente. A natureza humana, porém, levara-o a buscar uma nova companhia, a construir uma família. E isto só ressaltara o que havia perdido.

– Qual era o nome dela, aliás? Da primeira esposa do meu pai?

– Bette.

O jovem empalideceu.

– Filho da puta.

O escritor se surpreendeu diante da raiva que leu no rosto do outro.

– O que f…

– Eu nem sei dizer quantas vezes vi minha mãe chateada ou mesmo chorando por causa desse insulto.

– Insulto…?

– Meu pai sempre a chamava de “Bette”.

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Estava de volta ao hotel em Saint-Paul-de-Vence. Deitado na cama de casal do confortável quarto do charmoso Le Hameau, repassou tudo o que havia descoberto nos últimos dez dias. Lamentava por Marie Dorat, que se casara com um homem sem saber que este carregava uma ferida que se recusava a fechar. Não deve ter sido fácil passar tantos anos com alguém que insistia em chamá-la pelo nome da esposa falecida.

Pensou em George. Em sua dor. Em como, mais de quarenta anos após a morte de Bette, mantinha a amada tão presente em sua mente que não conseguia deixar de chamar sua segunda esposa com o nome da primeira.

“A mon épouse chérie. Votre mari dévoué”.

Devotado, de fato. Até demais, diria seu ressentido filho.

Por um lado, sentia-se satisfeito por ter descoberto como a história de George continuara e terminara; por outro, lamentava não ter conseguido saber mais sobre Bette. No entanto, não sabia mais como buscar informações sobre a garota. Todas as suas investigações levaram ao viúvo e só; não encontrara um só parente da mulher enterrada sob o livro de granito.

Teria que ser realista e desistir da busca.

Na manhã seguinte, iria ao cemitério uma última vez (já não o visitava há pelo menos três dias), despediria-se da foto, de Bette, de sua obsessão. Ela permaneceria como um destes vazios que se recusam a ser preenchidos.

Dormiu frustrado e teve uma noite sem sonhos.

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Estava a poucos metros do túmulo quando viu a rosa. Não uma rosa vermelha como aquelas que ele havia se habituado a levar – e como a que carregava naquele momento -, mas uma branca. Como a da foto no livro.

Aproximou-se lentamente e com a respiração pesada. Quem…?

Olhou ao seu redor. O cemitério estava vazio.

Tocou as pétalas da flor e percebeu que estavam levemente murchas. A rosa fora deixada ali no dia anterior. Alguém visitara a sepultura de Bette Michelet há menos de 24 horas. Alguém que se importava o suficiente com sua memória para, 54 anos depois de sua morte, homenageá-la com a mesma flor que ela usara em seu casamento. (E por que ele mesmo não pensara em levar rosas brancas em vez de vermelhas?)

Passou os olhos pelos túmulos vizinhos para ver se por acaso alguém havia deixado rosas sobre todos eles. Não. Apenas sobre o de sua Bette.

Concluiu imediatamente que havia sido presenteado com uma nova pista. Um novo caminho. Alguém ainda se lembrava de Bette Michelet.

Tomou a decisão mais prática – ainda que exaustiva – e passou a semana seguinte praticamente acampado no cemitério de Saint-Paul-de-Vence. Chegava assim que o portão se abria, às nove da manhã, e saía apenas quando se fechava no final da tarde. Leu três livros, adiantou sensivelmente o novo original no qual trabalhava e teve queimaduras quase de segundo grau nos braços em função da exposição contínua ao sol.

E ninguém se aproximara novamente da sepultura.

Já temia aquilo. Que a rosa houvesse sido deixada em lembrança de uma data específica – no caso, 28 de maio. O que era estranho, já que não se tratava nem do dia de nascimento ou de morte de Bette. A rosa branca celebrava algo, isto era claro. Mas o quê?

Então se deu conta de sua única opção restante.

Teria que voltar dali a um ano e esperar pela pessoa que deixara a rosa branca.

Retornou  ao hotel para arrumar a mala.

(fim da segunda – e penúltima – parte.)
(parte 1) (parte 3)

postado em by Pablo Villaça em Variados