A Importância da História (ou “Eu Lembro”)

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Em uma entrevista concedida há dois dias e cuja leitura recomendo fortemente, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, fez uma observação bastante interessante sobre a postura política de boa parte da população mais jovem:

“Imagina um jovem de 18 anos hoje. Ele não sabe o que foi a era pré-Lula. Até mais. 25 anos. Uma pessoa de 25 anos hoje, tinha 12, 13, quando o Lula tomou posse. O que eles sabem? Quer dizer, se colocou um desafio muito maior, mas temos de conversar com a população sobre o que se avançou. Até para se apropriar dessas conquistas, as pessoas têm de saber o que era o Brasil antes dessas oportunidades surgirem. É um desafio grande. Uma coisa é explicar para uma pessoa de 40 anos o que era o Brasil antes do Lula e outra para uma pessoa de 25, porque ela não viveu. Ela não viveu o desemprego, a inflação, o apagão, falta de oportunidade educacional.”

É uma reflexão fundamental. Como já apontei algumas vezes, tenho ficado chocado com a quantidade de jovens que vêm assumindo uma postura reacionária, claramente de Direita, enquanto regurgitam clichês retóricos típicos das classes economicamente dominantes. Mesmo quando tentam assumir uma postura apolítica (“Não existe mais diferença entre Esquerda e Direita no país”, “Não tenho partido; sou contra tudo que está aí”; “Todo político é ocrrupto”), fica fácil perceber que se trata apenas de uma fachada, já que todas as críticas que fazem dizem respeito ao governo federal – mesmo quando estão discutindo temas subordinados às administrações estaduais e municipais.

Mas, a partir do que ponderou Haddad, me vi movido a indagar se estes jovens são de fato reacionários (algo ainda mais estranho e triste na juventude) ou se apenas não se lembram de como era o Brasil pré-2002.

Porque eu lembro. Lembro do Plano Cruzado com suas donas-de-casa fiscais de preço; do confisco da bolsa; dos apagões de FHC e sua dependência do FMI. Lembro de quando FHC obrigou o país a racionar luz. Lembro da falta de oportunidades na educação pública. Da falta de universidades (que poderia ser pior; já que ele cogitou acabar com as públicas). Lembro da inflação (que tantos dizem que FHC controlou, mas que na realidade subiu descontroladamente no seu mandato).  Lembro da compra de votos pra reeleição (200 mil/deputado). Lembro dos grampos telefônicos na era FHC. Lembro do Engavetador-Geral da União, que, ao contrário do que ocorre hoje, não permitia que as denúncias fossem investigadas. Lembro do vexame da “festa” dos 500 anos. Lembro do 1,6 BILHÃO que FHC deu ao Marka/FonteCindam (e lembro do Cacciola). Lembro do filho de FHC e seu envolvimento com a EXPO 2000. Lembro do massacre no Eldorado dos Carajás. Lembro da dengue descontrolada. Lembro dos reajustes de 580% na telefonia. Lembro do PIB ridículo. Lembro dos mais de 2 BILHÕES de fraude na SUDAM de FHC. Lembro de FHC chamando aposentados de “vagabundos” E o povo brasileiro de “caipira“.

Lembro, enfim, muito bem de como era este país até 12 anos atrás. Esta é a questão: não falo tanto de política porque gosto. Ao contrário: me dá dor de cabeça, me faz perder leitores e me prejudica profissionalmente.

Eu falo tanto de política porque preciso. Tenho dois filhos. Não quero pra eles o Brasil no qual cresci. Não quero retrocesso. E é por esta razão, por saber que tenho tantos leitores jovens, que me sinto na obrigação de passar a eles um pouco do que vivi e testemunhei.

Isso não é ativismo político; é apenas ser responsável como cidadão.

 

Teoria, Linguagem e Crítica – 51a. Edição – João Pessoa

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Este ano, visitei duas capitais pela primeira vez com os cursos: Aracaju e João Pessoa. Por um lado, é sempre um prazer conhecer alunos de novas cidades; por outro, produzir um curso pela primeira vez em um local inédito é sempre complicado – algo que ficou patente em função do local que abrigou as aulas e que deixou muito a desejar. Aliás, não foi à toa que resultou na menor nota já dada ao local usado para o curso, numa avaliação com a qual concordo plenamente com a turma, já que era um lugar realmente apertado e com um ar condicionado excessivamente barulhento.

Em contrapartida, foi uma imensa felicidade ver a sala lotada de cinéfilos empolgados e participativos (participativos até demais, diga-se de passagem, já que tive que me esforçar para controlar o tempo em função de tantas perguntas e insights). Da próxima vez em que for a João Pessoa, encontrarei uma sala que faça jus aos alunos.

Como de hábito, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,44 (quinquagésima); 4,66 (quadragésima nona); 4,33 (quadragésima oitava); 4,48 (quadragésima sétima); 4,50 (quadragésima sexta); 4,56 (quadragésima quinta), 4,62 (quadragésima quarta), 4,51 (quadragésima terceira), 4,37 (quadragésima segunda), 4,39 (quadragésima primeira), 4,75 (quadragésima), 4,67 (Trigésima nona), 4,61 (Trigésima oitava), 4,62 (Trigésima sétima), 4,7 (Trigésima sexta), 4,53 (Trigésima quinta), 4,44 (Trigésima quarta), 4,58 (Trigésima terceira), 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 2,62 (a menor até hoje; terei que encontrar uma nova sala de aula em João Pessoa mesmo)
Conteúdo: 4,86
Didática: 4,95
Estrutura do curso: 4,73

Média geral: 4,29.

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,85.

Para concluir, a foto tradicional de formatura:

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Videocast: O Problema do 3D no Cinema

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Cronologia de um Demagogo

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01/12/2011: Ronaldo aceita cargo no Comitê Organizador Local da Copa.

20/10/2011: Ronaldo celebra Copa 2014 no Itaquerão.

20/03/2012: Ronaldo: “A Copa do Mundo da FIFA é de todo o Brasil”.

10/10/2012: Ronaldo garante Brasil pronto pra receber a Copa 2014.

30/01/2013: Ronaldo pede para imprensa abraçar a Copa do Mundo.

05/11/2013: Ronaldo defende Copa de “protestos inventados” e enaltece progresso.

19/12/2013: Ronaldo minimiza desconfianças e vê Brasil acreditar no projeto da Copa 2014.

07/01/2014: Ronaldo diz que Copa está trazendo muitos benefícios ao país.

21/02/2014: “Copa é um grande negócio para o país”, afirma Ronaldo.

30/03/2014: Ronaldo está animado para a Copa de 2014.

01/05/2014: Ronaldo posta foto de apoio à candidatura de Aécio Neves.

23/05/2014: Ronaldo se diz envergonhado com preparação da Copa.

A propósito: de acordo com a Ernst & Young e a Fundação Getúlio Vargas, entre 2010 e 2014, o Brasil deverá arrecadar 16 bilhões com impostos deixados pela FIFA no Brasil (entre valores dos ingressos e eventos relacionados) – um valor consideravelmente superior ao que o governo federal gastou na reforma dos estádios. Ou seja, a Copa dará lucro ao país. Que coisa.

Update: Estão tentando vender a ideia mentirosa de que o governo federal isentou a FIFA de impostos sobre os ingressos. Errado. A FIFA ganhou isenção ao IMPORTAR itens para a infra-estrutura dos jogos, como uniformes e ônibus. Mas não foi só ela. As televisões brasileiras também ganharam isenção para importar equipamentos necessários para televisionar o evento. Não caiam nas falácias dos reacionários; eles ganham espalhando inverdades.

Teoria, Linguagem e Crítica – 50a. Edição – Rio de Janeiro

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A edição que ocorreu no Rio de Janeiro em maio atingiu dois números redondos que fazem qualquer vítima de Transtorno Obsessivo-Compulsivo celebrar: não só foi a 50a. vez que o Teoria, Linguagem e Crítica ocorreu como alcancei nada menos do que 1.800 alunos do “módulo 1” desde 2009, quando comecei a viajar com o curso (o “módulo 2”, ou Forma e Estilo Cinematográficos, já soma 672 alunos em apenas um ano de existência). Foi também uma edição animada, repleta de alunos participativos que ofereceram vários insights sobre as cenas exibidas que me surpreenderam mesmo depois de seis anos de estrada. Além disso, a dedicação da turma foi tamanha que, mesmo com o Rio enfrentando uma greve de ônibus por dois dias, praticamente ninguém faltou às aulas, o que me deixou extremamente feliz.

Foi uma semana memorável, enfim.

Como de hábito, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,66 (quadragésima nona); 4,33 (quadragésima oitava); 4,48 (quadragésima sétima); 4,50 (quadragésima sexta); 4,56 (quadragésima quinta), 4,62 (quadragésima quarta), 4,51 (quadragésima terceira), 4,37 (quadragésima segunda), 4,39 (quadragésima primeira), 4,75 (quadragésima), 4,67 (Trigésima nona), 4,61 (Trigésima oitava), 4,62 (Trigésima sétima), 4,7 (Trigésima sexta), 4,53 (Trigésima quinta), 4,44 (Trigésima quarta), 4,58 (Trigésima terceira), 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,52
Conteúdo: 4,72
Didática: 4,89
Estrutura do curso: 4,65

Média geral: 4,44.

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,75.

Para concluir, a foto tradicional de formatura:

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Louie e a Garota Gorda

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A Arte tem um potencial infinito. Pode divertir, emocionar, aterrorizar, levar à reflexão e à autocrítica. Tem a capacidade de, por um momento, levar um humano a se colocar na pele de outro. Permite que experimentemos o mundo a partir da visão de alguém que enxerga a realidade de forma completamente diversa à nossa. Pode provocar um sorriso doído através de uma piada que, mesmo divertida, traz em seu centro uma realidade que machuca.

O contrário é possível, claro: há quem faça arte (com minúscula mesmo) para humilhar, para reduzir, para trazer todos a um nível basal de humanidade. Há quem faça piada para tentar estabelecer a própria superioridade: você é nordestino, é preto, é mulher, é gay; eu vivo no rico Sudeste, sou branco, homem, heterossexual. HA! Você pode ser Danilo Gentili, por exemplo. É mais fácil por ser medíocre e destrutivo. E haverá quem ria de você. As pessoas, de modo geral, não são exigentes com seus artistas.

Mas, por outro lado, você pode ser Louis C.K. e criar algo sublime como o terceiro episódio da quarta temporada de “Louie”.

O que C.K. faz ali como diretor, roteirista, montador e protagonista é algo único: astro do próprio show, ele é humilde, humano e generoso o bastante ao se retratar como um homem que, diante de uma mulher fantástica, inteligente e vivaz, jamais passa de sua superfície e a julga por aquilo que ela tem de menos relevante: seu corpo. Colocando-se na posição ficcional que ele sabe ter tantas vezes ocupado na vida (e não só ele: me enxerguei na feiúra fútil do “Louie” do show e me reconheci, triste, na tolice de sua superficialidade), C.K. cria um episódio no qual é abordado repetidas vezes pela garçonete do bar de standup que frequenta, rejeitando-a sempre por considerá-la gorda (ela é). Finalmente, sentindo-se meio culpado e mesmo curioso acerca da garota, que se apresenta sempre divertida e articulada, ele aceita passar uma tarde com ela – e, numa sequência ágil que constrói as horas que passam juntos, percebemos claramente como ela é uma companhia adorável, vemos seu lindo sorriso ao compartilhar detalhes de sua vida com o companheiro de passeio e percebemos como Louie se encontra à vontade ao seu lado.

E é então, que, numa troca de reflexões sobre a natureza dos encontros românticos, Vanessa (vivida lindamente por Sarah Baker) comenta que tudo é mais difícil ainda para uma “mulher com cerca de 30 anos e gorda” – o que inspira Louie a, num impulso ao qual todos já cedemos, responder com uma mentira supostamente bem-intencionada, mas que machuca justamente por soar como um gesto condescendente e vazio: “Você não é gorda”.

O que vem a seguir representa um dos momentos mais belos que já testemunhei em uma produção para a tevê: um quase monólogo que, num longo plano de sete minutos, traz Vanessa rasgando a própria alma para Louie e para o espectador enquanto explica por que aquela é uma mentira tão dolorosa e expondo a crueldade de uma cultura que se detém na superfície de um indivíduo e ignora a riqueza que este traz em seu interior e que poderia facilmente encantar qualquer um se fôssemos simplesmente capazes de valorizar a essência no lugar da maquiagem. Sem jamais forçar um sentimentalismo tolo (Vanessa não chora, não grita, não interpreta), C.K. e sua fantástica atriz (que, espero, será devidamente premiada pela obra de Arte que constrói aqui) dissecam a cultura da aparência, apontam o absurdo das prioridades invertidas e criam um instante de imensa humanidade e dor em meio a uma série que tem o humor como mote principal – e é precisamente por surgir neste contexto que aquela conversa soa tão real, tão rica e tão demolidora.

Aliás, o mais tocante é notar como, ao iniciar sua fala ao ouvir a frase sabidamente falsa de Louie, Baker não sugere raiva ou mágoa por parte de sua personagem. Em vez disso, seu olhar trai apenas… desapontamento. Uma profunda decepção ao perceber que um comediante que expõe suas fragilidade todas as noites no palco, falando inclusive sobre as inseguranças trazidas pela obesidade, se mostra tão cego à ferida que acaba de provocar. Louis C.K. é um homem gordo, sabe disso e convida os outros a rirem de seu corpo (o que não deixa de ser uma autodefesa). O que ele não sabe é que ser uma mulher gorda é algo completamente diferente.

Ou melhor: não sabe, mas quer no mínimo compreender a dura e dolorida realidade que ele mesmo cria (não: que todos nós criamos) para qualquer mulher acima daquele peso que, aprendemos nas capas de revista, seria o “ideal”. Ao final daqueles sete magníficos minutos, podemos até não absorver completamente o que aprendemos, mas certamente pudemos enxergar nossa própria postura fútil através dos olhos daquelas que julgamos.

E é triste perceber que o que vemos não é bonito como gostaríamos de crer.

Ao menos, há obras como estas que, ao erguerem um espelho fundamental diante de nossos olhos, projetam um reflexo mais profundo e revelador do que aquele que nos acostumamos a ver no cotidiano. Que bom que há a Arte. Que bom que há artistas como Louis C.K. e Sarah Baker. Que bom.

A Culpa é do PT?

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Este será um ano difícil.

Anos eleitorais sempre são desgastantes para qualquer um que se importe com política, mas 2014 promete ser um período particularmente exaustivo. Considerando a virulência manifestada nas redes sociais por aqueles que se colocam contra o governo federal – e insisto em apontar que o tom e a agressividade dos argumentos por parte da esquerda nem chegam aos pés daqueles usados pela direita -, os próximos meses serão tomados por factóides, maniqueísmo midiático e baixarias.

Que a mídia há muito demoniza o governo federal enquanto higieniza todo e qualquer escândalo envolvendo a oposição é algo inquestionável. Basta ver o que ocorre agora em São Paulo, quando UOL, Foxlha, Veja e Estadão insistem em dizer que não haverá racionamento de água no estado, repetindo o discurso de Alckmin, quando um levantamento recente feito pelo Instituto Data Popular aponta que 23% da população já sofre com a falta de água – 35% só na capital. O mais revelador, contudo, é perceber que o problema afeta duas vezes mais as famílias de baixa renda: 12% dos que ganham mais de dez salários-mínimos contra 25% daqueles que recebem até um salário. Enquanto isso, denúncias envolvendo a Petrobrás (que, claro, devem ser investigadas) ocupam as páginas dos portais e dos jornais mesmo que o processo de apuração ainda se encontre em andamento. Ou seja: um fato é ignorado por prejudicar Alckmin; uma denúncia é amplamente discutida por prejudicar Dilma. Dois pesos e duas medidas.

Aliás, faço um desafio: entre no UOL todos os dias (mas não clique em nada; eles não merecem pageviews) e perceberá que sempre haverá uma manchete anti-governo em destaque. Se houver algo positivo, estará enterrado no pé da página. Por outro lado, chamadas envolvendo a oposição sempre ganham viés positivo. Não é à toa que, há algum tempo, o UOL mudou a manchete da mesma notícia em um curto espaço de tempo, transformando um fato positivo em negativo no espaço de apenas algumas horas. Da mesma maneira, é impossível esquecer a manchete da Foxlha, em novembro, que informava “Prefeito sabia de tudo, diz fiscal preso”, esquecendo-se convenientemente de observar que o prefeito em questão era o ex, Kassab, e não o atual, Haddad.

Este ataque diário já trouxe resultados: virou clichê – e até motivo de piada – notar como sempre há alguém culpando o PT por tudo que ocorre no mundo, desde questões municipais em cidades administradas por tucanos ou democratas até, pasmem, a derrota do Vasco no campeonato brasileiro (não é brincadeira; o técnico da equipe atribuiu a responsabilidade ao PT em entrevista pós-jogo). Enquanto isso, comentaristas de portal (o esgoto do esgoto da Internet) publicam ameaças/desejos de morte à presidente – sendo aplaudidos com “likes” pelos colegas -, contribuindo para o processo de desumanização da política e do debate sadio.

O mais irônico é que estes mesmos jornalistas e comentaristas de Internet insistem em afirmar que o governo é “censor”. Ora, se o governo Dilma realmente aplica a censura nos meios de comunicação, o censor oficial deveria ser imediatamente demitido, pois está fazendo um trabalho pavoroso, já que, como já dito, a presidente e sua gestão se encontram sob ataque constante. O curioso é que estes mesmo indivíduos que gritam “Censura!” nada comentam sobre a tentativa de Aécio Neves de censurar o Google ou sobre a postura do senador tucano Aloysio Nunes, que, ao ouvir uma pergunta feita por um sujeito, partiu para a agressão física e ainda conseguiu fazer o sujeito ser preso. Detalhe: em ambos os casos, tudo foi registrado pela Justiça ou em vídeo, tornando impossível negar o que ocorreu. Aliás, sabem como O Globo noticiou a agressão de Nunes? “Ex-assessor de deputada petista é preso por insultar senador”. Vejam o vídeo e reflitam se realmente foi isto que ocorreu.

MAS, ENTÃO, O QUE FAZER?

Ah, jovem padawan, esta é a questão central. Porque o que vem ocorrendo é que, acuados pela enxurrada de ataques por parte da mídia e comentaristas de portal, os militantes de esquerda, associados ou não a algum partido, parecem cada vez mais tímidos e intimidados. E é precisamente isto que a direita deseja: criar uma sensação de instabilidade e de insatisfação tamanhos até que a vitória das forças conservadoras se torne viável. Não é à toa que a aprovação de Dilma caiu – estranho seria se, com tantas manchetes contra seu governo, ela se mantivesse no mesmo lugar. No entanto, as perguntas mais importantes são: a queda da presidente reflete o estado das coisas? Estamos mesmo indo para o buraco sob a liderança de Dilma Rousseff? A presidente está destruindo o país? As coisas estão piorando?

Errr… não. Nem de perto. O desemprego nunca esteve tão baixo. 22 milhões de pessoas deixaram a situação de miséria. Educação e Saúde nunca receberam tantas verbas. O Bolsa Família, tão atacado pela direita, é visto com admiração pelo resto do mundo.

Não que a gestão Dilma seja perfeita. Particularmente, me irrito constantemente com o espaço que o governo confere aos fundamentalistas religiosos e à bancada ruralista. Movimentos sociais foram solenemente ignorados neste primeiro mandato e a aliança do PT que permitiu a ascensão de figuras como Márcio Lacerda em Belo Horizonte provocou danos profundos à minha querida cidade. (Reparem que não linkei nada para comprovar os aspectos negativos relacionados à Dilma, já que os conservadores não pedem fontes quando a informação é anti-governo e não protestarão.)

Mas não, mesmo considerando os problemas inquestionáveis do governo, o retrato de caos pintado pela mídia não corresponde à realidade.

“Mas a inflação está descontrolada!” “A Petrobrás está afundando!”

Ai, ai.

A inflação anual na gestão Dilma é menor que aquelas dos governos Lula e FHC.

Inflação anual sob Dilma: 6,08%.
Sob Lula: 7,53%.
Sob FHC: 12,4%.

“Ah, mas FHC pegou o país muito pior e, quando entregou a Lula, tudo já estava melhorando! Lula foi beneficiado por tudo que FHC fez.”

Hum… não. FHC, na verdade, quebrou o Brasil três vezes. Em seu segundo mandato, a inflação vinha subindo.

12anos

E a Petrobrás? Está mesmo afundando sob Dilma?

Vamos ver. Em 2002, a Petrobrás valia 15,5 bilhões de dólares. Em 2012? 126 bilhões. O lucro da Petrobrás em 2002: 8,1 bilhões. Em 2012? 21,2 bilhões. A receita da Petrobrás em 2002: 69,2 bilhões. Em 2012? 281,3 bilhões.

Uou.

Por outro lado, vale apontar que FHC tinha planos de privatizar a empresa (lembram da “Petrobrax”?); a impediu de buscar empréstimos no exterior; quebrou o monopólio sobre o petróleo com o objetivo de permitir que empresas estrangeiras explorassem nossas jazidas; entre outras ações pavorosas.

E Pasadena? Isto justifica um mau negócio? Bom, negócios são negócios; erros de avaliação ocorrem. Agora, se envolveram negligência e/ou corrupção, devem ser investigados e punidos. Se envolveram. Ainda assim, é importante apontar que a questão é complexa e que até mesmo o especialista convidado pela Globo News para opinar sobre o assunto mostrou-se favorável à maneira com que a Petrobrás vem sendo administrada.

OK, OK, MAS VOCÊ NÃO RESPONDEU O QUE DEVEMOS FAZER!

Verdade. Acabei me distraindo.

Bom, neste momento, já que a Comunicação do governo federal parece incapaz de se defender (este é um problema histórico das gestões Lula-Dilma; sofrem de Síndrome de Estocolmo e parecem gostar de apanhar da mídia, sempre sonhando em conquistá-la), cabe a você combater a campanha de desinformação da mídia. Sempre que ler (mais uma) manchete negativa no UOL, leia a matéria e suas entrelinhas. Ou melhor: busque outras fontes. Esqueça o UOL e a Abril de modo geral. Uma coisa é ter posição política; outra é maquiar/alterar/manipular informações.

Por sorte, temos os fatos do nosso lado e o Google existe para isso. O importante é não ficar calado – o silêncio dá a impressão de estarmos admitindo um fracasso que não existe. Estimulem seus amigos e seus familiares a pesquisarem. Quando vierem com um “a culpa é da Dilma!”, pergunte por quê. Peça fontes. Não tenha medo de ser atacado(a) – passo por isso todo dia nas redes sociais (e certamente acontecerá nos comentários deste post) e posso afirmar que não dói. Com o tempo, até passa a ser divertido, já que o desespero da oposição se torna evidente assim que é confrontada com os fatos.

Não podemos desanimar. Não podemos nos acovardar. Há um projeto muito bonito – mesmo que falho – em andamento. E se você se lembra de como o país era no período FHC (ou como é na gestão tucana em MG e SP), sabe que não podemos caminhar para trás.

A vantagem é que – de novo – os fatos e as estatísticas estão do nosso lado, mesmo que a oposição tente fazer o possível para desmerecê-los/questioná-los – desde manobras matemáticas absurdas e gritos de “Você está esquecendo o contexto!” até manipulações grosseiras como aquelas feitas nos gráficos exibidos nos telejornais da Globo, que magicamente transformam 5,91% em algo superior a 6,50%:

12anos

É uma batalha árdua, que exige esforço, dedicação e paciência.

Mas querem saber? Que vale muito a pena.

Teoria, Linguagem e Crítica – 49a. Edição – São Paulo

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Os últimos meses foram complicados para o curso: cansado após cinco anos produzindo todas as edições sozinho em todas as regiões do Brasil, comecei a cometer erros básicos, como esquecer de reservar hotel ou mesmo comprar passagens – o que me obrigava a fazer isso na última hora, aumentando meus gastos. Tentei, então, trazer pessoas para me ajudarem na produção do curso, mas não foi uma experiência bem-sucedida e, em consequência disso, vi algumas turmas com número reduzido de alunos (e bastou que eu voltasse a cuidar de tudo sozinho para que as edições anunciadas no Rio e em São Paulo praticamente esgotassem – e mesmo João Pessoa, que visitarei pela primeira vez e, portanto, não tinha base de divulgação construída, já conta com uma turma de bom tamanho). Não culpo as profissionais que vieram me ajudar – eu é quem não soube explicar direito o funcionamento dos cursos, provavelmente, e a lógica de divulgação e inscrição.

Seja como for, acabei ficando desnecessariamente estressado nos últimos meses e, por esta razão, falhei em atualizar estas avaliações das turmas – algo que corrijo agora (e copiarei esta mesma explicação na introdução dos posts das últimas sete turmas para explicar para os alunos por que demorei tanto a publicar suas fotos de conclusão de curso e suas avaliações).

Vamos lá?

Como de hábito, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,33 (quadragésima oitava); 4,48 (quadragésima sétima); 4,50 (quadragésima sexta); 4,56 (quadragésima quinta), 4,62 (quadragésima quarta), 4,51 (quadragésima terceira), 4,37 (quadragésima segunda), 4,39 (quadragésima primeira), 4,75 (quadragésima), 4,67 (Trigésima nona), 4,61 (Trigésima oitava), 4,62 (Trigésima sétima), 4,7 (Trigésima sexta), 4,53 (Trigésima quinta), 4,44 (Trigésima quarta), 4,58 (Trigésima terceira), 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 4,28
Conteúdo: 4,93
Didática: 4,83
Estrutura do curso: 4,62

Média geral: 4,66.

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,79.

Para concluir, a foto tradicional de formatura:

021

Forma e Estilo – 15a. Edição – Brasília

postado em by Pablo Villaça Comente  

Os últimos meses foram complicados para o curso: cansado após cinco anos produzindo todas as edições sozinho em todas as regiões do Brasil, comecei a cometer erros básicos, como esquecer de reservar hotel ou mesmo comprar passagens – o que me obrigava a fazer isso na última hora, aumentando meus gastos. Tentei, então, trazer pessoas para me ajudarem na produção do curso, mas não foi uma experiência bem-sucedida e, em consequência disso, vi algumas turmas com número reduzido de alunos (e bastou que eu voltasse a cuidar de tudo sozinho para que as edições anunciadas no Rio e em São Paulo praticamente esgotassem – e mesmo João Pessoa, que visitarei pela primeira vez e, portanto, não tinha base de divulgação construída, já conta com uma turma de bom tamanho). Não culpo as profissionais que vieram me ajudar – eu é quem não soube explicar direito o funcionamento dos cursos, provavelmente, e a lógica de divulgação e inscrição.

Seja como for, acabei ficando desnecessariamente estressado nos últimos meses e, por esta razão, falhei em atualizar estas avaliações das turmas – algo que corrijo agora (e copiarei esta mesma explicação na introdução dos posts das últimas sete turmas para explicar para os alunos por que demorei tanto a publicar suas fotos de conclusão de curso e suas avaliações).

Vamos lá?

Como de hábito, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,55 (Décima-quarta); 4,59 (Décima-terceira); 4,35 (Décima-segunda);  4,76 (Décima-primeira); 4,22 (Décima); 4,42 (Nona); 4,64 (Oitava);  4,66 (Sétima); 4,49 (Sexta); 4,53 (Quinta); 4,42 (Quarta); 4,41 (Terceira); 4,38 (Segunda); 4,54 (Primeira).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,84
Conteúdo: 5 (perfect score!)
Didática: 5 (perfect score!)
Estrutura do curso: 4,79

Média geral: 4,66.

Sem considerar o auditório, levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,93 (uma das melhores até hoje).

Para concluir, a foto tradicional de formatura:

015

Teoria, Linguagem e Crítica – 48a. Edição – Brasília

postado em by Pablo Villaça Comente  

Os últimos meses foram complicados para o curso: cansado após cinco anos produzindo todas as edições sozinho em todas as regiões do Brasil, comecei a cometer erros básicos, como esquecer de reservar hotel ou mesmo comprar passagens – o que me obrigava a fazer isso na última hora, aumentando meus gastos. Tentei, então, trazer pessoas para me ajudarem na produção do curso, mas não foi uma experiência bem-sucedida e, em consequência disso, vi algumas turmas com número reduzido de alunos (e bastou que eu voltasse a cuidar de tudo sozinho para que as edições anunciadas no Rio e em São Paulo praticamente esgotassem – e mesmo João Pessoa, que visitarei pela primeira vez e, portanto, não tinha base de divulgação construída, já conta com uma turma de bom tamanho). Não culpo as profissionais que vieram me ajudar – eu é quem não soube explicar direito o funcionamento dos cursos, provavelmente, e a lógica de divulgação e inscrição.

Seja como for, acabei ficando desnecessariamente estressado nos últimos meses e, por esta razão, falhei em atualizar estas avaliações das turmas – algo que corrijo agora (e copiarei esta mesma explicação na introdução dos posts das últimas sete turmas para explicar para os alunos por que demorei tanto a publicar suas fotos de conclusão de curso e suas avaliações).

Vamos lá?

Como de hábito, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, que incluía os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível). As notas das edições anteriores: 4,48 (quadragésima sétima); 4,50 (quadragésima sexta); 4,56 (quadragésima quinta), 4,62 (quadragésima quarta), 4,51 (quadragésima terceira), 4,37 (quadragésima segunda), 4,39 (quadragésima primeira), 4,75 (quadragésima), 4,67 (Trigésima nona), 4,61 (Trigésima oitava), 4,62 (Trigésima sétima), 4,7 (Trigésima sexta), 4,53 (Trigésima quinta), 4,44 (Trigésima quarta), 4,58 (Trigésima terceira), 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

As médias das notas foram:
Infra-estrutura: 3,31
Conteúdo: 4,69
Didática: 4,92
Estrutura do curso: 4,42

Média geral: 4,33.

Sem considerar o auditório (que foi muito mal avaliado, infelizmente), levando em conta apenas o curso em si, a média seria 4,68.

Para concluir, a foto tradicional de formatura:

014