Política

Política

postado em by Pablo Villaça em Política | 42 comentários

Eu adoro política. Mas todos aqui sabem disso. O que talvez não saibam é que meu gosto por política não diz respeito apenas às grandes campanhas nacionais, mas também a outras infinitamente menos "grandiosas": ao longo da vida, fundei o grêmio do colégio Promove Savassi e fui seu presidente por dois anos; fui presidente (ou seu equivalente: Diretor Geral) do D.A. do ICB, na UFMG; fui presidente do comitê dos estudantes secundaristas de Belo Horizonte, na época do Fora Collor (quando dei dúzias de entrevistas, discursei em carro de som em plena Praça da Liberdade e na Praça Sete, e quase fui espancado pelo MR-8 por motivos que agora não vêm mais ao caso); e só não saí como candidato a Diretor Geral do DCE da UFMG porque senti que meu curso estava sendo muito sacrificado – mas na época eu contava com o apoio geral da diretoria corrente e da UNE.

Digo isso porque estou intensamente envolvido numa das mais ferozes campanhas que já vi pela diretoria da OFCS. Não estou concorrendo, mas apoiando três candidatos que se colocaram contra os três diretores atuais – e como membro veterano da organização (estou lá há sete anos), tenho participado dos debates e aconselhado os três opositores com relação às melhores estratégias de campanha, etc. e tal. Mas tem sido uma campanha impiedosa de ambos os lados – a impressão é a de que um cargo importantíssimo para o futuro da humanidade está em jogo, o que não deixa de ser engraçado (embora não tire a seriedade da campanha).

O fato é que, como podem ver, adoro política. De qualquer tipo ou dimensão.

Religião: para que existe, mesmo?

postado em by Pablo Villaça em Mundo, Política | 385 comentários

Nunca fui contra a Religião como um conceito. Há, ao meu ver, uma importância inegável em um conjunto de crenças que não só inspiram certa responsabilidade moral em seus seguidores, mas também oferecem esperança de que algo exista além do túmulo. Imagino que, infelizmente, a certeza de não ter que responder a um ser superior levaria muitas (muitas mesmo) pessoas a agirem de maneira reprovável em seu dia-a-dia – algo que, somado ao desespero de saber que a morte encerraria tudo, poderia conduzir o mundo a uma espécie de caos muito rapidamente. Como podem ver, não confio na natureza humana e, assim, a figura de autoridade e esperança representada por um deus é algo que, acredito, contribuiu bastante para a evolução da humanidade como sociedade organizada.

Ao longo dos séculos, porém, a Religião trouxe tantas dores, promoveu tantas tragédias, que realmente não sei mais dizer se tudo valeu a pena ou não. 

E hoje, o que vemos? Em vez de contribuirem para a aproximação das culturas, de promoverem a harmonia e a compreensão, temos muçulmanos e judeus e cristãos se matando em nome da Fé; grupos quase para-militares matando médicos que praticam o aborto; pastores evangélicos que levam seus seguidores a atos de repúdio a outros seres humanos que consideram como "distorção" e por aí afora.

E agora, um arcebispo da Igreja Católica, um homem hierarquicamente influente em sua religião, diz que o aborto é um crime pior do que o estupro. Uma garota de 9 anos é violentada pelo padrasto, engravida, tem os bebês removidos para o bem de sua saúde mental e física, e o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, compara este aborto ao Holocausto, além de promover a excomunhão da mãe da menina e dos médicos responsáveis pelo procedimento. Detalhe: o estuprador não foi excomungado, já que seu crime, segundo o próprio Arcebispo, não foi tão grave quanto o aborto.

Claro que muitos católicos reprovaram a atitude do arcebispo – e o próprio presidente Lula declarou: "Como cristão e como católico, lamento profundamente que um bispo da
Igreja Católica tenha um comportamento conservador como esse. Não é possível que uma menina estuprada por um padrasto tenha esse filho, até porque a menina corria risco de vida. (…) Neste caso, a Medicina estava mais certa do que a Igreja." 

Ainda assim, um poderoso representante do Vaticano, cardeal Giovanni Battista, defendeu a atitude do arcebispo, o que não depõe a favor da Igreja como um todo. Em resumo: o estuprador é um verme canalha, mas o arcebispo e o cardeal também merecem estes adjetivos. Mas se o estuprador vai ser punido na cadeia, ao se encontrar do outro lado da moeda (ou do pênis, como queiram), que tipo de punição será aplicada aos "representantes de Deus"? Nenhuma (a não ser, claro, que ambos sejam diretamente encaminhados para o Inferno depois de mortos). Só aumentaram o sofrimento de todos os envolvidos, pioraram o problema, inflamaram as mentes dos fiéis influenciáveis e sem bom senso, e pronto.

Como se não bastasse, o arcebispo de Olinda e Recife disse o seguinte:

"A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando a lei humana é contrária à de Deus, esta lei humana não tem valor algum".

Alguém tem que lembrar a ele que, graças a Deus, vivemos num Estado laico.

Brasil na Variety! Que orgulho!

postado em by Pablo Villaça em Política | 90 comentários

Parabéns, Marco Ribeiro! É o auge de sua carreira!

Ainda sobre a Ditabranda

postado em by Pablo Villaça em Política | 36 comentários

Dica do leitor Vítor Souza e extraído de oesquema.com.br

(Outro assunto que, como perceberam, mexeu muito comigo.)

Pinochet, editor da Folha de São Paulo

postado em by Pablo Villaça em Política | 16 comentários

Dica do leitor Fábio sobre a origem do conceito de "ditabranda":

 Uau. A Folha, aprendiz de Pinochet.

Marco Ribeiro, Milk e o Preconceito – Parte 3: O Capítulo Final

postado em by Pablo Villaça em Política | 118 comentários

Para encerrar esta trilogia de posts (a não ser, claro, que um novo fato me leve a bancar o produtor de Hollywood e trazer a "Parte 4: O Renascimento"), quero fazer uma breve indagação sobre algo que o leitor Shiko escreveu nos comentários do post anterior sobre o assunto e que me fez lamentar até mesmo ter escrito porcamente que Marco Ribeiro tinha "direito" de discriminar homossexuais:

"As pessoas gostam de se ater à "questão de opinião". Nem tudo é uma
questão de opinião. As pessoas não dão grande bola porque é contra
homossexuais e isso está englobando a religião dele, mas eu queria ver
se o dublador não quisesse dublar um negro. Questão de opinião? Ele
está no direito de não gostar de negros ou isso é preconceito e crime?"

Ele está certo. Qual é a diferença entre discriminar negros, asiáticos, brancos, anões, deficientes físicos, autistas ou homossexuais?

Nenhuma. Absolutamente nenhuma. (E que ninguém venha com o papo de "escolha", por favor. Como disse Jon Stewart ao entrevistar Mike Huckabee, "A religião é muito mais uma questão de "escolha" do que a homossexualidade.")

Façamos o exercício de imaginação proposto por Shiko: suponhamos que Marco Ribeiro tivesse se negado a dublar Denzel Washington como Malcolm X ou Ossie Davis como Martin Luther King. Ou Dustin Hoffman em Rain Man. Ou Peter Dinklage em qualquer filme. E dissesse, em sua defesa, que isto vai de encontro à sua religião.

Apareceriam tantos defensores aqui para dizer que ele tem o direito de ter preconceito contra negros (ativistas ou não), autistas e anões?

Ah, mas com os homossexuais é diferente. O preconceito tem que ser tolerado; é uma questão de "opinião"!

Por quê?

Alguém perguntou, nos comentários, por que dedico tantos posts à causa gay. Esta é uma das razões: atualmente, os homossexuais enfrentam o que enfrentaram, no passado, negros, judeus e mulheres. Ora, não é um sinal de evolução que tenhamos passado a respeitar estes três grupos, compreendendo que devem ter os mesmíssimos direitos que brancos, cristãos e homens? Aliás, reparem que incluí, aqui, judeus e cristãos, que ao menos têm o direito de escolher seguir ou não suas orientações religiosas. (E, sim, também estou ciente de que ainda há preconceito contra todos eles, mas ao menos isso agora é condenado e ocorre de maneira quase pontual – e os intolerantes são vistos como aberrações. Bem diferente do que ocorre com os gays.)

Por que com os homossexuais é diferente? Por que discriminá-los é aceitável ou uma questão de "opinião"? Porque um grupo que optou por seguir uma religião afirma que eles são "distorções"? Que, a rigor, não deveriam ter nascido assim?

Desculpem, mas não posso e não vou aceitar isso. Viva e deixe viver. Se o que você faz no seu quarto não fere ninguém, é consensual e representa um ato de amor, palmas para você. Seja feliz. Quem sou eu (ou qualquer um) para dizer que você está errado(a)?

Marco Ribeiro

postado em by Pablo Villaça em Política, Variados | 126 comentários

O leitor Marcelo Cunha me enviou o seguinte texto publicado por Marco Ribeiro em fóruns e outros espaços na Internet:

"Alguns criaram uma polêmica sobre este assunto. Li coisas na Internet
que demonstram que as pessoas pregam a liberdade de expressão sim, mas
desde que todos pensem como elas pensam. ui ofendido, inclusive com
raciscmo, isto sim é preconceito. Se eu não fosse Cristão e Pastor isto
teria gerado tanta polêmica? Acho que não… onde está o preconceito
afinal? Não há mais liberdade de escolha? Direito de ir e vir? Existem
mais de 40 Milhões de Evangélicos no Brasil, será que eles também não
sentiram-se ofendidos com estas manifestações de hostilidade gartuitas?

Abaixo
a resposta por e-mail que dei ao Sr. Silas da Folha e foi só isso que
falei oficialmente… por que as pessoas só retiram do texto o que lhes
convém?

Fiquem com Deus.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

XXXX

Olá Silas. Obrigado por seu e-mail. É uma pena que eu não possa acrescentar muito à sua reportagem.

Li
o Blog do Sr. Tony Goes. Respeito a opinião dele e dos Internautas
mesmo sendo por vezes ásperas e demonstrando um certo desconhecimento
do que é ser Evangélico, mas dou graças a Deus pois vivemos em um País
democrático onde podemos expressar nossas opiniões e posições
livremente e onde a Imprensa é Livre e a Internet também é livre.

Tudo
o que tenho a declarar é que não tenho preconceito de nenhuma espécie,
até por que preconceito vai contra os princípios do Evangelho pregado
por Jesus Cristo, Evangelho este o qual creio e Proclamo, Evangelho
este que também diz que não devemos julgar as pessoas para não sermos
julgados e Evangelho este que nos leva a verdadeira liberdade a qual um
homem chamado Jesus proclamou há mais de 2000 anos.

Mais uma vez me desculpe e obrigado por sua atenção e por seu tempo.

Deus abençoe a sua vida.

Marco Ribeiro"


Bom, não sei de onde o direito de "ir e vir" entra na discussão, já que, pelo que eu saiba, ninguém proibiu Ribeiro de ir a lugar algum. Porém, compreendo por que ele incluiu esta pergunta em seu texto: quando estamos desesperados e não sabemos muito bem como guiar nossa defesa, temos a tendência de incluir qualquer coisa em nossa argumentação a fim de "enriquecê-la", torná-la mais "encorpada" – e, assim, considero a questão do "ir e vir" como um sintoma de que Marco Ribeiro não sabia exatamente como conciliar racionalmente sua defesa e seu instinto preconceituoso contra os homossexuais. (Acho curioso, da mesma forma, como ele se trai ao dizer que foi vítima de racismo e que "isso sim é preconceito" – como se a homofobia não o fosse).

Creio ser importante, também, esclarecer (como se isto fosse necessário) que não critiquei o "direito de expressão" de Marco Ribeiro: se ele não gosta dos gays (e não gosta, por mais que tente dizer o contrário, já que os classificou como ferramentas de uma "distorção do que Deus considera como família"), este é um direito dele. É estupidez, é sinal de uma mente atrasada e preconceituosa, é repulsivo, mas um direito dele.

Porém, ao se recusar a dublar Sean Penn, Marco Ribeiro saiu da esfera da "opinião" e se manifestou publicamente contra o filme e sua mensagem, querendo ou não. E isto o tornou um alvo aceitável para protestos como o que fiz em minha crítica. Como vários leitores argumentaram no primeiro post dedicado a este assunto, por que Ribeiro, em sua posição de "pastor evangélico", jamais se recusou a dublar assassinos, indivíduos violentos, corrompidos ou mesmo personagens de animações que trazem tons excessivamente cruéis para as crianças que as assistem? Nada disso vai de encontro à sua Fé, ao seu Evangelho? Defender a causa gay é mesmo pior do que cometer um assassinato frio e premeditado?

E por que dublar personagens afeminados que se tornam, assim, alvo de risos é algo aceitável, mas não um homossexual multifacetado e com uma história trágica e real?

O que mais me incomoda, revolta e enoja na postura de Marco Ribeiro é perceber como ele torna pública sua rejeição à homossexualidade ao mesmo tempo em que tenta posar de bom moço, como se fosse um homem tolerante e sem preconceitos. Quer agradar à sua base evangélica sem hostilizar aqueles que condenam a homofobia. Esta hipocrisia não só é repulsiva, como também perigosa. 

Não se trata, repito, de uma simples questão de "ter direito" de odiar os gays, mas sim de agir no sentido de transformar esta opinião numa condenação pública da homossexualidade.

E já que Marco Ribeiro preza tanto o modo de vida "macho", lanço aqui um desafio: seja "homem", senhor Ribeiro, e assuma publicamente sua opinião. É impossível negar-se a dublar um ativista gay por razões "religiosas" e ainda tentar alegar que não tem preconceitos. Harvey Milk foi "homem" (no sentido "machão", caricatural, da palavra) ao defender publicamente o que acreditava. Já que o considera indigno de receber sua voz, prove ao menos que tem a coragem similar para defender aquilo que acredita.

Pior do que um homófobo é um homófobo hipócrita.

Milk

postado em by Pablo Villaça em Críticas, Novos filmes, Política, Variados | 208 comentários

A crítica está aqui. Porém, considero relevante (e mesmo importante) copiar, aqui, a observação que acrescentei ao final do texto:

O dublador Marco Ribeiro, que normalmente empresta a voz às versões brasileiras dos filmes estrelados por Sean Penn, recusou-se a desempenhar esta função em Milk. Inicialmente,
pensei que sua hesitação devia-se à dificuldade do projeto, já que o
trabalho de voz de Penn é extremamente complexo ao equilibrar-se
delicadamente entre a afetação e a sobriedade – e qualquer leve desvio
neste equilíbrio poderia transformar a atuação em algo caricato e
risível.

 

Infelizmente,
eu estava errado: Ribeiro recusou o trabalho por ser pastor evangélico.
Em sua defesa, ele alega não ter preconceito algum contra homossexuais,
embora tenha dito ter “a voz envolvida com outras questões”. Disse,
também, que queria apenas “evitar aborrecimentos”, já que muitos
membros da comunidade evangélica o condenariam por seu envolvimento na
dublagem de
Milk.

 

Em primeiro lugar, Ribeiro escreveu (como informa a matéria linkada aqui),
no site de sua congregação, que famílias encabeçadas por membros do
mesmo sexo são uma “distorção do que Deus disse sobre o que deveria ser
a família” – mais um exemplo de pastores que, em sua inabalável certeza
de falarem por Deus, se entregam sem reservas a incitar o ódio entre
seus filhos (ou os homossexuais foram criados por Xenu?).

 

Além
disso, mesmo que Ribeiro queira apenas evitar problemas (algo que, como
exposto acima, me parece duvidoso), sua atitude conformista diante do
preconceito de seus companheiros de credo é covarde e cúmplice –
especialmente se considerarmos sua posição de “pastor”, de líder da
congregação. Não deveria ele ser o primeiro a iluminar seus “irmãos”,
afastando-os do caminho do ódio e da intolerância?

 

Ao se recusar a dublar Milk,
Marco Ribeiro apenas toma uma atitude similar à de Dan White, tirando a
voz de alguém que, ao contrário dele, buscava fazer algo do qual seu
Deus se orgulharia: promover a harmonia, o amor e a união entre os
habitantes deste já suficientemente hostil planeta.

Ditabranda? Ditabranda?!

postado em by Pablo Villaça em Política, Série Jornalistas | 129 comentários

Em editorial publicado na última terça-feira, dia 17, sobre os esforços de Hugo Chávez para se manter no poder na Venezuela, a Folha de São Paulo trouxe o seguinte absurdo:

“Mas, se as chamadas “ditabrandas” –caso do Brasil entre 1964 e 1985
partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam
formas controladas de disputa política e acesso à Justiça-, o novo
autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no
Peru, faz o caminho inverso. O líder eleito mina as instituições e os
controles democráticos por dentro, paulatinamente.”

“Ditabranda”. “Ditabranda“.

Filhos da puta. Suponho que, ao contrário de tantas outras famílias, os canalhas por trás deste editorial não perderam parentes para a “ditabranda”. Nem tiveram parentes torturados pelos agentes desta “ditabranda”.

Eu tive. Há, em minha família, pessoas que trazem nos corpos e nas mentes as seqüelas das torturas dos assassinos do DOPS e do governo militar. E estas pessoas que amo, por sua vez, perderam muitos amigos naquele período.

Como a Folha se atreve, por qualquer motivo que seja, a usar o adjetivo “branda” em relação à sangrenta ditadura brasileira? Tivesse o autor deste texto imbecil ficado pendurado num pau-de-arara por horas, tivesse ele levado choques nos genitais por dias, tivesse ele experimentado a agonia de um arame quente enfiado em sua uretra, tivesse ele sentido as unhas se despregando da carne, tivesse ele visto amigos morrendo sob pauladas, tivesse ele corrido o risco de ter o corpo descartado como lixo no mar ou enterrado em cova rosa como um cachorro sem dono, tivesse ele sentido dezenas de cigarros sendo apagados em sua pele, tivesse ele experimentado o pavor do afogamento em um tonel repleto de água, tivesse ele ouvido as companheiras sendo violentadas por torturadores ou sodomizadas com cassetetes, tivesse ele um mínimo de respeito para com quem passou por tudo isso, não escreveria uma barbaridade dessas. Ou, tendo escrito, se retrataria imediata e publicamente pelo absurdo cometido.

No mesmo texto, o imbecil escreve:

“Nesse contexto, e diante de
uma oposição revigorada e ativa,
é provável que o conforto de Hugo Chávez diminua bastante daqui para a frente, a despeito da
vitória de domingo.”

Pois em nossa “ditabranda”, caro editor da Folha, a oposição não podia se dar ao luxo de se sentir “revigorada” ou provocar o “desconforto” do governo, já que estava sob constante e sangrento ataque, sendo punida não com uma derrota política, mas com a perda da própria vida.

O que há de brando nisso?

Morre o Garganta Profunda

postado em by Pablo Villaça em Política | 12 comentários
W. Mark Felt Sr., mais conhecido como o "Garganta Profunda" que direcionou as investigações de Bob Woodward e Carl Bernstein no caso Watergate, morreu aos 95 anos de idade. Seu maior legado: ajudar a derrubar um presidente corrupto. Well done, Deep Throat. Well done.