Curso – Balanço final

Hoje foi o último dia de aula. Gostei muito da experiência de concentrar todo o curso em apenas uma semana de aulas com 3 horas de duração cada. Isto me permitirá, inclusive, viajar com mais facilidade para ministrá-lo em outras cidades.

Os alunos baianos (e cearenses e sergipanos) se mostraram bastante receptivos e participativos. Uma discussão em particular me fez rever um aspecto de Tropa de Elite, quando o aluno Augusto (que, na realidade, é professor de Comunicação na Faculdade Dois de Julho) chamou minha atenção para o fato de que o codinome do personagem Baiano, o principal vilão daquele longa, reforçava um preconceito baseado numa impressão infundada de que a maior parte dos crimes cometidos no Rio e em SP era de autoria de nordestinos. Fui obrigado a reconhecer sua argumentação, embora permaneça como grande admirador do filme.

Como de costume, ao final entreguei uma avaliação para que os alunos dessem uma nota de 1 a 5
para os seguintes itens: Infra-estrutura (instalações, recursos
audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de
exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos
conteúdos, divisão do tempo disponível).

As médias das notas foram as seguintes:

Infra-estrutura: 3,31
Conteúdo: 4,31
Didática: 4,44
Estrutura do curso: 4,22

Como podem observar, elas foram levemente inferiores (mas nada preocupante) às médias da edição do curso ocorrida em Novembro, em BH. A única diferença um pouco maior diz respeito à infra-estrutura – algo que atribuo aos problemas técnicos do primeiro dia de aula, quando as cenas ilustrativas foram exibidas sem som, e também ao fato do formulário de avaliação trazer uma menção ao lanche (que se aplicava à versão de sábados do curso, quando a aula dura 4 horas e meia, mas não a esta).

Fiquei feliz. E acredito que os alunos também.

postado em by Pablo Villaça em Curso

25 Respostas para Curso – Balanço final

  1. Allan Verissimo

    Parabéns pelo curso.
    Embora não tenha nada a ver,como o senhor está de férias,imagino que não vai ter critica do remake de O DIA EM QUE A TERRA PAROU.Mas se o senhor for ver,se importaria em dar um breve comentario aqui no blog?

  2. sara

    Ué, sou nordestina (cearense), não gosto de Tropa de Elite, mas não me senti nada, nada ofendida com o fato do nome do personagem ser Baiano.. Se contassem uma história de violência aqui no nordeste e o nome do principal antagonista fosse: ‘galego’, o que seria um apelido provável, ninguém ia nem questionar se foi uma demonstração implícita de preconceito contra pessoas brancas..
    No ambiente do tráfico esses apelidos relacionados a origem aparente da pessoa é comum.. ‘Baiano’ parece ser um apelido tão provável quanto ‘Alemão’, por exemplo.. Se decidiram usar Baiano, tenho certeza de que não foi pra reforçar um preconceito (que se que de fato existe). Essa preocupação, sinceramente, me parece parte da patrulha do politicamente correto que toma conta da academia. Proximo filme de tráfico que ponham o apelido da pessoa de ‘Zezinho’, assim não ofende nem nordestino, nem gente do norte, sul ou sudeste, apenas quem se chama José mesmo..

  3. Allan Verissimo

    Esse negocio do "Baiano" admito que nunca havia pensado nisso.

  4. marcelo

    se não me engano, a idéia original era dar outro nome ao personagem baiano, um nome estrangeiro
    mas a equipe do filme achou que não combinava com o personagem

    eu também não vi maldade alguma por traz da alcunha deste vilão
    acho que é sentimento de perseguição

  5. Rodrigo

    Valeu, Pablo. O curso foi de uma validade tremenda. Semana que vem eu aposto que todos os alunos sentirão falta das discussões noturnas ;p

  6. Di.ogo. Simão

    Pois é.. pra mim que apelidar de "Baiano" é normal..ueh. Quer dizer que se um personagem fosse apelidado de "Negão"… que é mais comum ainda que "Baiano"..seria um rolo contra gente de cor é? oO

  7. Samuel

    Pablo,
    Quando vai ter outro curso em Belo Horizonte?

  8. Léo Ribeiro

    Pensei que o sinhô tinha largado esse blog de mão. Táva cupado nun é?

  9. Romulo1988

    O negócio não é só chamar o personagem de Baiano, mas juntar isso aos outros fatores do filme e, daí sim, poder tirar uma conclusão.

  10. sara

    que outros fatores?

  11. Priscila

    Também me incomoda aquele miliciano ser chamado de Batman. É um preconceito infundado contra os homens-morcego.
    Não, pelo contrário, Tropa de Elite é tão fascista quanto The Dark Knight, mas quem se atreve a dizer isso?

  12. MiguelJr

    eu sou baiano e num vejo "maldade" tao pouco sentimento de perseguiçao como citaram acima, o preconceito está mais associado mesmo ao esteriótipo – pois é comum no RJ e SP taxarem todo nordestino de "baiano" – logo o personagem do filme é uma personificaçao esteriotipada do nordestino, assim como "todo" mafioso tem sotaque italiano, como "todo" terrorista tem barba e usa turbante e por aí vai…
    pena nao poder participar do curso aqui – falta de tempo e tempo($$$) rsrs

  13. Jaime F.

    \o/
    parabéns por mais essa empreitada concluída com sucesso… agora, esperemos que possa surgir uma edição do curso na região de Campinas… que tal Paulínia?? 🙂

  14. Felipe Dias

    Priscila, concordo com você. Tropa de Elite é tão fascista quanto O Cavaleiro das Trevas. Acontece que as pessoas assumem que o filme do Batman, mesmo tentando ser calcado o máximo possível na realidade, ainda traz em si elementos de fantasia, surreais, até mesmo por sua origem nos quadrinhos. Assim, as pessoas escondem o filme por trás de uma máscara de "ficção" e não se revoltam com o "facismo" que o filme supostamente defende. Agora, com Tropa de Elite é completamente diferente, já que o filme esfrega na cara das pessoas a realidade nua e crua, por isso um desperta essa revolta e o outro não. Uma puta hipocrisia, é verdade, mas é isso o que acontece.

    PS: Não acho nenhum dos dois filmes "facistas".

  15. k-du

    Parabéns pelo final do curso. Quando fiz contigo, adorei.

  16. Bruno Porciuncula

    Parabéns, Pablo! O curso foi ótimo! Estou vendo filmes com outros olhos agora! Minha namorada gostou mais ainda, fomos ao cinema e fiquei torrando o saco dela falando sobre questões técnicas e tal… "Aqui teve um racord, ali o diretor usou um "ploget"".
    Que pena que durou pouco! Como Rodrigo falou acima, vamos sentir saudades das aulas!
    Percebemos claramente que você dá aula com prazer e é um cara bem divertido!!
    abração!

  17. Alan

    Da mesma forma que a origem siciliana da família Corleone reforçava um preconceito baseado numa impressão infundada de que a maior parte dos crimes cometidos na Nova York dos anos 40 era de autoria de italianos.

    Como nordestino, passei longe de me sentir ofendido com o Baiano. O fato de um bandido de filme ser nordestino não vai fazer diferença num preconceito que existe desde que este país existe. O preconceito vai existir com filme ou sem filme. É quase tão absurdo quanto dizer que Cidade de Deus alimenta o racismo. Não dá para proibir agora que todo vilão de filme seja de qualquer grupo contra o qual há preconceito.

  18. Marcos Costa Melo

    "o fato de que o codinome do personagem Baiano, o principal vilão daquele longa, reforçava um preconceito baseado numa impressão infundada de que a maior parte dos crimes cometidos no Rio e em SP era de autoria de nordestinos."

    Discordo totalmente. Combate um suposto preconceito com outro.

    Por SP não posso falar, mas pelo Rio posso falar bem e não há impressão que a maioria dos crimes são cometidos por nordestinos.

    A alcunha de "baiano" no Rio é dada, na verdade, a todos os nordestinos, assim como "gaúcho" a todos os sulistas. Meu pai, por exemplo, foi de Santa Catarina para o Rio e era eternamente chamado de "gaúcho".

  19. André Flandres

    Praga do politicamente correto detectada!

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