Cena Misteriosa #11

Apenas um segundo separou as respostas enviadas pelos leitores Guilherme Santiago e Andrea Treadle para a cena misteriosa #10 e, portanto, ambos terão seus nomes listados no "hall da fama". 😉 O filme em questão era Inverno de Sangue em Veneza, que Nicolas Roeg lançou em 1973. Protagonizado por Donald Sutherland e Julie Christie, o longa é considerado por muitos como um dos melhores exemplares que o gênero "terror" já produziu, sustentando um clima de tensão durante quase toda a projeção.

Infelizmente, sou obrigado a discordar. Ao longo dos anos, assisti a Inverno de Sangue em Veneza pelo menos três ou quatro vezes – e nunca consegui compreender o fascínio que o filme exerce sobre seus fãs. De modo geral, acho a personagem de Christie irritante; as irmãs videntes (na realidade, a cega é a vidente; a outra é apenas esquisita) me parecem risíveis; e o desfecho é simplesmente estúpido, usando a bizarrice como forma de assustar o espectador. Por outro lado, a seqüência que intercala a apaixonada transa do casal principal com imagens prosaicas do pós-coito é absolutamente fantástica, servindo ao mesmo tempo para ressaltar ainda mais a intimidade daquelas pessoas e o distanciamento que experimentam em função da morte da filha (e nem mesmo o sexo consegue uni-los por muito tempo). Da mesma maneira, há cenas específicas que adoro, como aquela que usei aqui no blog e outra na qual Sutherland conversa com um policial italiano que parece estranhamento alheio à queixa do norte-americano.

E não há como negar a eficácia da labiríntica Veneza como locação principal. Eu realmente queria gostar deste filme, mas creio que isto nunca acontecerá.

Quanto à cena de hoje, posso dizer apenas que o YouTube está cada vez mais lento. Enviei a cena ontem à noite e, esta manhã, ela ainda não havia sido publicada (e eu já a enviei em flash, não era necessário convertê-la). Assim, recomendo que entrem no canal do Cinema em Cena no YouTube – ela surgirá em destaque assim que for disponibilizada pelo sistema. 

Update: Como ela não entrava no ar de jeito nenhum, enviei outra, que entrou na hora. Vá entender. 

postado em by Pablo Villaça em Cena misteriosa, Cinema

20 Respostas para Cena Misteriosa #11

Adicionar Comentário