Cecê, Bí-O, B.O.: uma história de mau cheiro

Estava voltando para casa depois de uma reunião no Cinema em Cena quando passei por um outdoor que trazia uma moça de camiseta sendo abraçada por trás por um homem sem camisa. O produto anunciado: o novo desodorante da Garnier, Bí-O. Comecei a rir instantaneamente. Não era possível que uma empresa grande, com departamento de marketing bem estruturado, batizasse desta forma seu novo produto. Bí-O?

"Bí-O" é a transcrição fonética da expressão B.O. (body odor). O problema é que, quando um norte-americano diz que outro tem B.O., está dizendo que ele tem… cecê. Agora vejam só: adivinhem de onde surgiu a expressão "cecê"? De um sabonete que, vendido nos Estados Unidos há várias décadas, anunciava sua grande eficácia em acabar com o B.O. Ao ser lançado no Brasil, a campanha seguiu a mesma linha, traduzindo B.O. (body odor) como C.C. ("cheiro do corpo"). A expressão pegou e hoje consta, inclusive, dos dicionários como "cecê".

Resumo da ópera… para todos os efeitos, a Garnier acaba de lançar no mercado um desodorante chamado… Cecê!

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postado em by Pablo Villaça em Variados

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