Histórias Cruzadas: O Musical

Que as pessoas levem a sério um filme sobre a questão racial nos anos 50 que traz uma quase adolescente branca como sua heroína é algo que já me espanta; que dêem créditos a uma imbecilidade repleta de caricaturas, estereótipos e que tem como principal incidente narrativo uma torta de… (enfim) já beira a insanidade. O desejo de demonstrar a própria alma liberal e despojada de preconceitos é algo tão grande em Hollywood que não hesitam em aplaudir um filme que, tentando soar liberal e despojado de preconceitos, abraça justamente os piores tipos de estereótipos raciais, resumindo a grave questão da intolerância a anedotas triviais enquanto eleva uma garotinha branca à condição de salvadora das empregadas negras num estado dominado pelo racismo. Patético.

Mas escrevi sobre isso em minha crítica sobre o filme e não pretendo me repetir. (A não ser, claro, para lamentar os prêmios conferidos a Octavia Spencer, que aqui repete todos os maneirismos caricatos de tudo que fez até hoje.)

Em vez disso, fiquem com uma versão muito mais apropriada de Histórias Cruzadas:

postado em by Pablo Villaça em Críticas, Vídeos

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