Curso – 33a. Edição – Balanço

Com os 60 alunos que fizeram o curso em São Paulo (a maior turma até hoje), o “Teoria, Linguagem e Crítica” completou 1.046 alunos apenas de 2009 para cá (ou seja: contando só a partir da sétima edição, em Salvador). E à medida que a semana ia passando e eu ia me divertindo com o curso e percebendo a chegada da última aula, comecei a sentir pena de aposentar o módulo 1, já que, teoricamente, esta deveria ser a última edição. Por outro lado, estou empolgado com o módulo 2, cuja ementa está praticamente finalizada, restando apenas concluir os guias de aula e – o mais difícil e cansativo – selecionar e capturar os trechos que usarei para ilustrar as aulas. Então não sei exatamente o que fazer, mas… veremos.

Dito isso, foi mais uma turma divertida que, apesar da sala cheia, não se furtou em fazer dúzias de perguntas ao longo das aulas. Além disso, pude rever um de meus alunos mais queridos e frequentador antigo deste blog, Achilles de Leo, que fez o curso pela segunda vez (a primeira foi em maio de 2009). Para tornar tudo melhor, as aulas contaram também com a participação de Rodrigo Baldin – e se vocês acompanham os comentários do blog, sabem que ele e eu já batemos cabeça e discutimos feio várias e várias vezes por causa de política. Assim, foi um prazer não apenas conhecê-lo pessoalmente como ainda perceber que a impessoalidade da Internet frequentemente nos leva a inimizades tolas, já que nos demos extremamente bem ao longo da semana e ainda fui presenteado por ele com um quadro belíssimo de Don Vito Corleone completamente composto a partir do roteiro do filme. Para concluir, abraços grandes também para Carlos Merigo e Saulo Mileti, editores que fazem um belo trabalho no Brainstorm 9. Na verdade, sinto-me até um pouco culpado de citar apenas os quatro, já que vários alunos deixaram marcas nesta edição (nenhuma física, felizmente, embora eu tenha temido que Baldin tentaria :P).

Mas vamos ao balanço e à explicação habitual: como sempre, entreguei um formulário ao final do curso para que os alunos comentassem e atribuíssem “pontos” à experiência, sendo que as edições anteriores obtiveram as seguintes avaliações (num máximo de 5 pontos): 4,62 (Trigésima segunda), 4,54 (Trigésima primeira), 4,44 (Trigésima), 4,65 e 4,63 (Vigésima nona – Tarde e Noite), 4,49 e 4,47 (Vigésima oitava – Tarde e Noite), 4,48 (Vigésima sétima), 4,73 (Vigésima sexta), 4,51 (Vigésima quinta), 4,62 (Vigésima quarta), 4,57 (Vigésima terceira), 4,71 (Vigésima segunda), 4,64 (Vigésima primeira), 4,62 (Vigésima), 4,68 (Décima nona), 4,58 (Décima oitava), 4,20 (Décima sétima), 4,40 (Décima sexta), 4,62 (Décima quinta), 4,57 (Décima quarta), 4,47 (Décima terceira), 4,57 (Décima segunda), 4,76 (Décima primeira), 4,22 (Décima), 4,33 (Nona), 4,45 (Oitava), 4,07 (Sétima), 4,44 (Sexta) e 4,27 (Quinta). Estas avaliações incluem os seguintes itens, que são graduados com notas que vão de 1 a 5: Infra-estrutura (instalações, recursos audiovisuais, atendimento); Conteúdo; Didática (clareza de exposição, domínio dos conteúdos); Estrutura do Curso (ordem dos conteúdos, divisão do tempo disponível).

Desta vez, as médias das notas foram:
Infra-estrutura: 4.04
Conteúdo: 4,84
Didática: 4.93
Estrutura do curso: 4.52

Média geral: 4.58

Para concluir, a foto tradicional de formatura (clique para baixar a original).

postado em by Pablo Villaça em Curso

9 Respostas para Curso – 33a. Edição – Balanço

  1. André Navarro

    Parabéns pela conclusão do excepcional módulo 1. Aguardo o segundo ansiosamente e com muitas saudades das aulas.

    E quanto à foto, gostei do Blue Man Group no meio.

  2. Diogo Silva

    Pablo, vc não ia fazer o curso em Brasilia esse fim de ano? poderia vir aqui mais uma vez antes de acabar com o modulo um, minha ultima chance, rsrs.

  3. Baldin

    Como assim não deixei marcas físicas???? Está com vergonha de falar da porrada na Paulista??? Hein, hein???

    E a chuva? E o terreiro de Pagode? E o trânsito na Augusta às 4h da manhã?? E a turbulência no avião?!?!?!?!

    Depois que o UFC se popularizou, meus poderes metafísicos foram todos ignorados… só querem saber de marcas físicas, marcas física, marcas físicas…

    Enfim, mudando de assunto, gostaria de parabenizar o Pablo pelo curso e pela inovação de ter alunos de outros planetas acompanhando o curso através de hologramas, como podemos ver os quatro colegas ao fundo que, mesmo em Naboo, brindaram-nos com a ilústre presença cósmica.

    Abraços a todos!

    Baldin

  4. Raphael Braga

    Que legal o Pablo e o Rodrigo se conheceram e deram um passo na amizade fora da internet.. Isto aqui facilita muita coisa, mas também se perde muito.. E é bom que ambos deixaram a cabeça aberta..

  5. Rafael Carvalhêdo

    Poxa, eu queria ter feito o módulo 1 de novo. Infelizmente o dinheiro não deu. Estou com reservas para o módulo 2, esperando ansioso desde o primeiro semestre desse ano.

  6. line

    olha eu ali =D
    Foi um ótimo curso! Aprendi mais do que esperava aprender, vc é FODA. Pena que passou rapido demais! =(

    E sim, é para ter inveja de nós mesmo, pq a qualidade do curso é espetacular. Tentem fazer o curso, vale super a pena!

    Bjs!

  7. line

    Obs.: CARACA, N ACREDITO QUE SAI BEM NA FOTO. MILAGRE!

  8. Gustavo Pires Miscenas

    Pessoal, "textinho" postado no DemocraCine. Compartilho com meus parceiros de cela. Abraços.

    ENXERGANDO UM CRÍTICO ALÉM DE 20% (Sobre o curso com Pablo Villaça).

    Esta semana fiz um daqueles cursos que vão para a lista de diferenciação curricular, considerando o roteiro por mim previsto. A maioria aqui deve conhecer Pablo Villaça, crítico de cinema e editor-chefe do Cinema em Cena, um dos (ou o) site sobre o assunto mais visitado no país. Leio-o há uns 8 anos e conforme a função do crítico de auxiliar o leitor em sua educação cinematográfica, Pablo foi um de meus professores (e se não aprendi, fui eu, um péssimo aluno). A cinematografia é sem dúvida, uma das artes mais livremente criticada. Esse mesmo que vos fala tem um costume pretensioso de dar irritantes notas e estrelinhas para filmes no nickname do msn (MSN! Nada grave). Mas de alguma forma, elas conseguem influenciar ao menos amigos que acompanham a minha micro-experiência (grave!) e outros que me chamam de “criticozinho” quando não gosto de X-Men First Class (justo).

    Bom, não sou cineasta, não sou crítico, não sou zinho, nem tive a sorte de tomar um Toddynho com as propriedades vocacionais da soda cáustica (até então desconhecidas). Mas além de canecas, boinas e bolsas (tranversais), o que eu gosto é de colecionar histórias.

    Numa conversa noturna, uma amiga e eu falávamos sobre prazer. Sim, só falávamos. Como o efeito espelho em que o ator encara o espectador diretamente, foi nessa troca de histórias que defini meu prazer numa palavra: conversar. E estar diante de um ídolo é uma oportunidade perigosa para isso quando outros 59 fãs dividem a mesma mesa de bar. Na vontade de me fazer entender e quem sabe impressionar o professor, cometi um pecado clássico da narrativa: o expositivismo. Villaça provavelmente me apagou de sua memória ou me citará como um aluno inconveniente num próximo curso. Mas se também fui para aprender, disso não posso reclamar. E me lembrei de alguns códigos que podem tornar minha retórica no mínimo, mais interessante, assim como a minha compreensão de códigos alheios, no caso, dos filmes. Dito isto, gostaria de localizar os companheiros do DemocraCine num Establishing Shot do curso: o olhar do crítico é o que enxerga mais que 20% (história e interpretações) de um filme. Imagine então, o quanto você, pretenso cineasta precisa enxergar.

    Muito provavelmente você tem seus críticos favoritos. Os pseudocinéfilos ou a grande maioria de nós, usa a crítica como referência para primeiro, escolher os filmes que verão e segundo, como armadura opinativa para orientar seus amigos menos informados. A nosso contragosto não é papel do crítico dizer “vá ou não vá ver este filme”. Veja todos os filmes que puder, disse o Pablo. (exceto os com o Rob Schneider). Dos guias de aula: “É função do crítico contextualizar filmes na sociedade e na época, guiar o leitor em sua descoberta da História do Cinema e auxiliar o leitor em sua educação cinematográfica (mais uma vez). E não é função do crítico analisar a bilheteria, reportar bastidores ou resumir a trama. Isso é matéria jornalística”. O que talvez muitos não tenham assimilado é o quanto poderiam aprender com estes profissionais se enxergassem o que está fora de campo e até fora de quadro.

    Pablo disse no primeiro dia de curso “não ter paciência para ser um pesquisador”. Se unir centenas de pedaços biblio e filmográficos para compor 15 horas do mais útil olhar sobre cinema não é pesquisa, não sei o que é então. Este aprofundamento é o que completa os outros 80% do crítico. Ou melhor, do bom crítico. Situar-se no tempo e espaço é entender o quanto o cinema é uma arte que evolui rápido e que um filme de 2011 não terá (e não deve ter) a mesma narrativa da década de 40 (entendeu, José Wilker?). O espectador também evolui e já é capaz de detectar premissas menos óbvias, compreender raccords anti-estruturais ou absorver elipses, as famosas passagens de tempo sem que o diretor precise legendar as estações do ano. É, Chris Weitz duvida da sua inteligência ou conhece bem a audiência da saga Crepúsculo.

    Dizem que a resolução do conflito principal da obra deve durar no máximo cinco minutos. Então, para concluir, um crítico 100% é um aliado da história cinematográfica, que critica o filme por sua proposta e pelo respeito que o público merece. Pablo, a você e aos bons críticos como Roger Ebert, James Berardinelli e Luiz Carlos Merten que indicou, toda a minha admiração e a promessa da tentativa de acerto. E a cada espectador, o filme que merece.

    Antes dos créditos finais, só um pedido: por favor, devolvam o Crepúsculo aos Deuses.

  9. Luan Marcel

    Estava em meus planos fazer o Modulo 1 ano que vem e agora vi que isso não sera possivel. Pretende retornar com o Modulo 1 em algum momento? Ira compensar fazer o Modulo 2 sem ter feito o primeiro?

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