Filmes de Fevereiro/2010

Filmes vistos (ou revistos) em fevereiro:

Vida de Casado (Married Life, EUA/Canadá, 2007. Dir: Ira Sachs. Com: Chris Cooper, Pierce Brosnan, Patricia Clarkson, Rachel McAdams, David Wenham.) – Um melodrama que flerta pontualmente com o noir, o filme surpreende não pela trama, mas pelas decisões e motivações de seus personagens, trazendo um elenco coeso liderado por um Cooper mais do que inspirado. Ainda assim, alguns diálogos são difíceis de engolir. (3 estrelas em 5)

Charlie Murphy: I Will Not Apologize (Idem, EUA, 2010. Dir: Lance Rivera. Com: Charlie Murphy.) – Oferecendo uma das piores performances que já de stand-up comedy, o irmão de Eddie não só exibe uma total falta de timing como ainda chega a roubar material de George Carlin. “I Will Not Apologize”? Pois deveria. (1 estrela em 5)

RocknRolla – A Grande Roubada (RocknRolla, Inglaterra, 2008. Dir: Guy Ritchie. Com: Gerard Butler, Thandie Newton, Tom Wilkinson, Mark Strong, Idris Elba, Tom Hardy, Karel Roden, Toby Kebbell, Jeremy Piven, Ludacris, Jimi Mistry, Matt King.) – Ritchie mais uma vez bebe na fonte de seus dois primeiros filmes, criando personagens divertidos, perigosos e absurdos. (3 estrelas em 5)

Lola (Lola, Alemanha Ocidental, 1981. Dir: R.W. Fassbinder. Com: Barbara Sukowa, Armin Mueller-Stahl, Mario Adorf, Matthias Fuchs, Helga Feddersen, Karin Baal, Ivan Desny.) – A fotografia espetacular de Schwarzenberger, associada às atuações de Sukowa e Adorf, garante que este comentário social e político de Fassbinder se mantenha fascinante quase 30 anos depois. (4 estrelas em 5)

O Enigma de Andrômeda (The Andromeda Strain, EUA, 2008. Dir: Mikael Salomon. Com: Benjamin Bratt, Eric McCormack, Christa Miller, Daniel Dae Kim, Viola Davis, Justin Louis, Rick Schroder, Andre Braugher, Ted Whittall.) – Embora empalideça diante do original e conte com um terceiro ato que beira o ridículo, traz momentos inspirados do diretor Salomon e de parte do elenco. (3 estrelas em 5)

44 Inch Chest (Idem, Inglaterra, 2009. Dir: Malcolm Venville. Com: Ray Winstone, Tom Wilkinson, Ian McShane, Stephen Dillane, Joanne Whalley, Melvil Poupaud e John Hurt.) – Com um elenco de “machões profissionais” e um roteiro que bebe pesadamente na fonte de David Mamet, o filme certamente tem ótimos momentos, embora peque pelas longas seqüências de “diálogo interno” e pelo excesso de teatralidade. (3 estrelas em 5)

A Invasora (À l’intérieur, França, 2007. Dir: Alexandre Bustillo, Julien Maury. Com: Béatrice Dalle, Alysson Paradis, Nathalie Roussel, François-Régis Marchasson.) – Os vinte minutos iniciais, que parecem ter envolvido algum tipo de pensamento racional, funcionam bem e trazem planos memoráveis. A partir do segundo ato, porém, o filme se contenta com o gore gratuito e descerebrado, julgando que polemizar com violência contra grávidas é o bastante para merece créditos. (1 estrela em 5)

What Goes Up (Idem, EUA, 2009. Dir: Jonathan Glatzer. Com: Steve Coogan, Hilary Duff, Josh Peck, Molly Shannon, Olivia Thirlby, Molly Price, Max Hoffman, Sarah Lind, Laura Konechny, Ingrid Nilson, Andrea Brooks, Andrew Wheeler, Brett Kelly) – O humor melancólico estabelecido pelo estreante Glatzer funciona na maior parte do tempo, sendo beneficiado ainda pela impecável performance de Coogan. (4 estrelas em 5)

Triangle (Idem, Inglaterra/Austrália, 2009. Dir: Christopher Smith. Com: Melissa George, Michael Dorman, Rachael Carpani, Liam Hemsworth, Emma Lung, Henry Nixon, Joshua McIvor.) – Smith não apenas cria um roteiro inteligente e com uma estrutura complexa e fascinante como ainda confere um tom opressivo de pesadelo através de sua excelente direção. (5 estrelas em 5)

O Lobisomem (The Wolfman, EUA/Inglaterra, 2010. Dir: Joe Johnston. Com: Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt, Hugo Weaving, Art Malik, Cristina Contes.) – Um protagonista sem qualquer indício de personalidade, uma atuação sem qualquer envolvimento de Hopkins e um roteiro sem qualquer sinal de inteligência. (2 estrelas em 5)

Herb and Dorothy (Idem, EUA, 2008. Dir: Megumi Sasaki. Com: Herbert Vogel, Dorothy Vogel.) – A história da paixão incontrolável do casal Vogel por arte contemporânea é algo não só tocante, mas educativo. (4 estrelas em 5)

Quando Chega a Escuridão (Near Dark, EUA, 1987. Dir: Kathryn Bigelow. Com: Adrian Pasdar, Jenny Wright, Lance Henriksen, Bill Paxton, Jenette Goldstein, Tim Thomerson, Joshua John Miller, Marcie Leeds.) – Como terror focado em vampiros, empalidece diante de Garotos Perdidos, lançado no mesmo ano; como alegoria do submundo das drogas e de uma época em que o sexo se tornou letal, é óbvio e infantil. Como esta bobagem virou cult, não sei explicar. (2 estrelas em 5)

The House of the Devil (Idem, EUA, 2009. Dir: Ti West. Com: Jocelin Donahue, Tom Noonan, Mary Woronov, Greta Gerwig, AJ Bowen, Dee Wallace.) – Além da excelente ambientação de época (e da própria estética setentista), West concebe uma narrativa bem construída e tensa, resultando num filme tenso e eficiente. (4 estrelas em 5)

Dreams with Sharp Teeth (Idem, EUA, 2008. Dir: Erik Nelson. Com: Harlan Ellison, Robin Williams, Neil Gailman, Josh Olson.) – Ellison é arrogante, mal-humorado, impulsivo, auto-indulgente, prolixo e agressivo. É também brilhante, articulado e divertidíssimo – exatamente como este belo documentário que gira em torno não de sua obra, mas de sua personalidade. (4 estrelas em 5)

postado em by Pablo Villaça em Filmes, filmes, filmes

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