Meus leitores

Tenho publicado aqui, vez por outra, mensagens carinhosas enviadas pelos leitores. Acho que é hora de retribuir.

Eu adoro meus leitores.

Desde os primeiros dias do Cinema em Cena, quando o site ainda tateava em busca de um caminho ou uma linha editorial, uma coisa ficou clara para mim: eu queria criar o maior número possível de espaços para que os leitores pudessem se manifestar. Para que tenham uma idéia, nos primeiros dois anos, quando o site era todo concebido em HTML e não tinha um banco de dados ou mesmo uma equipe técnica (eu fazia tudo sozinho, do péssimo layout ao péssimo código), cada crítica incluía um link para envio de emails – e assim que recebia estes emails, eu os inseria manualmente na página, um por um. Positivos ou negativos. Pouco depois, em 2000, criei uma lista de discussão que se mantém ativa até hoje (com o velho leitor Danzer0 como moderador) e eventualmente foi a vez de nosso fórum, que, de uma maneira ou outra, existe desde 2002 (também com seus valorosos moderadores).

Com o crescimento do site, porém, fui perdendo a chance de interagir com os leitores – algo que acabou sendo solucionado com a criação do blog em agosto de 2004 (o primeiro post se encontra aqui). Além disso, como sabem, temos comunidades no Orkut, no Facebook e no Twitter (onde também tenho uma conta pessoal).

Em outras palavras: sou viciado nos leitores do Cinema em Cena.

Sim, há alguns poucos que parecem apenas interessados na provocação. Mas há outros que discordam com educação e se mostram interessados no debate. E há muitos outros que se declaram fãs confessos, o que, claro, me enche de alegria. E há, claro, a maioria silenciosa que lê sem jamais comentar – e cuja existência conheço apenas pelas estatísticas de acesso do site, mas que, ainda assim, se mostram sempre importantes para mim.

E sou sempre surpreendido por vocês: cada vez que alguém se aproxima de mim e se apresenta, dizendo acompanhar o Cinema em Cena, sou inundado por uma sensação de imensa satisfação e orgulho. Ganho o dia. Cada email carinhoso guardo numa pasta especial. E isto é só a ponta do iceberg: já recebi presentes (pessoalmente e pelo correio e variando de livros a filmes, camisas, bonecos e pinturas) e até mesmo convites atípicos, mas ainda assim gentis. Um leitor de outra cidade, sabendo que eu visitaria seu Estado para dar o curso, me informou que havia construído um home theater em seu apartamento e que se sentiria "honrado" em me receber para uma sessão. Já uma leitora recém-casada, ao me descobrir no Twitter e sabendo que seu marido era fã do meu trabalho, perguntou se eu poderia encontrar com ele como uma "surpresa", uma espécie de "presente". E estes dois exemplos ocorreram apenas nos últimos meses – e se declinei em ambos os casos, não posso deixar de dizer que também me senti feliz e honrado com os convites. E que gostaria de poder atender a todos os convites do tipo que chegassem por email.

Porque vocês são tremendamente importantes para mim. Leio cada comentário aqui publicado ou enviado pelo twitter, orkut, facebook, etc. Não posso responder a todos, já que passaria todo o meu tempo fazendo isso, mas, acreditem, dou importância igual a todas as palavras enviadas por vocês. Muitos que vivem da escrita têm uma relação de amor-e-ódio com seus leitores.

Pois o meu caso é de uma paixão avassaladora, constante e eterna.

postado em by Pablo Villaça em Editorial

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