Esta noite, sonhei…

postado em by Pablo Villaça em Variados | 20 comentários

… com Paris Hilton. Deprimente, eu sei, mas é verdade. Sonhei que estava dirigindo o comercial de lançamento de um livro escrito pela socialite. E que o livro era sobre política. E que eu admirava o trabalho da moça.

Oh, Deus, o que está acontecendo comigo??!??!!?

As Últimas Horas das Olimpíadas

postado em by Pablo Villaça em Variados | 7 comentários

Coincidência: falei de As Últimas Horas de Hitler ontem e hoje vi este vídeo engraçadíssimo no Jacaré Banguela: 

Dom Total

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Honestidade é outra coisa: esta semana, fui procurado pelos editores do site jurídico Dom Total, que se mostraram interessados em republicar meus textos em seu portal. Negociamos, chegamos a valores justos para todos os envolvidos e, assim, minhas críticas agora aparecerão também naquele espaço ao lado de colunas escritas por figuras que admiro imensamente, como Frei Betto e Leonardo Boff, o que me honra imensamente.

É assim que pessoas direitas e empresas sérias agem.

(Clique aqui para visitar o Dom Total.)

O Fenômeno da Identificação

postado em by Pablo Villaça em Variados | 9 comentários

Em meu curso de Linguagem e Crítica Cinematográficas, dedico a quinta aula ao Espectador e o Fenômeno da Identificação – e um dos aspectos que discuto sobre o tema diz respeito às formas com que a narrativa manipula o público para forçar uma ligação entre este e seus personagens. Uma destas formas é a Situação: temos a tendência, como seres humanos sujeitos à empatia e à compaixão, a nos identificarmos com personagem em situações que expõem sua vulnerabilidade. Assim, não precisamos gostar (nem devemos!) de Hitler ou Tony Montana para que fiquemos aflitos com suas dificuldades em As Últimas Horas de Hitler e Scarface.

No curso, obviamente, abordo com mais detalhes como isto ocorre, mas o objetivo deste post é comentar como isto pode se aplicar, por exemplo, a algo como as Olimpíadas. Ao entrar no TerraTV, cliquei no canal do Decatlo no instante em que o atleta cubano, Leonel Suarez, tentava vencer os 4,30m no salto com vara. Ele tentou uma, duas vezes e, na terceira, conseguiu. Continuei a assistir, mas percebi que só torcia com mais intensidade quando o cubano saltava, como se os demais fossem coadjuvantes. 

E me dei conta de que isto ocorrera porque ele fora o primeiro que eu vira saltando e – mais – enfrentando dificuldades para continuar na prova. Isto foi o bastante para que ele se tornasse o protagonista da mini-narrativa particular que instantaneamente criei na mente.

Não é curioso? É por esta razão que um roteirista ou um diretor que saiba o mínimo sobre psicologia tem bem mais facilidade para manipular o espectador: somos, como espécie, bastante previsíveis.

Série Você em Cena #17

postado em by Pablo Villaça em Série Você em Cena | 83 comentários

Qual diretor, ator ou atriz você simplemente não suporta? Alguém cujos filmes você sabe de antemão que provavelmente irá odiar?

Eu? Ora, Rob Schneider, quem mais?

Post besta

postado em by Pablo Villaça em Variados | 16 comentários
Sabem aquela prova em que os corredores são obrigados a caminhar rapidamente requebrando de um lado para o outro e com os antebraços apontados para a frente (Marcha Atlética)? Pois é, eu estava vendo um pedacinho daquilo agora mesmo, no TerraTV. E não sei por que, mas esta prova sempre me mata de rir. E sempre fico esperando que os corredores também caiam na risada a qualquer momento, reconhecendo que estão apenas fazendo gracinha ao caminharem como se estivessem descadeirados. Em vez disso, porém, eles estão sempre com uma expressão pavorosa de sofrimento.
 
(Voltamos, agora, à nossa programação normal.)

Cena Misteriosa #17

postado em by Pablo Villaça em Cena misteriosa, Cinema | 15 comentários

Crupiê – A Vida em Jogo: esta foi a origem da cena misteriosa 16, corretamente identificada pelo leitor Douglas (gente, vamos informar o sobrenome!). Dirigida por Mike Hodges em 1998, esta co-produção Inglaterra/França/Alemanha/Irlanda foi a responsável por apresentar o ator Clive Owen, então com 34 anos, aos cinéfilos de todo o mundo, embora ele já tivesse dez anos de carreira no Cinema.

Conferindo charme e inteligência ao croupier do título, Owen criou um personagem cínico que devia muito aos anti-heróis do noir, com direito à narração em off e tudo mais – e ele e seus colegas de cena surgiam completamente convincentes como profissionais dos cassinos graças ao intenso treinamento que tiveram durante os ensaios. Além disso, a trama bem amarrada é suficientemente intrigante para manter o espectador atento, ao passo que a direção de Hodges, que lança olhares curiosos para os menores detalhes daquele universo, contribuem para a verossimilhança da narrativa, embora erre o passo aqui e ali no tratamento de alguns personagens secundários.

Particularmente, tenho um fraco por filmes que lidam de maneira aprofundada com o universo do jogo e Crupiê é um dos melhores exemplos recentes deste subgênero. Na época, aliás, muitos apostaram que o longa seria indicado aos Oscars de Ator e Roteiro, mas um vacilo contratual botou tudo a perder: antes de ser lançado nos cinemas, o filme foi exibido uma única vez na tevê holandesa – o que o desqualificou automaticamente de concorrer aos prêmios da Academia (o que, na época, deixou Hodges revoltadíssimo com a tal emissora, que, aparentemente, aproveitara o falatório pré-lançamento em torno da obra para capitalizar na audiência, explorando uma brecha em seu contrato com os produtores).

A cena de hoje é mais difícil:

Siga o dinheiro

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Novos filmes, Variados | 31 comentários

Então o presidente da Warner, Alan Horn, se "desculpou" com os fãs por ter adiado Harry Potter e o Enigma do Príncipe para 2009. Porém, reparem que ele não prometeu reverter a decisão – e não vai fazê-lo. O que me espanta é que o estúdio foi até honesto ao explicar o motivo da alteração: em vez de se esconder atrás da desculpa habitual ("Usaremos o tempo para fazer o filme ficar ainda melhor, refinando os efeitos visuais", etc, etc, blábláblá), Horn citou um motivo puramente corporativo: eles preferem lançar o longa no verão americano, já que: a) é financeiramente mais promissor (embora os filmes da série não tenham sido exatamente prejudicados por seus lançamentos habitualmente em novembro); e b) o estúdio ficou sem muitas outras opções de produtos para lançar naquele período, já que a greve dos roteiristas atrasou todas as produções.

O que Horn não disse, porém, é que o principal motivo para que Harry Potter tenha sido adiado para 2009 diz respeito ao imenso sucesso de O Cavaleiro das Trevas e também a Watchmen.

Hein? Como assim?

Simples: a Warner tem que prestar contas sobre sua arrecadação anual junto aos acionistas – e quedas brutais neste sentido podem perfeitamente custar as cabeças de altos executivos. O problema é que o estúdio já conseguiu dinheiro suficiente, com o sucesso inesperado de Batman (ninguém esperava tanta repercussão), para transformar 2008 em um ano maravilhoso para suas contas. Em contrapartida, 2009 conta apenas com Watchmen – e, como já sabemos, é bem possível que a Warner tenha que sacrificar boa parte dos lucros que teria com a superprodução para pagar a Fox, que processou a concorrente em função dos direitos de adaptação da graphic novel. Com isso, 2009 pareceria um fracasso ao ser comparado com 2008 – especialmente com as centenas de milhões de dólares que Harry Potter ainda traria para a Warner.

A saída? Mover HP para 2009 e jogar esta fortuna para o ano que vem, permitindo que as finanças do estúdio se mantenham equilibradas em dois anos consecutivos.

Em outras palavras: os fãs podem chorar o quanto quiserem; a decisão da Warner não será alterada. Ou vocês realmente esperam que os executivos sacrifiquem seus empregos apenas para agradar um público que, de uma forma ou de outra, dará seu dinheiro para a franquia, seja agora ou no ano que vem?

Adeus, celulóide

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Variados | 20 comentários

Um dos comentários mais freqüentes que ouvi de quem já assistiu A_Ética diz respeito ao fato do filme parecer ter sido rodado em película, fugindo completamente de qualquer artificialidade tão típica do digital. Parte disso se deve, obviamente, a ótima fotografia de Marco Aurélio Ribeiro, mas parte do mérito também cabe à câmera que utilizamos, a SONY HVR-V1U. Porém, esta câmera ainda tem suas limitações – e buscamos investir em quadros mais fechados justamente porque o digital não se dá muito bem com planos gerais, que perdem a boa resolução e começam a entregar sua natureza de vídeo. E esta característica era, entre outras coisas, um dos principais fatores que limitavam a supremacia do digital com relação à película.

Pois, ao que parece, a disputa vai chegar ao fim logo. O bilionário Jim Jannard reuniu uma equipe, há alguns anos, exclusivamente com o propósito de construir uma câmera digital que alcançasse os sonhados 4K de resolução comparáveis à oferecida pelo 35mm – e conseguiu. Batizada como "Red One", a câmera já foi utilizada até mesmo por Steven Soderbergh para rodar as duas partes de seu épico Che.

E a melhor notícia? Enquanto as câmeras digitais de ponta atuais (com resolução de 2K!) chegam a custar quase 200 mil dólares, a Red One sairá por algo em torno de 20 mil dólares – incríveis 10% deste valor! Com isso, jovens cineastas de todo o mundo terão acesso ao mesmo tipo de equipamento empregado por diretores profissionais de Hollywood, democratizando ainda mais a arte. Imaginem, então, quando os projetores digitais se tornarem a norma, eliminando a necessidade do transfer para película das cópias finais?

(Os interessados não podem deixar de ler o artigo da Wired sobre a Red One.)

Ainda Jovens Clássicos

postado em by Pablo Villaça em Administrativo, Cinema, Clássicos, Críticas | 23 comentários
Como a utilização de imagens no texto de Fogo Contra Fogo me pareceu um recurso interessante, acrescentei-as também à análise sobre Todos os Homens do Presidente – e já estou capturando capturei as de Serpico.